{"id":35479,"date":"2021-03-12T16:03:59","date_gmt":"2021-03-12T19:03:59","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=35479"},"modified":"2021-03-12T16:05:55","modified_gmt":"2021-03-12T19:05:55","slug":"filarmonica-de-minas-gerais-transmite-a-abertura-da-serie-fora-de-serie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2021\/03\/12\/filarmonica-de-minas-gerais-transmite-a-abertura-da-serie-fora-de-serie\/","title":{"rendered":"Filarm\u00f4nica de Minas Gerais Transmite a abertura da s\u00e9rie &#8220;Fora de S\u00e9rie&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\">A\u00a0<b>Filarm\u00f4nica de Minas Gerais<\/b>\u00a0d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 s\u00e9rie<b> &#8220;Fora de S\u00e9rie&#8221;<\/b>\u00a0que, em 2021, ir\u00e1 contar a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o das orquestras ao longo de quatro s\u00e9culos. O primeiro concerto ser\u00e1 no dia\u00a0<b>13 de mar\u00e7o<\/b>, \u00e0s\u00a0<b>18h<\/b>, na\u00a0<b>Sala Minas Gerais<\/b>, com destaque para a\u00a0<b>Orquestra Barroca<\/b>, e<b>\u00a0<\/b>ter\u00e1 transmiss\u00e3o ao vivo\u00a0<b>aberta a todo o p\u00fablico<\/b>\u00a0pelo\u00a0<b>canal da Filarm\u00f4nica no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6kOebFO2j50\">YouTube<\/a> e pela Rede Minas de Televis\u00e3o<\/b>,\u00a0<b>sem a presen\u00e7a de p\u00fablico no espa\u00e7o<\/b>, at\u00e9 que haja autoriza\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias para a reabertura da Sala Minas Gerais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na Temporada 2021, a\u00a0<b>s\u00e9rie Fora de S\u00e9rie<\/b>\u00a0contar\u00e1 a hist\u00f3ria do desenvolvimento das orquestras ao longo do tempo, em 9 concertos que abordar\u00e3o:\u00a0<strong><i>Orquestra barroca, Orquestra pr\u00e9-cl\u00e1ssica, Orquestra cl\u00e1ssica, Orquestra rom\u00e2ntica I, II e III, Orquestra Moderna I e II\u00a0<\/i>e a<i>\u00a0Orquestra<\/i>\u00a0<\/strong><i><strong>contempor\u00e2nea<\/strong>.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Segundo o presidente do <strong>Instituto Cultural Filarm\u00f4nica<\/strong>, <strong>Diomar Silveira<\/strong>, \u201cdesde o ano passado, a Filarm\u00f4nica vem transmitindo concertos ao vivo, direto da <strong>Sala Minas Gerais<\/strong>, para que um n\u00famero cada vez maior de pessoas tenha acesso \u00e0 m\u00fasica de concerto. Queremos continuar levando a boa m\u00fasica ao p\u00fablico, em suas casas, principalmente, neste momento dif\u00edcil do agravamento da pandemia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: center\"><strong>Repert\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><strong>Antonio Vivaldi (Veneza, It\u00e1lia, 1678 &#8211; Viena, \u00c1ustria, 1741) e a\u00a0<em>Sinfonia n\u00ba 3 em Sol maior<\/em>, RV 149 (1740)<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\">Em 21 de mar\u00e7o de 1740, a escola veneziana Ospedale della Piet\u00e0 organizou um luxuoso concerto em homenagem ao pr\u00edncipe Frederico Cristiano, filho do Eleitor da Sax\u00f4nia e Rei da Pol\u00f4nia. Quatro obras instrumentais de Antonio Vivaldi foram apresentadas na ocasi\u00e3o. Vivaldi dirigiu a execu\u00e7\u00e3o de tr\u00eas concertos, RV 540, 552 e 558, e uma sinfonia, a RV 149. C\u00f3pias de todas as partituras foram encadernadas com uma dedicat\u00f3ria e entregues ao pr\u00edncipe como um presente. Apropriada a uma ocasi\u00e3o festiva, a\u00a0<em>Sinfonia n\u00ba 3 em Sol maior, RV 149<\/em>\u00a0\u00e9 chamada de \u201co coro das musas\u201d por ter sido apresentada antes de uma cantata de mesmo t\u00edtulo do compositor napolitano Gennaro D\u2019Alessandro,\u00a0maestro\u00a0<em>di capella<\/em>\u00a0de Piet\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><strong>Georg Friedrich Haendel (Halle, Alemanha, 1685 \u2013 Londres, Inglaterra, 1759) e a\u00a0<em>M\u00fasica Aqu\u00e1tica: Su\u00edte n\u00ba 1 em F\u00e1 maior, HWV 348<\/em>\u00a0(1717)<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\">Tr\u00eas su\u00edtes comp\u00f5em o conjunto denominado\u00a0M\u00fasica Aqu\u00e1tica, respectivamente nas tonalidades de F\u00e1 maior, R\u00e9 maior e Sol maior. Sua hist\u00f3ria \u00e9 frequentemente associada \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o entre Haendel e seu antigo patr\u00e3o, o pr\u00edncipe de Hanover. A lenda conta que em 1712, o compositor viajou a Londres com autoriza\u00e7\u00e3o do patr\u00e3o para permanecer por um curto per\u00edodo. No entanto, Haendel prolongou a viagem por muito mais tempo do que a licen\u00e7a permitia; quando, em 1714, o ent\u00e3o pr\u00edncipe foi coroado Rei George, o compositor n\u00e3o se atreveu a p\u00f4r os p\u00e9s na corte novamente. A reconcilia\u00e7\u00e3o teria se dado ap\u00f3s a composi\u00e7\u00e3o da\u00a0M\u00fasica Aqu\u00e1tica. Haendel escreveu o conjunto para acompanhar uma excurs\u00e3o fluvial que o rei faria sobre o T\u00e2misa na\u00a0quarta-feira, 17 de julho de 1717. Em uma barca\u00e7a que seguiu a festa, Haendel reuniu um grupo de m\u00fasicos para\u00a0tocar as tr\u00eas su\u00edtes.