A Festa da Luz realiza sua 5ª edição entre os dias 25 e 28 de junho de 2026 com o tema “O Brasil é América Latina”. Um dos principais festivais de arte pública e tecnologia do país, o evento ocupa o hipercentro de Belo Horizonte com uma programação gratuita que reúne instalações artísticas, videomapping, música, performances, debates e experiências imersivas, propondo uma reflexão sobre os vínculos culturais e históricos que conectam o Brasil ao restante do continente.
Com uma programação gratuita, sempre das 18h às 23h, o festival transforma ruas, praças, edifícios e monumentos do centro da capital mineira em suportes para a criação artística contemporânea. Neste ano, a Festa da Luz apresenta 12 instalações espalhadas pelo circuito, uma mostra latino-americana de videomapping, o palco Rádio Améfrica, o projeto MUMA – Música e Mapping, performances itinerantes e uma programação de encontros e oficinas no Espaço Cemig.
Entre os destaques desta edição estão as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista brasileira-mexicana Fefê Talavera, que ocuparão o eixo formado pela Praça Fuad Noman, edifícios Sulacap e Sulamérica e Viaduto Santa Tereza. Inspiradas na tradição mexicana dos alebrijes, as criaturas luminosas transformam a paisagem urbana em um território de imaginação, ancestralidade e fantasia.
Na Rua Sapucaí, o artista mexicano Ocote apresenta “TolTech”, obra que conecta a iconografia tolteca às linguagens digitais contemporâneas, criando uma espécie de divindade tecnológica inspirada nas culturas pré-hispânicas. Também na Sapucaí, o artista Luiz Carlos Oliveira apresenta “Planta Baixa: o lúdico arquitetado”, videogame interativo projetado sobre a fachada da antiga Rede Ferroviária, em que o público participa do crescimento de uma cidade-jardim digital.
O Parque Municipal recebe parte importante da programação de instalações do festival, incluindo a instalação “Pedras de Duwid ou Boca de Marte”, do artista indígena Gustavo Caboco, instalação inédita na água da artista paraense Roberta Carvalho, além da presença da obra “Dance Flowers”, do coletivo francês Spectaculaires, todas visuais e sonoras.
Na Praça Rui Barbosa, o artista Rafael Ski apresenta “Céu em Nós”, grande painel interativo de LED que reage à presença dos visitantes. Utilizando câmeras e sensores, a obra transforma os corpos do público em jardins digitais em movimento, criando uma paisagem coletiva de luz e cor.
A Praça da Estação volta a receber uma das marcas registradas da Festa da Luz: a projeção mapeada sobre a fachada do Museu de Artes e Ofícios, com curadoria da SSA Mapping. A Mostra Latino-Americana de Videomapping reúne artistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guatemala e Uruguai, em sessões realizadas na quinta e sexta-feira. A programação apresenta trabalhos que exploram diferentes linguagens visuais e reafirmam a vocação do festival como espaço de intercâmbio entre criadores do continente.

A programação musical também dialoga diretamente com o conceito desta edição. O projeto Rádio Améfrica, com curadoria da DJ e pesquisadora Jeiza Fernandes, ocupa o Baixio do Viaduto Santa Tereza de quinta, sábado e domingo reunindo artistas e DJs que transitam por sonoridades latino-americanas, afro-diaspóricas e contemporâneas. No final de semana, o MUMA – Música e Mapping retorna à Praça da Estação promovendo encontros entre músicos e artistas visuais. Entre os convidados estão Tamara Franklin, Célia Sampaio, Bloco Swing Safado, Claudia Manzo, Orquestra Atípica de Lhamas e Academia da Berlinda, sempre acompanhados por performances de videomapping realizadas ao vivo.
No Espaço Cemig, o público acompanhará debates, encontros e oficinas com a participação de Batman Zavarese, compartilhando sua trajetória profissional e experiências na criação de vídeo mappings e projetos audiovisuais. Haverá ainda conversa sobre patrocínio cultural e cidades, debate sobre arte, inteligência artificial e economia da atenção, além de oficina com o coletivo Gambiologia.
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