{"id":43345,"date":"2024-06-20T15:53:29","date_gmt":"2024-06-20T18:53:29","guid":{"rendered":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=43345"},"modified":"2024-06-20T15:52:42","modified_gmt":"2024-06-20T18:52:42","slug":"fit-bh-reune-apresentacoes-e-espetaculos-na-capital-mineira-confira-programacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2024\/06\/20\/fit-bh-reune-apresentacoes-e-espetaculos-na-capital-mineira-confira-programacao\/","title":{"rendered":"FIT BH re\u00fane apresenta\u00e7\u00f5es e espet\u00e1culos na capital mineira; confira programa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O FIT BH 2024 comemora 30 anos de hist\u00f3ria com um mergulho profundo na mem\u00f3ria cultural de Belo Horizonte a partir do tema &#8220;Teatro: Patrim\u00f4nio Cultural &#8211; Pontes de Mem\u00f3ria&#8221;. A 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Internacional de Teatro Palco &amp; Rua, realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Odeon, acontece de 20 a 30 de junho. Ao longo de 11 dias, a cidade vai se tornar palco para o Teatro, reunindo centenas de artistas e profissionais das artes c\u00eanicas em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>O FIT BH \u00e9 mais que um Festival. \u00c9 uma plataforma de experi\u00eancias, encontros, reflex\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de jogar luz sobre as produ\u00e7\u00f5es locais, nacionais e internacionais, o FIT BH gera in\u00fameras atividades econ\u00f4micas na cidade e, nesta edi\u00e7\u00e3o, conta com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 195 artistas, 23 espet\u00e1culos, 53 apresenta\u00e7\u00f5es e 350 profissionais da cultura envolvidos, al\u00e9m de 22 espa\u00e7os p\u00fablicos e privados.<\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do FIT BH aconteceu entre 2 e 12 de junho de 1994, uma realiza\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do Teatro Francisco Nunes, e do Grupo Galp\u00e3o. Desde ent\u00e3o, o FIT alcan\u00e7ou uma excelente recep\u00e7\u00e3o junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o belorizontina, indo ao encontro da forte voca\u00e7\u00e3o da cidade para o Teatro de Grupo e a experimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Sua import\u00e2ncia para o cen\u00e1rio cultural da cidade foi reconhecida e, em janeiro de 2008, o FIT BH foi institu\u00eddo como evento oficial bienal, atrav\u00e9s da Lei 9.517, passando a ser realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria e Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura. Outra importante conquista para as Artes C\u00eanicas aconteceu em dezembro de 2014, quando o Teatro de Palco e Rua de Belo Horizonte recebeu o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da cidade.<\/p>\n<p>Hoje consolidado como um dos mais importantes festivais internacionais de teatro do pa\u00eds, essa edi\u00e7\u00e3o faz um tributo ao Teatro, reconhecido pelo Conselho Deliberativo do Patrim\u00f4nio Cultural do Munic\u00edpio, inscrito no Livro de Registro das Formas de Express\u00e3o, por se tratar de manifesta\u00e7\u00e3o cultural de relevante valor hist\u00f3rico, social e cultural para a cidade.