{"id":25292,"date":"2019-03-07T23:37:16","date_gmt":"2019-03-08T02:37:16","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=25292"},"modified":"2019-03-07T23:38:18","modified_gmt":"2019-03-08T02:38:18","slug":"alice-in-chains-surpreende-com-rainier-fogsem-perder-as-raizes-do-som-de-seattle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2019\/03\/07\/alice-in-chains-surpreende-com-rainier-fogsem-perder-as-raizes-do-som-de-seattle\/","title":{"rendered":"Alice In Chains surpreende com &#8220;Rainier Fog&#8221;sem perder as ra\u00edzes do &#8220;Som de Seattle&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>6\u00b0 \u00e1lbum retoma a sonoridade que consolidou o grupo nos anos de 1990<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando conheci o &#8220;Pearl Jam&#8221; no ano de 1995 para 1996 com o \u00e1lbum &#8220;Ten (1991)&#8221; deixei boa parte dos meus CD&#8217;s de Rock | Pop de lado como se n\u00e3o houvesse mais nada para conhecer na m\u00fasica internacional. Esse foi o \u00e1lbum que mais ouvi nessa \u00e9poca, no entanto, ao ter a chance de conhecer outras bandas do universo &#8220;Grunge&#8221;, como o Meat Puppets (influ\u00eancia do Nirvana), o Soundgarden e o Alice In Chains, vi que precisava mudar os meus conceitos. Prova disso, foi que fiquei extasiado com a m\u00fasica &#8221; Man In The Box&#8221; do \u00e1lbum &#8220;Facelift (1990)&#8221; do Alice In Chains e de l\u00e1 para c\u00e1, me tornei um grande admirador do trabalho e da discografia deles. Mesmo sem o vocalista Lainey Stanley (falecido em 2002), o grupo liderado por Jerry Cantrell e William DuVall se manteve firme com hits de qualidade, turn\u00eas gigantescas e \u00e1lbuns destac\u00e1veis, como, o mais novo e 6\u00b0 trabalho de est\u00fadio intitulado por &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221;, que mostra que o Alice In Chains n\u00e3o perdeu o caminho das pedras do &#8220;Som de Seattle&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Com 10 novas can\u00e7\u00f5es &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221; deixa de lado em &#8220;minha opini\u00e3o&#8221; as quest\u00f5es comerciais de &#8220;vendas e download&#8221; focando totalmente no que os integrantes sabem fazer de melhor: m\u00fasica. O \u00e1lbum abre com &#8220;The One You Know&#8221;, faixa que traz a guitarra tradicional do grupo e o vocal marcante do duo de Jerry Cantrell e William DuVall. Uma &#8220;quase&#8221; viagem sonora que nos remete as faixas do \u00e1lbum &#8220;Facelift&#8221; (1990)&#8221;. &#8220;Eu era um pouco parecido com voc\u00ea antes. As coisas mudaram. B\u00fassola interna alinhada. Tudo isso parece reorganizado. Diga-me, isso importa. Se eu ainda estou aqui, ou eu fui embora. Reconstru\u00eddo. Um impostor. Eu n\u00e3o sou aquele que voc\u00ea conheceu&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Com &#8220;Rainier Fog&#8221;, faixa que intitula o novo disco, o Alice In Chains mant\u00e9m a mesma linha do som j\u00e1 conhecido pelos seguidores do grupo desde os anos de 1990. Bateria e guitarra em total conson\u00e2ncia. &#8220;Algumas coisas duram, \u00e0s vezes voc\u00ea nunca acaba. Ao viver no passado voc\u00ea descobre que \u00e9 dif\u00edcil ficar s\u00f3brio. Minha pele transparente como uretano. Perdido e depois encontrado, \u00e0 vista de todos e eu n\u00e3o trocaria. Voc\u00ea n\u00e3o sabe h\u00e1 muito tempo que estava franzindo a testa. Pensando sobre isso. Est\u00e1 chovendo e de alguma forma voc\u00ea sabe. Isso me lembra por que eu me importo mais. Voc\u00ea pode me encontrar contorcendo no fantasma de uma can\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 em &#8220;Red Giant&#8221;, somos quase transportados para o \u00e1lbum &#8220;Dirt (1992)&#8221;, que tamb\u00e9m marcou bastante a carreira do grupo. &#8220;Eu banco o palha\u00e7o pra voc\u00ea. Divertido, de modo absurdo. E os vejo rir, adoraria que eles aplaudissem e dan\u00e7assem ao me ritmo. Explodindo como uma gigante vermelha, expansivo, uma estrela. E estou vindo para queimar isso e rir pra caramba. Todos os meus filhos cantam de novo e de novo. Pois uma mentira n\u00e3o \u00e9 uma mentira se voc\u00ea est\u00e1 ganhando deles. Am\u00e9m. Eu atuo aqui em cima no palco. Brincando com seus pr\u00f3prios medos. Desorienta\u00e7\u00e3o, estou t\u00e3o perto. Truque simples de m\u00e3o, no claro&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Em &#8220;Fly&#8221;, um dos grandes