{"id":22020,"date":"2018-11-01T18:12:59","date_gmt":"2018-11-01T20:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=22020"},"modified":"2018-11-01T18:12:59","modified_gmt":"2018-11-01T20:12:59","slug":"kurt-vile-mostra-que-o-folk-esta-mais-vivo-do-que-nunca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2018\/11\/01\/kurt-vile-mostra-que-o-folk-esta-mais-vivo-do-que-nunca\/","title":{"rendered":"Kurt Vile mostra que o &#8220;Folk&#8221; est\u00e1 mais vivo do que nunca"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><em>Neil Young, Bob Dylan, Joni Mitchell e outros nomes influenciam &#8220;Bottle It In&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Depois de Bob Dylan, Neil Young, Joni Mitchell, Cat Stevens, James Taylor, The Birds e Jethro Tull, poucos nomes da cena &#8220;Folk&#8221; conseguiram \u00eaxito na m\u00fasica mundial. Beck, Belle &amp; Sebastian e alguns outros nomes fizeram bastante barulho nos anos de 1990, mas foram deixados de lado pelo modismo das &#8220;Boy Bands&#8221; que estouraram no mundo todo. Na primeira d\u00e9cada dos anos 2000, o estilo se manteve com James Blunt e Jack Johnson, mas eis que 2018 chegou para ser a salva\u00e7\u00e3o do Folk. Isso, por que novos nomes surgiram como uma &#8220;F\u00eanix&#8221;, a come\u00e7ar por Isaac Gracie, Hudson Taylor (duo), Sarah Louise e o bem cotado Kurt Vile, cantor, compositor e guitarrista. Com muita excel\u00eancia ele lan\u00e7ou &#8220;Blottle It In (2018)&#8221;, \u00e1lbum que sela de vez sua entrada na carreira solo ap\u00f3s dois discos na banda de Rock &#8220;The War On Drugs&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">A come\u00e7ar pelas fortes influ\u00eancias, Kurt Vile mostra que sua escola musical passou por grandes nomes. Os pais do Folk, como, Bob Dylan e tamb\u00e9m o incompar\u00e1vel Neil Young com certeza recheiam os pensamentos desse \u00e1lbum. Entrela\u00e7ado pelo magistral dedilhado da guitarra e \u00f3timas melodias, &#8220;Bottle It In (2018)&#8221; de Kurt Vile abre com a can\u00e7\u00e3o &#8220;Loading Zones&#8221;, que traz um som incr\u00edvel nos levando por algum motivo, a uma viagem ao tempo, como se estiv\u00e9ssemos escutando &#8220;Blonde On Blonde (1966) de Bob Dylan ou mesmo Neil Young em &#8220;Neil Young (1970)&#8221;. J\u00e1 na segunda can\u00e7\u00e3o &#8220;Hysteria&#8221; ele continua com o mesmo toque de viol\u00e3o. A letra \u00e9 bem suave e tranquila. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o sabe que eu nunca te conheci. Mas eu, mas eu acho que te amo garota. Qual o seu nome? Rapaz, voc\u00ea conhece o diabo nos detalhes. \u00c9 como garota que voc\u00ea me deu raiva. E eu n\u00e3o quero dizer talvez. Voc\u00ea n\u00e3o sabe que eu nunca te conheci&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Dando sequencia em &#8220;Bottle It In (2018)&#8221; chegamos em &#8220;Yeah Bones&#8221; que traz mais anima\u00e7\u00e3o e tra\u00e7os de &#8220;quase&#8221; um Country Rock, mas tamb\u00e9m algo bem pr\u00f3ximo de Simon &amp; Garfunkel em &#8220;Bridge over Troubled Water (1970)&#8221;. Uma m\u00fasica com tra\u00e7os de interior e pegadas do &#8220;Rock Rural&#8221;, express\u00e3o usada nos anos de 1970 no Brasil. Em &#8220;Bassakwards&#8221;, uma das memor\u00e1veis faixas do \u00e1lbum (primeira lan\u00e7ada para a m\u00eddia), Kurt Vile traz toda a sua musicalidade, a se dizer pelo viol\u00e3o bem trabalhado. A letra \u00e9 bem tranquila. &#8220;Eu estava na praia mas estava pensando na ba\u00eda. Cheguei \u00e0 ba\u00eda, mas a essa altura eu estava longe. Eu estava no ch\u00e3o, mas olhando direto para o sol. Mas o sol se p\u00f4s e eu n\u00e3o consegui encontrar outro. Por um tempo. Porque porque era uma sensa\u00e7\u00e3o de queimadura no peito. Para preencher o vazio. De uma longa noite sem ser vista, bem, o sol. At\u00e9 a manh\u00e3. At\u00e9 quando, bem, o sol renasce&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Em &#8220;One Trick Ponies&#8221;, Kurt Vile mant\u00e9m o