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Bon Jovi lança “*2020*” com letras focadas na ‘consciência social’ e ‘solidariedade’ acima de qualquer coisa

“Limitless”, “Do What You Can”, “Beaultiful Drug” e “Blood in The Water” são os hits; já bem cotado pela crítica, o novo álbum foi definido pelo USA Today como “brilhante!”

Coluna: ‘Crítica Musical’
Jornalista | Colunista & Editor
Felipe de Jesus
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Manter ‘praticamente’ a mesma formação desde 1983, (tirando o baixista Alec John Such que saiu em 1994 e Ricthie Sambora que volta em breve), e ainda fazer hits e lotar shows, é uma missão que o ‘Bon Jovi’ vem tirando de letra.

O grupo “Bon Jovi” com sua formação atual. Da esquerda para direita: o baterista Tico Torres, o guitarrista Phil X, o vocalista Jon Bon Jovi (ao centro), o baixista Hugh McDonald e o tecladista David Bryan. Foto: Bon Jovi.

Prova disso está em “Bon Jovi – *2020*”, trabalho que chega com ‘profundidade de composição’ dentro de um ano eleitoral bem desafiador. Feito no estúdio de ‘Jon Bon Jovi’, o álbum tem a empatia de Jon, David Bryan (tecladista), Tico Torres (baterista), Phil X (guitarrista) e Hugh McDonald (baixista) em relação ao mundo atual.

Trabalho tocou em várias feridas sociais dos Estados Unidos, como a pandemia de coronavírus, as relações raciais e a violência policial.

Após serem homenageados no ‘Rock & Roll Hall of Fame’ em 2018, eles que tem mais de 130 milhões de álbuns vendidos, abrem com “Limitless”. A faixa é uma prova que eles sabem fazer hits! No tocante a solidariedade, a banda foi capturada por temas atuais como a Covid-19, já que “Do What You Can” (Country), traz uma reflexão sobre a vida que devíamos estar levando mas não estamos. A faixa me ganhou na hora!

Já bem cotado pela crítica, o álbum “Bon Jovi ‘2020’ foi definido pelo USA Today como “BRILHANTE”. Foto: Bon Jovi.

Já “American Reckoning” (referência a George Floyd), temos um violão em perfeita sintonia com Jon. Com “Beautiful Drug”, o belo solo de Phil X e “Story of Love” parece de “Crush (2000)”. Em seguida “Let It Rain”, bem “Lost Highway (2007)”, “Lower the Flag” e “Blood in the Water” (hit disparado que toques de guitarra na introdução que lembram alguns sucessos do Dire Straits), é demais! Com “Brothers in Arms” (sobre o atleta Colin Kaepernick) e “Unbroken”, eles fecham o disco.

Avaliação

Tratar de temas tão sérios, mostra um Bon Jovi mais sincero com seu público do que em relação aos discos anteriores, como: “What About Now (2013)”, “Burning Bridges (2015)” e “This House Is Not for Sale (2016)”, que, em minha opinião, foram bem comerciais. Dele indico as faixas, “Limitless”, “Do What You Can”, “Beaultiful Drug” e “Blood in The Water” (que é incrível!). Dou quatro estrelas (média), pois senti falta de mais hits ao estilo “These Days (1995)” e “Bounce (2002)”. Talvez o momento atual não fosse tão inspirador, mas mostra a garra do grupo, que não deixou a peteca cair. Como disse Jon Bon Jovi: “É um registro histórico”. Vale a pena escutar o álbum, que é um dos grandes lançamentos do ano de 2020.

 

Fotos: Bon Jovi
Até a próxima Crítica Musical.
A coluna é publicada neste espaço toda semana

Se você ainda não ouviu o álbum
“Bon Jovi *2020* (2020)”
, confira!

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Felipe de Jesus
Felipe de Jesus
- Editor & Administrador (apoio no setor administrativo e financeiro) ___________________________________________________________________________ Jornalista (FESBH), Publicitário (Instituto P.E.D), Relações Públicas (UIB), Teólogo (F.ESABI), Sociólogo (F.Polis das Artes) e Economista (USIP). Tem Ms. em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação (UEMC) e atualmente cursa Direito (UNIESP-BH/FACSAL).

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