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Partida de vôlei à sombra do vulcão” novo trabalho do Grupo Galpão

Estreou no último dia 04 de dezembro, a peça-filme “Partida de vôlei à sombra do vulcão”novo projeto do Galpão, com dramaturgia de Silvia Gomez e direção de Fernanda Vianna e Clarissa Campolina, o espetáculo ficará em cartaz até 19 de dezembro de 2021, com exibição semanal, sempre de quinta a domingo, às 20h, no canal do Grupo no YouTube. A peça-filme integra o projeto “Dramaturgias – Cinco passagens para agora”.

 

Diante da imagem de pessoas se divertindo bem próximas à lava expelida pela Terra, “Ela” não apenas se intriga com a inusitada cena, como, imediatamente, decide viajar rumo às entranhas do planeta. Em sua jornada, acabará por desvendar, também, a intensidade da própria fúria. Eis os contornos de realismo fantástico por trás do novo projeto do Grupo Galpão.

 

Segundo a dramaturga Silvia Gomez, a possibilidade de escrever uma peça para o Grupo Galpão era um sonho antigo e secreto: “A Companhia sempre me emocionou, divertiu e iluminou, levando-me, tantas vezes, a inúmeras viagens. Quando o Eduardo Moreira me ligou, em janeiro, quase desfaleci, mas, logo recuperada, me pus a escrever uma narrativa baseada, justamente, na ideia pela qual andava obcecada, a de relatos de viagem”. A famosa imagem do vulcão ativo na Islândia, viralizada em março de 2021, serviu de ponto de partida à delirante jornada do texto, inspirada no realismo fantástico, movimento literário admirado por Gomez. Nasce, assim, uma espécie de diário de bordo sobre a travessia da mulher que busca a fúria vulcânica manifestada pelas entranhas da Terra.

 

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A diretora Fernanda Vianna, que também é atriz do Grupo Galpão, destaca que, desde o início, todo o processo de construção do “teatro de tela” ocorreu de modo orgânico. “Daí, talvez, se origine um pouco do teor feminino, pois eu nunca havia trabalhado com Silvia e Clarissa. Quando o Galpão me chamou para dirigir este projeto, comecei a conversar com a Silvinha. Em junho, ela ainda desenvolvia o roteiro, e começamos a pensar juntas. Gostaria muito que o trabalho tivesse algo forte, ligado às imagens, ao audiovisual, pois a imagem fala. Foi aí que pensamos na Clarissa Campolina, tamanha a admiração pelo trabalho dela”, explica.

 

Durante o processo de trabalho, a dramaturga e as diretoras realizaram um teatro de/para/na tela. Partiram, afinal, de um monólogo teatral, e passaram a desdobrar o texto em imagens, de maneira a se aproximarem da memória e do modo de imaginar da própria personagem. “O roteiro foi escrito com esse pensamento, de forma a manter as convenções teatrais e a possibilidade de criar o mundo (e qualquer paisagem), seja na rua, seja em cima de um palco. Fomos guiados, também, pela história do Galpão, pela performance dos atores e das atrizes, pelo fazer artesanal e pelo desejo de apresentar os espaços de forma deslocada e lacunar”, completa Clarissa Campolina.

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Joseane Santos
Canceriana do coração apaixonado, amante da boa música, atleticana no corpo e na alma, mineirinha do interior que encontrou na capital seu lugar no mundo.