<\/p>\n<p>O FIT BH 2024 envolver\u00e1 a cidade em diversas atra\u00e7\u00f5es que ocupar\u00e3o teatros, ruas e espa\u00e7os alternativos da capital, com uma programa\u00e7\u00e3o plural e descentralizada e in\u00fameras oportunidades de forma\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Com v\u00ednculo profundo com o territ\u00f3rio, a 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o estar\u00e1 presente em todas as Regionais de Belo Horizonte, com ocupa\u00e7\u00e3o de pra\u00e7as e ruas, espa\u00e7os alternativos e teatros p\u00fablicos e privados. Ser\u00e3o apresentados espet\u00e1culos de rua e palco, atividades de forma\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, oficinas, encontros, resid\u00eancia art\u00edstica, lan\u00e7amentos de livros, imers\u00f5es, bastidores, cr\u00edticas e muitas trocas e experi\u00eancias \u00fanicas.<\/p>\n<p>Com programa\u00e7\u00e3o diversificada, os ingressos para os espet\u00e1culos est\u00e3o \u00e0 venda a pre\u00e7os populares R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), durante a pr\u00e9-venda at\u00e9 o dia 14\/6, na plataforma Sympla. Os espet\u00e1culos t\u00eam classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria indicativa conforme determina\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. As atividades formativas, reflexivas e os espet\u00e1culos de rua s\u00e3o gratuitos e de livre acesso a todos. A programa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no site www.portalbelohorizonte.com.br\/fit .<\/p>\n<p>O Festival Internacional de Teatro Palco &amp; Rua de Belo Horizonte tem espet\u00e1culos que contam com a correaliza\u00e7\u00e3o da Fecom\u00e9rcio MG, por meio do Sesc em Minas, e apoio da Funarte MG, Instituto Cervantes e Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, al\u00e9m do apoio da Universidade Federal de Minas Gerais em algumas a\u00e7\u00f5es reflexivas.<\/p>\n<h2>Linguagens diversas<\/h2>\n<p>Neste ano, a abertura do FIT BH segue a tradi\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00f5es passadas, em que artistas e p\u00fablico se encontram nas ruas da capital mineira. Social, casual e transcendente. Assim \u00e9 Papers! (Espanha), da companhia valenciana Xarxa Teatre, espet\u00e1culo escolhido para dar in\u00edcio \u00e0 jornada do FIT. A apresenta\u00e7\u00e3o acontece na Funarte, no dia 20\/06 (quinta-feira), a partir das 19h30. Trata-se de uma montagem performativa e imag\u00e9tica que busca provocar reflex\u00e3o no espectador a partir de cenas que transitam entre o absurdo, o inimagin\u00e1vel e o real. Na trama, um grupo de imigrantes chega a um novo pa\u00eds, onde a esperan\u00e7a \u00e9 frustrada pelas normas e pap\u00e9is que a sociedade lhe imp\u00f5e. Um espet\u00e1culo de rua com ares de tragicom\u00e9dia, em que h\u00e1 espa\u00e7o para o drama, mas tamb\u00e9m para o sarcasmo e o humor.<\/p>\n<p>Ainda entre os internacionais, o Festival traz os chilenos &#8220;La Cocina P\u00fablica&#8221; &#8211; que envolve performance e gastronomia com participa\u00e7\u00e3o da plateia e da comunidade local, e &#8220;\u00d1uke&#8221; &#8211; que aborda, com a presen\u00e7a em cena de int\u00e9rpretes ind\u00edgenas, a viol\u00eancia sofrida pelo povo Mapuche, durante a ditadura chilena. O p\u00fablico tem acesso tamb\u00e9m a oito trabalhos nacionais vindos dos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Maranh\u00e3o, Cear\u00e1, Rio Grande do Sul e Bahia e ainda 12 espet\u00e1culos da cena local, selecionados via chamamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, importantes nomes da cena teatral mineira est\u00e3o presentes no Festival, e s\u00e3o parte constitutiva da mem\u00f3ria das artes c\u00eanicas de Minas e do Brasil. S\u00e3o convidados especiais do FIT BH a diretora Ione de Medeiros (MG), e seu premiado &#8220;Vestido de Noiva&#8221;; a artista Zora Santos, com &#8220;O fim \u00e9 uma outra coisa&#8221; (SP) e Eid Ribeiro, com &#8220;Fim de Partida&#8221; (MG).