\u00a0Encantado com a m\u00fasica, o\u00a0rei teria perguntado quem a tinha escrito, o que permitiu que o monarca o perdoasse. Mais extensa, mais alegre e popular das tr\u00eas, a\u00a0<em>Su\u00edte n\u00ba 1\u00a0<\/em>\u00e9 para dois obo\u00e9s, fagote, duas trompas, cordas e cont\u00ednuo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><strong>Alessandro Marcello (Veneza, It\u00e1lia, 1669 \u2013 1747) e o\u00a0<em>Concerto para obo\u00e9 em r\u00e9 menor<\/em>\u00a0(1717)<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\">Filho de um senador veneziano, Alessandro Marcello publicou poesia e envolveu-se com todas as artes. Sua m\u00fasica foi publicada sob um pseud\u00f4nimo usado por ele na Academia Arcadiana de Veneza, o que dificultou que pessoas de fora da Academia reconhecessem seus trabalhos. Sua obra mais famosa, o admir\u00e1vel\u00a0<em>Concerto para obo\u00e9 em r\u00e9 menor<\/em>\u00a0foi impressa em 1717 em Amsterd\u00e3 sob esse pseud\u00f4nimo, parte de uma colet\u00e2nea de diferentes compositores. Antes de ser restitu\u00edda a seu verdadeiro autor, a obra foi erroneamente atribu\u00edda a Vivaldi e ao irm\u00e3o de Alessandro, Benedetto Marcello. O trabalho impressionou Bach, que o converteu em um solo para o cravo (BWV 984).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><strong>Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 \u2013 Leipzig, Alemanha, 1750) e a\u00a0<em>Su\u00edte n\u00ba 3 em R\u00e9 maior, BWV 1068<\/em>\u00a0(1729\/1731)<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\">Chamadas pelo compositor de\u00a0aberturas, as quatro su\u00edtes de Bach remontam aos dois per\u00edodos em que esteve \u00e0 frente do Collegium Musicum (de 1729 a 1737 e, depois, a partir de 1739). Pela aus\u00eancia de um documento contendo todas as quatro obras, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que Bach as tenha considerado um grupo. Criada para tr\u00eas trompetes, t\u00edmpanos, dois obo\u00e9s, cordas e cont\u00ednuo, a\u00a0<em>Su\u00edte n\u00ba 3 em R\u00e9 maior<\/em>,\u00a0<em>BWV 1068<\/em>\u00a0faz parte das composi\u00e7\u00f5es criadas para o conjunto de m\u00fasicos semiprofissionais do Collegium Musicum (conhecidos por \u201cBachisches\u201d). Sua popularidade se deve a uma vers\u00e3o do segundo movimento, arranjada pelo violinista alem\u00e3o August Wilhelmj. Apenas para cordas e cont\u00ednuo, a\u00a0\u00c1ria\u00a0\u00e9 um dos movimentos mais conhecidos em toda a obra de Bach e sugere, a todo o momento, o poder vision\u00e1rio do mestre da m\u00fasica. Em seguida, o retorno ao universo da dan\u00e7a \u2013 caracter\u00edstica marcante deste conjunto de su\u00edtes \u2013 \u00e9 recebido com\u00a0Gavotte,\u00a0Bour\u00e9e\u00a0e a\u00a0Gigue.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>PROGRAMA<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>S\u00e9rie Fora de S\u00e9rie \u2013 A orquestra barroca<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>13 de mar\u00e7o \u2013 18h<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Sala Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Fabio Mechetti, regente<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Alexandre Barros, obo\u00e9<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Programa:<\/p>\n<table style=\"font-weight: 400;height: 154px\" width=\"397\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>VIVALDI<\/strong><\/td>\n<td width=\"444\"><em>Sinfonia n\u00ba 3 em Sol maior, RV 149<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>HAENDEL<\/strong><\/td>\n<td width=\"444\"><em>M\u00fasica Aqu\u00e1tica: Su\u00edte n\u00ba 1 em F\u00e1 maior, HWV 348<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>A. MARCELLO<\/strong><\/td>\n<td width=\"444\"><em>Concerto para obo\u00e9 em r\u00e9 menor<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>BACH<\/strong><\/td>\n<td width=\"444\"><em>Su\u00edte n\u00ba 3 em R\u00e9 maior, BWV 1068<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Filarm\u00f4nica de Minas Gerais\u00a0d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 s\u00e9rie &#8220;Fora de S\u00e9rie&#8221;\u00a0que, em 2021, ir\u00e1 contar a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o das orquestras ao longo de quatro s\u00e9culos. 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