estilo, mas ao inv\u00e9s de conversar com seu ouvinte, como nas can\u00e7\u00f5es anteriores, ele traz mais ritmo e melodias que cabem com certeza nas r\u00e1dios de Rock. Na m\u00fasica &#8220;Rollin With The Flow&#8221; ele traz suavidade e ao mesmo tempo mostra que a idade n\u00e3o muda nossas raizes e pensamentos sobre o que gostamos e acreditamos. A letra \u00e9 empolgante e o ritmo contagiante. &#8220;Como vai&#8217;? Uma vez foi um pensamento dentro da minha cabe\u00e7a. Antes de chegar a trinta eu estaria morto. Mas de alguma forma e assim por diante eu vou. Eu continuo rolando com o fluxo. As pessoas disseram que eu mudaria de ideia. Eu endireitaria e ficaria bem. Ah, mas eu ainda amo Rock And Roll&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Nas faixas &#8220;Check Baby&#8221;, &#8220;Bottle It In (faixa t\u00edtulo do \u00e1lbum)&#8221;, &#8220;Mutinies&#8221; e &#8220;Come Again&#8221;, Kurt Vile se aproxima de artistas conhecidos do cen\u00e1rio nos anos de 1990, como, por exemplo, Beck, em seu cl\u00e1ssico \u00e1lbum &#8220;Odelay (1996)&#8221;, um dos mais vendidos na \u00e9poca. A musica &#8221; Where It&#8217;s At&#8221;, de Beck, aproxima o ouvinte a essas faixas de &#8220;Bottle In It (2018). Continuando o \u00e1lbum, Kurt Vile traz &#8220;Cold Was The Wind&#8221;, &#8220;Skinny Mini&#8221; e fecha com (bottle back), uma esp\u00e9cie de experimenta\u00e7\u00e3o musical ao qual ele apresenta batidas e sons ambientes. Algo bem &#8220;psicod\u00e9lico&#8221; para um \u00e1lbum da segunda d\u00e9cada dos anos 2000, mas que funcionou muito bem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #000000\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22021 alignleft\" src=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Kurt-Vile-Bottle-It-In-1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Kurt-Vile-Bottle-It-In-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Kurt-Vile-Bottle-It-In-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Kurt-Vile-Bottle-It-In-1-175x175.jpg 175w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Kurt-Vile-Bottle-It-In-1.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/>De &#8220;Bottle It In (2018)&#8221;, indico algumas faixas que valem a pena serem escutadas com muita aten\u00e7\u00e3o pelos simpatizantes do Folk. &#8220;Loading Zones&#8221;, &#8220;Hysteria&#8221;, &#8220;Bassackwards&#8221; &#8220;One Trick Ponies&#8221; e &#8220;Rollin With The Flow&#8221; s\u00e3o em sequ\u00eancia as melhores do \u00e1lbum em minha opini\u00e3o. Quanto a avalia\u00e7\u00e3o de &#8220;Bottle It In (2018)&#8221;, avalio com cinco estrelas (avalia\u00e7\u00e3o m\u00e1xima), pois, Kurt Vile, mesmo sendo um nome ainda pouco conhecido no cen\u00e1rio musical, consegue em &#8220;Bottle It In (2018)&#8221;, nos levar a uma zona de bem estar, talvez algo m\u00edstico e confortavel de se ouvir. Um \u00e1lbum conceitual e muito bem produzido tamb\u00e9m, j\u00e1 que traz Kim Gordon, Mary Lattimore, Stella Mozgawa, Barbara Gruska, Vincent Nudo, Cass McCombs, Joe Kennedy e Farmer Dave Scher, como m\u00fasicos. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada por Kurt Vile ao lado da banda The Violators com Rob Laakso, Peter Katis, Shawn Everett e Rob Schnapf. J\u00e1 dispon\u00edvel no Deezer e tamb\u00e9m no Spotify. Vale a pena escutar. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong><span style=\"color: #000000\">At\u00e9 a pr\u00f3xima Cr\u00edtica Musical.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #000000\"><strong><em>Cr\u00edtica Musical \u00e9 publicada neste espa\u00e7o toda quinta-feira<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neil Young, Bob Dylan, Joni Mitchell e outros nomes influenciam &#8220;Bottle It In&#8221; &nbsp; Depois de Bob Dylan, Neil Young, Joni Mitchell, Cat Stevens, James Taylor, The Birds e Jethro Tull, poucos nomes da cena &#8220;Folk&#8221; conseguiram \u00eaxito na m\u00fasica mundial. 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