<\/p>\n<p>A Secret\u00e1ria Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, destaca que realizar o FIT BH \u00e9 confirmar a voca\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte para as artes da cena. &#8220;Em 1994, foi criado um dos maiores festivais do pa\u00eds, que joga luz sobre a produ\u00e7\u00e3o local, mas incentiva o di\u00e1logo com produ\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, criando oportunidades \u00fanicas de acesso \u00e0 cultura e formando gera\u00e7\u00f5es de p\u00fablico para o teatro. O FIT e a cidade t\u00eam forte v\u00ednculo e suas edi\u00e7\u00f5es est\u00e3o cravadas na mem\u00f3ria cultural da cidade. H\u00e1 10 anos, a Prefeitura de Belo Horizonte reconheceu o Teatro como patrim\u00f4nio imaterial da cidade e o FIT \u00e9 parte desse movimento. Ao longo de uma trajet\u00f3ria consistente, o FIT BH se tornou parte essencial da pol\u00edtica p\u00fablica de cultura do munic\u00edpio, ocupando espa\u00e7os p\u00fablicos, fortalecendo a cena e a produ\u00e7\u00e3o teatral local. Garantimos, assim, a democratiza\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o do acesso aos bens culturais em uma cidade que pulsa com a energia criativa do Teatro&#8221;, comemora.<\/p>\n<p>&#8220;Uma cidade que incentiva suas express\u00f5es culturais e a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica est\u00e1 comprometida com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e de sua gente. Conhecer a mem\u00f3ria cultural de nossa cidade nos faz valorizar as ra\u00edzes, assim como nos conecta com outras possibilidades de narrativa e caminhos est\u00e9ticos, forjados no presente&#8221;, destaca Carlos Gradim &#8211; presidente e fundador do Instituto Odeon, institui\u00e7\u00e3o que come\u00e7a sua trajet\u00f3ria no fim da d\u00e9cada de 1990 como Grupo de Teatro. &#8220;Por acreditar na voca\u00e7\u00e3o de BH para o teatro de grupo e para a experimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica desde sempre, h\u00e1 duas edi\u00e7\u00f5es seguidas o Instituto Odeon segue contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria cultural da cidade ao realizar, em parceria com a PBH, o Festival Internacional de Teatro. Este ano o FIT BH devolve para a cidade sua mem\u00f3ria, tanto aquela expressa pela tradi\u00e7\u00e3o como aquela que ainda n\u00e3o \u00e9 contada pela hist\u00f3ria oficial&#8221;, celebra.<\/p>\n<h2>Mem\u00edria, tradi\u00e7\u00e3o e inven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Com o tema &#8220;Teatro: Patrim\u00f4nio Cultural &#8211; Pontes de Mem\u00f3ria&#8221;, o Festival volta ao passado para reviver e celebrar o reconhecimento do Teatro como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial de Belo Horizonte. A partir desse recorte, a curadoria formada pelo ator, diretor e dramaturgo Assis Benevenuto, a atriz e cr\u00edtica teatral Soraya Martins e a atriz, performer, professora e gestora cultural Tina Dias, prop\u00f5e uma sele\u00e7\u00e3o de trabalhos que acessam tanto a mem\u00f3ria ligada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e ao passado, quanto a mem\u00f3ria como inven\u00e7\u00e3o, constru\u00edda no presente.<\/p>\n<p>&#8220;Sabendo que o direito a ter mem\u00f3ria est\u00e1 diretamente relacionado com as rela\u00e7\u00f5es de poder, saber e ser, \u00e9 preciso olharmos com criticidade as mem\u00f3rias coletivas que permeiam nosso imagin\u00e1rio social, cultural, art\u00edstico e est\u00e9tico, comenta a curadora Soraya Martins.