
O Grupo Corpo se apresenta em Belo Horizonte, entre os dias 2 a 11 de outubro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, a obra que marcou o cinquentenário da companhia em 2025; e traz de volta, depois de dez anos ausente dos palcos, o balé de 2004 com a música intensamente romântica do compositor cubano Ernesto Lecuona.
PIRACEMA inaugurou a parceria de Rodrigo com Cassi, que em 2025 se tornou também coreógrafa residente do grupo; os dois trabalharam paralelamente, criando cada um seu balé, e reuniram suas concepções dois meses antes da estreia. Um método ousado, proposto pelo diretor artístico Paulo Pederneiras. LECUONA, por sua vez, representou em 2004 uma interrupção momentânea das encomendas de trilhas inéditas, adotada desde 1992; sua estrutura também é sui generis, com uma sequência de pas-de-deux que culmina numa grande valsa, apoteótica, com seis casais.

A palavra “piracema” vem do Tupi: “pira” quer dizer peixe, e “cema”, subir. Ela descreve o movimento dos peixes que nadam contra a correnteza dos rios para chegar às nascentes e se reproduzir. Esse movimento inspirou a criação de Piracema. Assim como os peixes, o espetáculo fala de deslocamento, de esforço, de voltar ao início e, ao mesmo tempo, seguir em frente. De atravessar caminhos difíceis para criar algo novo. A música percorre diferentes paisagens: começa em um ambiente mais próximo da natureza, passa por momentos mais amplos e organizados, e chega a sons urbanos e contemporâneos. Em Piracema, movimento, música e imagem se encontram para construir uma experiência que fala de travessia, resistência e mudança.
Serviço:
Quando: 2 a 11 de outubro
Hora: qua a sex, 20h • sáb e dom, 19h
Onde: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
Quanto: bilheteria do Palácio das Artes e no Sympla: www.sympla.com.br – De R$ 50 (Plateia superior) a R$ 280 (Plateia I)
Classificação indicativa: Livre
Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes
A 36ª edição da mostra da Bienal de São Paulo, “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, ocupa as galerias do Palácio das Artes, entre 3 de outubro a 6 de dezembro. Com 21 participantes, a exposição é a maior itinerância nacional deste ano, com cerca de 80 obras, em linguagens como pintura, escultura, fotografia, instalação, audiovisual e performance. A curadoria – assinada por Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, e Leonardo Matsuhei, cocurador adjunto da última edição – tematiza questões como o pertencimento, a memória, o cuidado e a transformação, e se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora mineira Conceição Evaristo.
Festival Fartura BH volta à Praça José Mendes Júnior
O Festival Fartura BH já tem data e local definidos para sua 12ª edição. Nos dias 10 e 11 de outubro, com entrada gratuita, o evento retorna à Praça José Mendes Júnior, ao lado do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, onde realizou suas três primeiras edições. Em 2014, em sua estreia, o Fartura foi um dos primeiros grandes eventos a ocupar a praça, que agora volta a receber o festival mais de uma década depois.
Mostra “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama”
A mostra percorre o país de Norte a Sul entre agosto e dezembro de 2026, levando parte do acervo e da história da Cinemateca a salas de exibição e espaços culturais de 15 cidades. Em Belo Horizonte, o projeto chega ao Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, do dia 30 de setembro ao dia 9 de outubro, ampliando o acesso do público a obras que integram a memória audiovisual do país. A entrada é gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir do meio-dia da data das sessões, na plataforma Sympla; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, a partir de 1 hora antes de cada exibição.