hits do novo \u00e1lbum, o grupo mais uma vez se aproxima das incr\u00edveis baladas da banda nos anos de 1990. Por alguns instantes lembra a m\u00fasica &#8220;No Excuses&#8221; e &#8220;Heaven Beside You&#8221; do \u00e1lbum &#8220;Alice In Chains (1995)&#8221;. &#8220;Levado na coleira atr\u00e1s de voc\u00ea, arrastando no ch\u00e3o. E n\u00e3o preciso de nenhum lembrete, estive por a\u00ed. Estive por a\u00ed, sim eu sou um som. Deite-se com sua paz onde voc\u00ea a encontra. N\u00e3o sair\u00e1 barato. Encha de amor quando estiver com fome e cansado, depois durma. Tenha seus sonhos. N\u00e3o deixe isso te desanimar, te derrubar. Odeio dizer o qu\u00e3o pouco eu encontrei. Eles pavimentaram a estrada com ouro de tolo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">Dando sequ\u00eancia ao \u00e1lbum &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221; o Alice In Chains traz a can\u00e7\u00e3o &#8220;Drone&#8221;, que tamb\u00e9m mostra o estilo inconfund\u00edvel do grupo nos anos de 1990, passa por &#8220;Deaf Ears Blind Eyes&#8221; e chega em &#8220;Maybe&#8221;, que tamb\u00e9m traz uma letra incrivel. &#8220;Bem longe os dias de ver\u00e3o. Em LA, se estende por mais tempo. Desaparecendo, esperando. Tente curar, mas a dor n\u00e3o vai. Come\u00e7ar com menos sempre parece custar mais. Odiando, quebrando. Lembre-se, quando dezembro chegar. Um dia pode durar para sempre. N\u00e3o h\u00e1 lugar seguro para um pretendente humilde. Estou indo direto para o centro do alvo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">O \u00e1lbum &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221; segue com &#8220;So Far Wonder&#8221;, &#8220;Never Fade&#8221; e com a estoteante &#8220;All I Iam&#8221; que fecha o \u00e1lbum com chave de ouro. &#8220;N\u00e3o consigo reconhecer o rosto diante de mim. N\u00e3o \u00e9 familiar. O tempo me deixou quebrado e solit\u00e1rio? Voc\u00ea ainda pode me ver sem disfar\u00e7ar? Fora da janela dos seus olhos. Agarrando-se \u00e0 mem\u00f3ria de seus tempos \u00e1ureos. Depois de muitos anos a estrada que voc\u00ea vagou. Deixou voc\u00ea aqui sozinho, privado dos outros. Nos dedos dos p\u00e9s ou nos calcanhares. H\u00e1 uma linha desenhada no ch\u00e3o. Onde o sangue secou, n\u00e3o h\u00e1 brilho&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25293 alignleft\" src=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/images-9-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/images-9-300x300.jpeg 300w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/images-9-150x150.jpeg 150w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/images-9-175x175.jpeg 175w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/images-9.jpeg 554w\" sizes=\"auto, (max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/>O Alice In Chains conseguiu o que poucas bandas que tiveram &#8220;baixas&#8221; nos anos de 1990 para 2000 conseguiram, se manter de p\u00e9 em quase tr\u00eas d\u00e9cadas. Com uma discografia \u00edmpar, o grupo chega a segunda d\u00e9cada dos anos 2000 deixando claro que vem por a\u00ed, muita energia e acima de tudo inspira\u00e7\u00e3o para novos trabalhos. Entre as faixas que gostei e indico deixo: &#8220;Rainier Fog&#8221;, &#8220;Red Giant&#8221;, &#8220;Fly&#8221;, que \u00e9 \u00f3tima, &#8220;Drone&#8221;, &#8220;Maybe&#8221;, &#8220;Naver Fade&#8221; e &#8220;All I Am&#8221;. Avalio com cinco estrelas (m\u00e1xima), pois as influ\u00eancias &#8220;claras&#8221; do som dos anos de 1990 batem muito forte em &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221; e isso com toda certeza agrada tanto os f\u00e3s mais tradicionais, quanto os novos do Alice In Chains. Vale a pena escutar &#8220;Rainier Fog (2018)&#8221; j\u00e1 dispon\u00edvel em vinil, CD, Deezer e Spotify. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>At\u00e9 a pr\u00f3xima Cr\u00edtica Musical.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Cr\u00edtica Musical \u00e9 publicada neste espa\u00e7o toda quinta-feira<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6\u00b0 \u00e1lbum retoma a sonoridade que consolidou o grupo nos anos de 1990 \u00a0 Quando conheci o &#8220;Pearl Jam&#8221; no ano de 1995 para 1996 com o \u00e1lbum &#8220;Ten (1991)&#8221; deixei boa parte dos meus CD&#8217;s de Rock | Pop de lado como se n\u00e3o houvesse mais nada para conhecer na m\u00fasica internacional. 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