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Tina Dias acrescenta: &#8220;interessa \u00e0 curadoria pensar a mem\u00f3ria como inven\u00e7\u00e3o, como ferramenta para desconfiar de hist\u00f3rias e imagens ic\u00f4nicas, desarmar certezas mais do que oferecer verdades. Quais mem\u00f3rias que n\u00e3o devem jamais ser esquecidas, o teatro pode inventariar?&#8221;, reflete.<\/p>\n<p>Sobre a sele\u00e7\u00e3o das obras para a 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o curador Assis Benevenuto comenta: &#8220;consideramos trabalhos implicados na &#8216;retessitura&#8217; da mem\u00f3ria sociocultural brasileira de agora, com a presen\u00e7a de m\u00faltiplas culturas, vis\u00f5es de mundo, geografias, corpos, espacialidades, vozes e subjetividades, reconfigurando n\u00e3o somente as mem\u00f3rias sociais, mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria ideia de teatro&#8221;, explica.<\/p>\n<h2>Destaques<\/h2>\n<p>Entre os 23 espet\u00e1culos selecionados, destaque para os internacionais. Na abertura, o espanhol &#8220;Papers!&#8221;, espet\u00e1culo de rua provoca reflex\u00f5es no espectador atrav\u00e9s de imagens que navegam entre o absurdo, o inimagin\u00e1vel e o real. Entre a tragicom\u00e9dia, o sarcasmo e o drama, os personagens satirizam os conflitos que o poder e o dinheiro geram na sociedade atual, com uma est\u00e9tica fiel ao estilo que tornou a companhia valenciana Xarxa Teatre conhecida nos festivais de rua de todo o mundo.<\/p>\n<p>Em &#8220;\u00d1uke&#8221; (m\u00e3e em mapuzungun), realizado por int\u00e9rpretes ind\u00edgenas, aborda as viol\u00eancias sofridas pela fam\u00edlia Mapuche que resiste \u00e0 dor de ter seu filho mais velho acusado e encarcerado por terrorismo. Em cena, a plateia entra em contato com can\u00e7\u00f5es executadas ao vivo, t\u00edpicas da etnia, localizada no Centro-Sul do Chile. Escrito por David Arancibia, o trabalho foi apresentado em Londres no marco de 40 anos do Golpe de Estado chileno. Outro Chileno, &#8220;La cocina p\u00fablica&#8221; n\u00e3o \u00e9 apenas um espet\u00e1culo. \u00c9 uma jornada interativa que celebra o poder da comida como um meio de conex\u00e3o e di\u00e1logo. Atrav\u00e9s de uma envolvente mistura de performance, gastronomia e participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, a performance explora quest\u00f5es culturais, sociais e conviviais, convocando o p\u00fablico a uma fus\u00e3o incompar\u00e1vel de sabores e afetos.<\/p>\n<p>Da cena nacional ser\u00e3o apresentados trabalhos de sete estados brasileiros: &#8220;As cores da Am\u00e9rica Latina&#8221; (AM), &#8220;O Fim \u00e9 uma outra coisa&#8221; (SP), &#8220;Ubu Tropical&#8221; (RS), &#8220;Azira&#8217;i&#8221; (RJ), &#8220;C\u00c1RCERE ou porque as mulheres viram b\u00fafalos&#8221; (SP), que conta com correaliza\u00e7\u00e3o da Fecom\u00e9rcio MG, por meio do Sesc em Minas, e &#8220;Lan\u00e7a Cabocla&#8221; (MA), &#8220;Vamos Pra Costa?&#8221; (BA), &#8220;Poeira&#8221; (CE). Vencedor do 34\u00ba Pr\u00eamio Shell de Teatro, o espet\u00e1culo amazonense &#8220;As Cores da Am\u00e9rica Latina&#8221; est\u00e1 entre os destaques da mostra nacional. O trabalho \u00e9 inspirado corporal e visualmente em tr\u00eas manifesta\u00e7\u00f5es da tradi\u00e7\u00e3o latino-americana: Fiesta de la Tirana (CHI), Huaconada (PER) e Cavalo-Marinho (BRA) em intersec\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a e o teatro. A visualidade da obra faz uso de cores vibrantes e de seis m\u00e1scaras de &#8220;Fof\u00e3o&#8221;, personagem do Carnaval Maranhense (BRA) simbolizando o esquecimento que as tradi\u00e7\u00f5es latinoamericanas atravessam.