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Sam Fender traz toda a essência musical dos anos de 1980 em “Hypersonic Missiles” seu primeiro álbum

Trabalho do cantor tem claras referências do The Smiths, The Cure, Simple Minds e outros grupos do gênero; “Hypersonic Missiles”, “The Borders”, “White Privilege”, “Dead Boys” e “Play Good” são alguns hits

 

A primeira impressão que tive ao escutar os primeiros acordes da música “The Borders”, era de que estava ouvindo um álbum do ano de 1985, 1986, 1987, 1988 ou 1989, no entanto, a sonoridade era do primeiro trabalho de “Sam Fender”, um dos grandes talentos da nova safra musical vindo de Newcastle upon Tyne, Inglaterra. O cantor de apenas 23 anos de idade, mas, com uma bagagem musical de extrema qualidade, traz em “Hypersonic Missiles (2019)” uma mescla de sons bem próximos do que já vimos no grupo, “The Smiths” em”The Queen Is Dead (1986)”, ou mesmo “Strangeways, Here We Come (1987)”. Mas também de trabalhos do “The Cure”, como, “The Head on the Door (1985)”, “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me (1987)” e “Simple Minds”, com “Once Upon a Time (1985)” e “Street Fighting Years (1989)”. Todavia, mesmo sendo atual, “Hypersonic Missiles (2019)” mostra que é possível ser “moderno á moda antiga” e prova disso, é que o álbum estreou no topo da parada britânica.

 

Mostrando toda a sua força musical, Sam Fender abre o seu primeiro trabalho com a música “Hypersonic Missiles”, que a meu ver tem toda a marca dos anos de 1980. Além disso, a força vocal do cantor que é ótima e suas guitarras bem dosadas. Em seguida ele traz “The Borders”, uma das minhas favoritas! A faixa realmente nos faz viajar no tempo, como se estivéssemos voltando ao ano de 1986. Que som incrível e convidativo para uma pista de dança. Em seguida ele traz “White Privilege”, mais uma faixa de destaque. Nesse caso, o vocal de Sam Fender se destaca bastante. Com “Dead Boys”, a guitarra mais uma vez aparece em destaque. Mas com a mesma intensidade dos bons sons dos anos de 1980. Em “You’re Not Only One”, ele dá sequência sonora do álbum, mostrando que também é bom no quesito letras românticas. “Play Good”, mais um hit do primeiro álbum, chega com toques de guitarras na medida. Aliás, a música é disparadamente um dos grandes sucessos do trabalho e uma das minhas favoritas também.

 

Com “That Sound”, Sam Fender nos dá a impressão de estar puxando alguma canção do Simple Minds. Além do som, sua voz traz “quase” que a mesma intensidade de Jim Kerr, vocalista do Simple Minds. Com “Saturday”, as guitarras tomam o espaço e o álbum continua com “Will We Talk”, que parece ter sido retirada de algum filme de 1985. “Two People” é talvez, uma das canções mais tranquilas do álbum, já “Call Me Over”, realça o lado mais sério do artista. Os toques de guitarra são ótimos. “Leave Fast” volta aos pontos românticos já frisado pelo cantor. Para fechar o trabalho com maestria, ele traz “Use (live)” mais uma grande amostra de que o cantor sabe escolher uma boa sequência para um álbum. É ótima!

 

Avaliação

 

O som dos anos de 1980 ainda me encanta muito, pois, mesmo sendo um período ao qual os artistas e bandas abusaram dos teclados e sons eletrônicos, vejo que eles conseguiram aproveitar o momento e criar canções eternas. Sam Fender não chega com essa proposta, mas deixa claro que quer marcar o seu nome na música mundial. O álbum “Hypersonic Missiles (2019)” é a maior prova de que ele tem bom gosto musical e um ouvido ‘aquém’ no quesito composições. Desta ótima estreia do cantor indico as canções: “Hypersonic Missiles”, “The Borders”, “White Privilege”, “Dead Boys”, “Play Good” (que é incrível), “That Sound” e “Saturday”, que traz uma guitarra sensacional. Avalio com cinco estrelas (máxima), pois, conseguir expor influências e ao mesmo agradar com o resultado obtido musicalmente nos dias de hoje, não é para qualquer um. Falamos da era digital, onde “quase que diariamente” brota um novo artista na mídia. Por isso, Sam Fender chega com força e acima de tudo relevância na música mundial, já que suas letras trazem um teor revolucionário no Rock moderno. Se você ainda não ouviu “Hypersonic Missiles (2019)”, escute, pois o trabalho é muito bem produzido. Álbum disponível no formato físico e nas plataformas digitais.

 

 

 

 

Fotos: Sam Fender
Até a próxima Crítica Musical.
A coluna é publicada neste espaço toda semana

 

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Felipe de Jesus
Felipe de Jesus
- Editor e Administrador do portal do CulturalizaBH | - Jornalista/Colunista: Crítica Musical _______________________________________________________________________ Jornalista, Teólogo, Sociólogo, Letras (Literatura) e Bel. em Economia. Tem Mestrado em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação, Doutorado em Ciências Sociais e atualmente cursa Direito. Apaixonado por música, colabora com rádios e portais falando sempre sobre álbuns, coberturas de shows e etc. Tem como hobbie comprar CDs e também vinis. "Minha paixão pela música brasileira me faz quase um pesquisador. Um amor que vem da adolescência" (Felipe de Jesus). _______________________________________________________________________ [ Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista ]

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