Com a proposta de afirmar o seu compromisso com a diversidade e equidade na produção audiovisual brasileira, a Prefeitura de Belo Horizonte realiza a “VII Mostra Diálogos pela Equidade”, com a exibição de sete longas-metragens assinados prioritariamente por mulheres. O Cine Santa Tereza recebe, entre os dias 12 e 17 de maio, uma programação de filmes, entre ficções e documentários, que reforçam aspectos interseccionais da experiência de gênero, a partir de obras que permitem pensar o etarismo, racismo, ancestralidade e vínculos com o território, junto a outros temas como aborto, maternidade e relações familiares. Entre as exibições estão o documentário “Abre Alas”, da cineasta Ursula Rösele, e o longa de ficção “Suçuarana”, dirigido por Clarissa Campolina e Sérgio Borges. A programação conta também com sessões comentadas. A entrada é gratuita e os ingressos são retirados no site Sympla.
A “VII Mostra Diálogos pela Equidade: Mulheres Plurais” é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, da Fundação Municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, e em parceria com o Instituto Odeon. A iniciativa integra a programação do Circuito Municipal de Cultura e conta com o apoio do Comitê de Equidade de Gênero da Prefeitura de Belo Horizonte. Mais informações na página do Circuito Municipal de Cultura no Portal Belo Horizonte.
A abertura da “VII Mostra Diálogos pela Equidade” acontece no dia 12 de maio, terça, às 19h, com a exibição do documentário “Abre Alas”, da atriz e diretora mineira Ursula Rösele. A produção narra o encontro de sete mulheres, com idades entre 53 e 85 anos, acerca do que calaram na vida. O filme será comentado por Ursula Rösele, com participação da ensaísta Glaura Cardoso Vale, organizadora do recém-lançado livro “Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres” (2026). A publicação será distribuída gratuitamente entre o público da sessão.
No dia 13 de maio, quarta, às 19h, a mostra recebe o filme “Suçuarana”, dos cineastas mineiros Clarissa Campolina e Sérgio Borges. O longa de ficção conta a história de Dora, uma mulher que atravessa uma paisagem devastada pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. A exibição do filme será seguida de sessão comentada pela diretora Clarissa Campolina, com participação da roteirista, produtora executiva e pesquisadora em cinema latino-americano Mariana Mól, e da produtora executiva Luana Melgaço. No dia acontecerá também o lançamento de e-book com roteiro e processo criativo do filme.
O cinema baiano também está na programação da sétima edição da “Mostra Diálogos pela Equidade”, com o documentário “Cais”, da cineasta Safira Moreira. O longa narra a saga de Safira, que após dois meses do falecimento de sua mãe, Angélica, viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. A exibição será no dia 14, quinta, às 19h, com sessão comentada pela pesquisadora de raça, política e democracia Grécia Mara Borges da Silva.

A programação segue no final de semana com a exibição do filme de ficção “Lispectorante”, no dia 15, sexta, às 19h. O longa, da cineasta pernambucana Renata Pinheiro, conta a história de Glória Hartman, uma mulher madura que atravessa uma crise existencial e financeira, que volta à sua cidade natal e passa por um processo de abandono. Mas através de uma fenda nas ruínas de onde morou a escritora Clarice Lispector, Glória começa a ver cenas fantásticas que vão alterar sua vida. No dia 16, sábado, às 19h, acontece a exibição de “Atravessa Minha Carne”, documentário da diretora goiana Marcela Borela, que retrata o processo criativo da “Quasar Cia de Dança”, em 2013, em Goiânia (GO).
O encerramento da “VII Mostra Diálogos pela Equidade” acontece no dia 17, domingo, e fica a cargo de duas produções: “A felicidade das Coisas”, com exibição às 17h, e “Ainda Não é Amanhã”, às 19h. Filme da diretora paulista Thais Fujinaga, “A felicidade das Coisas” baseia-se no microcosmo de uma família com ideias específicas sobre felicidade e pertencimento, e busca falar sobre maternidade e a posição da mulher numa cultura patriarcal. O drama “Ainda Não é Amanhã”, da pernambucana Milena Times, fala sobre Janaína, uma jovem de 18 anos, e primeira pessoa da família que pode obter um diploma universitário, mas uma gravidez indesejada ameaça seus planos.
O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas dez regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.
Mais informações:
“VII Mostra Diálogos pela Equidade: Mulheres Plurais”
Quando: De 12 a 17 de maio, às 17h e 19h
Onde: R. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza – BH/MG
Quanto: Gratuito – Retirada de ingressos pela Sympla
Programação
12 de maio | 19h | Terça
Abre Alas
(Ursula Rösele | Brasil | Documentário | 2025 | 109 min)
Um encontro com sete mulheres entre 53 e 85 anos acerca do que calaram na vida. O filme se passa em um único cenário, no qual, além de conversas sobre suas histórias, elas vivenciam performances criadas a partir de seus depoimentos.
Classificação: 12 anos
Sessão comentada pela diretora Ursula Rosele e Glaura Cardoso Vale. Distribuição gratuita do livro “Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres” (2026), organizado por Glaura Cardoso Vale.
13 de maio | 19h | Quarta
Suçuarana
(Clarissa Campolina/Sérgio Borges | Brasil | Ficção | 2024 | 85 min)
Dora atravessa uma paisagem devastada pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. Guiada por um misterioso cachorro, ela encontra refúgio em uma vila de trabalhadores de uma fábrica abandonada, que vivem em coletividade e lembram o lar que ela tanto procura.Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada por Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Mariana Mól, com lançamento de e-book com roteiro e processo criativo do filme.
14 de maio | 19h | Quinta
Cais
(Safira Moreira | Brasil | Documentário | 2025 | 68 min)
Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu (Bahia) e pelo Rio Alegre (Maranhão), para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.Classificação: Livre
Sessão comentada: Grécia Mara Borges da Silva.
15 de maio | 19h | Sexta
Lispectorante
(Renata Pinheiro | Brasil | 2024 | Ficção | 93 min)
Glória Hartman (Marcélia Cartaxo), uma mulher madura que atravessa uma crise existencial e financeira, volta à sua cidade natal, que passa por um processo de abandono. Através de uma fenda nas ruínas de onde morou a escritora Clarice Lispector, Glória começa a ver cenas fantásticas que vão alterar sua vida.Classificação: 14 anos
16 de maio | 19h | Sábado
Atravessa Minha Carne
(Marcela Borela | Brasil | 2025 | Documentário | 83 min)
Filme do processo criativo da Quasar Cia de Dança em 2013 em Goiânia. A fabricação de corpos olímpicos (o trabalho dos bailarinos de alta performance), diante da direção do coreógrafo Henrique Rodovalho, reencena a relação entre cinema e dança. Classificação: Livre
17 de maio | 17h | Domingo
A Felicidade Das Coisas
(Thais Fujinaga | Brasil | 2021 | Ficção | 87min)
Baseado no microcosmo de uma família com ideias específicas sobre felicidade e pertencimento, o filme busca falar sobre maternidade e a posição da mulher numa cultura patriarcal. Paula, 40 anos, está esperando seu terceiro filho, enquanto passa seu tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas de seu filho adolescente, ela precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações. Classificação: 12 anos
17 de maio | 19h | Domingo
Ainda Não é Amanhã
(Milena Times | Brasil | 2024 | Drama | 77min)
Janaína é uma jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó em um conjunto habitacional na periferia do Recife. Ela é a primeira pessoa da família que pode obter um diploma universitário, mas uma gravidez indesejada ameaça os planos que havia traçado para sua vida.
Classificação: 14 anos
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