<\/p>\n<p>Outro trabalho que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;O Fim \u00e9 uma outra coisa&#8221; (SP), com idealiza\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o da atriz veterana Zora Santos. Pesquisadora da culin\u00e1ria afromineira e cozinheira, Zora conduz o p\u00fablico a uma viagem de sabores, cheiros e sons atrav\u00e9s do espa\u00e7o-tempo. Um encontro perform\u00e1tico em torno do ato de cozinhar e comer junto, onde seus saberes alqu\u00edmicos e ancestrais sobre o uso dos alimentos com influ\u00eancias dos povos ind\u00edgenas e negros, s\u00e3o contrastados pelo passado e o presente de um Brasil colonial. Em cena, ervas, facas, um panel\u00e3o e uma colher de pau. Embora a mistura nunca esteja suficientemente pronta, ser\u00e1 oferecida para quem quiser se alimentar. E, no entanto, este n\u00e3o ser\u00e1 o fim.<\/p>\n<p>Apesar das enchentes, o grupo ga\u00facho Tribo de Atuadores \u00d3i N\u00f3is Aqui Traveiz marca presen\u00e7a com &#8220;Ubu Tropical&#8221; (RS). O coletivo representa a mem\u00f3ria viva do teatro nacional, sendo um dos grupos de teatro de rua mais antigos e tradicionais do Brasil. Nesse espet\u00e1culo, com encena\u00e7\u00e3o provocativa, o trabalho apresenta as perip\u00e9cias do grotesco Pai Ubu, s\u00edmbolo do cinismo e da destrui\u00e7\u00e3o. Inspirados por Alfred Jarry, os buf\u00f5es do grupo narram as atrocidades desse personagem, lan\u00e7ando um olhar cr\u00edtico sobre eventos contempor\u00e2neos, em di\u00e1logo com o Tropicalismo e a Antropofagia. &#8220;Ubu Tropical&#8221; \u00e9 uma reflex\u00e3o contundente sobre pol\u00edtica e poder.<\/p>\n<p>O cearense &#8220;Poeira&#8221;, espet\u00e1culo do Grupo Ninho, \u00e9 outro ponto alto da programa\u00e7\u00e3o. Criado a partir dos princ\u00edpios da m\u00edmesis corp\u00f3rea sob condu\u00e7\u00e3o do diretor Miguel Zapata (Grupo Yuyachkani), o espet\u00e1culo conta atrav\u00e9s das mem\u00f3rias de Mestres Populares da Tradi\u00e7\u00e3o Cariri, tra\u00e7os de nossa constru\u00e7\u00e3o cultural, nossa terra-raiz e quais s\u00e3o as Poeiras que a comp\u00f5e. O trabalho nos leva a reflex\u00e3o: com acesso ampliado a m\u00faltiplas refer\u00eancias culturais, deixamos por vezes de olhar para as nossas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Mostra Local do Festival \u00e9 composta por : &#8220;Andan\u00e7as Urbanas&#8221; (Cia Ananda); &#8220;A Velha Venda Nova&#8221; (C\u00f3ccix Companhia Teatral); &#8220;Bagun\u00e7a&#8221; dirigido por Marina Viana; &#8220;Desimport\u00e2ncias&#8221; (Insensata Cia. de Teatro); Elefanteatro (Pigmali\u00e3o); &#8220;\u018ex-Imagination&#8221;, com dramaturgia da slammer N\u00edvea Sabino e a performer Michelle S\u00e1; &#8220;Fim de Partida&#8221;, de Samuel Beckett com dire\u00e7\u00e3o de Eid Ribeiro, em celebra\u00e7\u00e3o a seus 80 anos; &#8220;Memorada&#8221;, texto de Raysner de Paula, com dire\u00e7\u00e3o de J\u00falia Camargos; &#8220;Os Orix\u00e1s&#8221; (Grupo Giramundo), &#8220;Prel\u00fadio a Ismael Ivo&#8221;, ritual de celebra\u00e7\u00e3o com concep\u00e7\u00e3o de Anderson Feliciano e Evandro Nunes; &#8220;queren\u00e7a&#8221; (Breve Cia.) e o premiado &#8220;Vestido de Noiva&#8221; (Oficina Multimedia), que recebeu o pr\u00eamio APCA (Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte) de melhor dire\u00e7\u00e3o para Ione de Medeiros e indica\u00e7\u00e3o ao 34\u00ba Pr\u00eamio Shell (2024), na categoria Destaque Nacional.