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Festival Empodera Hip Hop conecta memória ancestral, protagonismo feminino e futuro da cultura urbana em BH

Em um momento em que a cultura Hip Hop revisita suas origens e projeta novos futuros ao completar cinco décadas, Belo Horizonte recebe, no dia 9 de maio, o Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro, no Centro Cultural Vila Marçola, no Aglomerado da Serra. Este Festival é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e é mais do que um evento, a iniciativa se posiciona como uma plataforma de valorização da presença feminina na cultura urbana — historicamente e invisibilizada — e de fortalecimento de narrativas periféricas.

 

 

FB_IMG_1688484492570 – Scheylla Bacellar

 

 

Com curadoria orientada pela interseccionalidade entre gênero, raça e território, o Empodera Hip Hop cria um ambiente de troca entre gerações e repertórios. A proposta é posicionar o festival como espaço de criação, escuta e articulação de redes — com impacto direto na cadeia produtiva da cultura periférica. A programação reúne artistas, pesquisadoras e agentes culturais que vêm redesenhando a cena urbana contemporânea em Belo Horizonte:

 

 

-Vanessa Beco, artista e ativista do movimento negro e feminista, é propagadora da cultura hip hop.

-Scheylla Bacellar, arte educadora e dançarina, além de Gestora do Coletivo Mulheres da Quebrada, ela carrega com muita potência as danças urbanas.

-Melina Rocha, pesquisadora, comunicadora e doutoranda em Educação, que desenvolve estudos sobre o Hip Hop como epistemologia periférica e ferramenta antirracista;

-Colombiana (Samai Fernandes), MC, comunicadora e uma das principais representantes da nova geração do rap mineiro, conhecida nacionalmente pelas batalhas de rima e por ter sido a primeira mulher a apresentar o Duelo de MCs no Viaduto Santa Tereza;

-Rudgirl, DJ, selecta e pesquisadora das sonoridades da afrodiáspora, referência na cena da música periférica contemporânea e integrante da coletiva feminina Free The Punanays;

-Chellz Tapayó, bgirl, multiartista indígena periférica e pesquisadora da cultura Hip Hop, com trajetória marcada pela atuação em coletivos femininos e ações culturais em territórios vulnerabilizados;

-Marina Galeri, atriz, dramaturga e produtora cultural, cuja atuação conecta criação artística, gestão cultural e fortalecimento de projetos independentes.

-Zi Reis, Artista transdisciplinar e pesquisadora Investiga poéticas do cuidado, memória e cidades.

 

Programação:

A proposta do festival atravessa diferentes linguagens e experiências da cultura urbana:

9h – Manhã de Reflexão: rodas de conversa e debates sobre ancestralidade, memória e presença feminina no Hip Hop, com participação de Melina Rocha, Vanessa Beco, Preta Lua e outras convidadas.

11h e 14h – Laboratório de Arte e Empreendedorismo: oficinas voltadas aos quatro elementos da cultura Hip Hop — rap, DJ, breaking e graffiti — além de discussões sobre autonomia financeira, gestão cultural e mercado criativo.

12h – Rolê na Quebrada: vivência cultural pelo território do Aglomerado da Serra, promovendo encontros entre memória urbana, pertencimento e resistência periférica.

13h – Partilha Ancestral: momento de conexão entre cultura, alimentação, afeto e geração de renda, valorizando saberes comunitários e tecnologias sociais periféricas.

17h30 – Palco Empodera: apresentações artísticas e performances com Colombiana, Rudgirl, Chellz Tapayó e artistas convidadas, celebrando a potência estética e política das mulheres na cultura Hip Hop.

 

À frente do projeto está Larissa Amorim Borges, uma das vozes mais consistentes do Hip Hop mineiro. MC, produtora cultural e pesquisadora, atua desde os anos 1990 na construção do movimento, com participação em iniciativas estruturantes como o grupo Negras Ativas e o Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop. Sua trajetória combina palco, gestão e pensamento acadêmico, consolidando uma atuação estratégica na interseção entre cultura, gênero e território.

 

O Empodera Hip Hop não se encerra no evento. A proposta inclui a produção de conteúdos permanentes, como podcast e minidocumentário, ampliando o alcance das narrativas construídas no festival. A acessibilidade é tratada como premissa: os conteúdos audiovisuais contarão com legendas e tradução em Libras, alinhando o projeto às diretrizes contemporâneas de democratização cultural.

 

 

Festival Empodera Hip Hop é um evento voltado para celebrar a participação de mulheres e meninas nos 50 anos da Cultura Hip Hop. O projeto é proposto por Larissa Amorim Borges e viabilizado pelo edital Descentra 2023, por meio do Fundo Municipal de Cultura e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LMIC) de Belo Horizonte.

 

Serviço:

Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro | Gratuito: 80 vagas
Quando: 9 de maio de 2026
Onde: Centro Cultural Vila Marçola – Aglomerado da Serra, Belo Horizonte
Público: mulheres, meninas e pessoas interessadas na cultura Hip Hop
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte

Proponente: Larissa Amorim Borges

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Joseane Santos
Canceriana do coração apaixonado, amante da boa música, atleticana no corpo e na alma, mineirinha do interior que encontrou na capital seu lugar no mundo.