O ano de 2026 marca os 270 anos de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), um dos mais célebres compositores da música ocidental. Para iniciar as comemorações, a Orquestra Sinfônica (OSMG) e o Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG) interpretam, no dia 25 de março, o “Réquiem”, última obra da consagrada carreira do autor austríaco. O concerto, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, começa às 20h, e será regido pelo maestro residente da OSMG, André Brant. Os solistas Andreia de Paula (soprano), Julia Solomon (mezzosoprano), Lucas Viana (tenor) e Sávio Sperandio (baixo) se unem ao Coral Lírico e à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na execução do “Réquiem”. Além da obra de Mozart, o programa contará também com peças do alemão Richard Wagner (1813-1883) e do francês Gabriel Fauré (1845-1924). Os ingressos custam R$30,00 a inteira e R$15,00 a meia-entrada, e podem ser adquiridos no totem e na bilheteria localizados no hall de entrada do Palácio das Artes, e na plataforma Sympla.
O “Réquiem em ré menor”, ou simplesmente “Réquiem” de Mozart, está entre os mais conhecidos do gênero. A obra é dividida em quatorze movimentos (partes), e foi deixada incompleta devido ao falecimento do compositor, em 1791, aos 35 anos de idade. Com a saúde já deteriorada, o autor acreditava estar compondo para seu próprio funeral. Mais de duzentos anos depois, a obra segue sendo admirada e performada ao redor do mundo. Antes, porém, da peça de Mozart, a OSMG vai apresentar duas outras que, segundo o maestro André Brant, dialogam bastante com o “Réquiem”.

O termo “réquiem” é usado para classificar obras litúrgicas utilizadas em cerimônias voltadas aos fiéis falecidos, costume que remonta à Idade Média. No caso da peça de Mozart, a composição da missa é repleta de incertezas e é tão obscura quanto sua temática. Há várias versões sobre como surgiu o pedido pela peça. A mais precisa historicamente relata que no ano de sua morte, enquanto trabalhava na ópera “A Flauta Mágica”, em Viena, e ao mesmo tempo terminava a encomenda de outra (“A Clemência de Tito”), Mozart recebeu o pedido de um visitante misterioso. Sabe-se hoje que a encomenda partiu do conde Von Walsegg, que tinha uma propriedade nos arredores de Viena. O nobre havia perdido a esposa e pretendia executar um réquiem em sua homenagem, dizendo que a obra era de sua autoria. Mozart começou a composição, mas uma febre reumática acabou por vitimá-lo.
Mais informações:
Concertos da Liberdade: “Réquiem” de Mozart
Quando: 25 de março de 2026 (quarta-feira)
Hora: 20h
Onde: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 10 anos
Quanto: R$ 15,00 a meia-entrada e R$ 30,00 a inteira
Ingressos à venda no totem e na bilheteria localizados no hall de entrada do Palácio das Artes e na plataforma Sympla.