<\/p>\n<h2>Projetos especiais<\/h2>\n<p>A 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o do FIT BH promove diversas a\u00e7\u00f5es gratuitas de forma\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Est\u00e3o previstas as oficinas &#8220;Workshop Palestra sobre Produ\u00e7\u00e3o, Gest\u00e3o, Carreira&#8221; com Helo\u00edsa Marina (UFMG) e Simone Sigale (Coletivo Mulheres da Quebrada), a &#8220;Oficina de dramaturgia&#8221; com Gabriel C\u00e2ndido (SP) e a oficina &#8220;Focada em atua\u00e7\u00e3o (mem\u00f3ria, arquivo, ancestralidade)&#8221; com Tieta Macau (MA). Ser\u00e1 oferecida tamb\u00e9m resid\u00eancia art\u00edstica com o diretor, ator e dramaturgo Vin\u00edcius de Souza.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 oferecida experi\u00eancia ao p\u00fablico para presenciar os bastidores da cria\u00e7\u00e3o de um espet\u00e1culo. Em &#8220;Desmontagem: espet\u00e1culo local com Prel\u00fadio \u00e0 Ismael Ivo (BH), os artistas prop\u00f5em \u00e0 plateia uma apresenta\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica que desvela o processo criativo de um trabalho teatral.<\/p>\n<h2>FIT BH 2024<\/h2>\n<p>Desde a sua cria\u00e7\u00e3o em 1994, o FIT BH conquistou espa\u00e7o no calend\u00e1rio cultural de Belo Horizonte. Em 30 anos e 15 edi\u00e7\u00f5es, o festival recebeu companhias e artistas de 45 pa\u00edses e ofereceu ao p\u00fablico belo-horizontino espet\u00e1culos com linguagens e formatos diferentes, que ocuparam diversos teatros, espa\u00e7os p\u00fablicos e alternativos da capital. O FIT BH valoriza a difus\u00e3o, a forma\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o e o interc\u00e2mbio cultural, garantindo o fomento e a frui\u00e7\u00e3o dos trabalhos art\u00edsticos, al\u00e9m de contribuir para impulsionar a reestrutura\u00e7\u00e3o da economia cultural da cidade. Para o FIT BH 2024, a Prefeitura de Belo Horizonte ter\u00e1 como parceiro realizador o Instituto Odeon, selecionado por meio de chamamento p\u00fablico.<\/p>\n<h2>Servi\u00e7o<\/h2>\n<p><strong>Festival Internacional de Teatro Palco &amp; Rua<\/strong><br \/>\n20 a 30 de junho de 2024<\/p>\n<ul>\n<li>ESPET\u00c1CULOS DE PALCO E ESPA\u00c7OS ALTERNATIVOS &#8211; ingressos dispon\u00edveis na pr\u00e9-venda promocional: R$20 (inteira)e R$10 (meia-entrada).<\/li>\n<li>a partir de 15\/7: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada).<\/li>\n<li>PROGRAMA\u00c7\u00c3O GRATUITA &#8211; espet\u00e1culos de rua + resid\u00eancia art\u00edstica + oficinas + rodas de conversa + lan\u00e7amento de livro<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa\u00e7\u00e3o prev\u00ea ainda oficinas, lan\u00e7amentos de livros e rodas de conversa<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":43348,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[9902,19,34,3],"tags":[45,39,653,13509,13558,13510,4412,13481,602,12431],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FIT-BH.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p864jz-bh7","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43345"}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43345"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43350,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43345\/revisions\/43350"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}