Belo Horizonte Culturaliza Dança Dica Cultural

Cia de Dança Deborah Colker realiza turnê nacional do espetáculo mais ousado de sua trajetória.

A Companhia de Dança Deborah Colker realiza em 2026 a circulação pelo Brasil do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”. O espetáculoreúne cenas icônicas extraídas das montagens “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante, tornando a produção mais ousada da Companhia.  Belo Horizonte recebe a produção nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto(sexta, às 20h30; sábado, às 16h30 (sessão extra) e às 20h30; e domingo, às 18h), no Grande Teatro do Sesc Palladium.

 

A Companhia de Dança Deborah Colker é apresentada pelo Ministério da Cultura e Petrobras e tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet.

 

 A ideia desse “Remix” surgiu em 2025 quando a coreógrafa Deborah Colker foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição fotográfica com uma retrospectiva da atuação de Deborah e crianças que se dedicam à dança fizeram uma apresentação inspirada em espetáculos da Companhia. “Ficamos muito emocionados com a homenagem das crianças. Percebemos que nossas três décadas de trabalho já estão deixando um legado”, relembra o diretor executivo e cofundador da Companhia, João Elias, que também assina a dramaturgia. 

 

 

Foto: Flavio Colker

 

 

O desafio de Deborah e Elias passou, então, a ser a escolha por cenas dentre quinze trabalhos. Essas cenas precisariam ainda atender a dois critérios: serem impactantes para o reencontro com o público e demonstrar a potência criativa da Companhia. A decisão foi finalizada com a seleção da coreografia “Paixão” do espetáculo “Vulcão” (1994), a cena “Delírios” de “Belle” (2014), “As Meninas” e “Vasos” de “4×4” (2002) e  as  coreografias  “Gravidade”  e  “Roda”  do  espetáculo  “Rota”  (1997). 

 

O resultado dessa remixagem tornou-se a produção mais ousada da Companhia. “São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”, conta o diretor executivo. O elenco conta com 16 bailarinos que dançam com uma cortina gigantesca de 12 metros, 90 vasos e uma roda com 5 metros de diâmetro, em dois atos que reservam muitas surpresas. “São atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”, explica Elias, que também assina a dramaturgia.

 

Para Deborah, “Remix” também direciona o olhar para além do próprio repertório. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, destaca a coreógrafa, que avisa que o novo trabalho é um convite para o reencontro com diferentes fases de criação. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com ‘Remix’”.

 

A equipe criativa se completa com a direção de arte de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel.

 

Remix” é o terceiro projeto especial que remasteriza o próprio repertório da Companhia. Mas, diferencia-se de “Mix” (1995) e “Vero” (2016) justamente pela dramaturgia que, desta vez, ao invés de dois, cria um fio condutor para quatro espetáculos emblemáticos, que igualmente mostram ao público a inventividade e a ousadia, características marcantes dos espetáculos da   Companhia de Dança Deborah Colker.

 

Mais informações:

“Remix” – Companhia de Dança Deborah Colker

Quando: 31 de julho, 1 e 2 de agosto, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 18h

Onde: Grande Teatro do Sesc Palladium

(Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro – BH/MG)

Duração: 100 minutos (com intervalo)

Classificação: 10 anos 

Ingressos:

Plateia I: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia entrada e cliente Sesc)

Plateia II: R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia entrada e cliente Sesc)

Plateia II: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia entrada e cliente Sesc)

Vendas: no site www.sympla.com e na bilheteria do teatro

 

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Joseane Santos
Canceriana do coração apaixonado, amante da boa música, atleticana no corpo e na alma, mineirinha do interior que encontrou na capital seu lugar no mundo.