{"id":21741,"date":"2018-10-23T16:00:35","date_gmt":"2018-10-23T18:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=21741"},"modified":"2018-10-24T00:39:05","modified_gmt":"2018-10-24T02:39:05","slug":"roger-waters-mostra-que-arte-e-politica-devem-sim-andarem-juntas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2018\/10\/23\/roger-waters-mostra-que-arte-e-politica-devem-sim-andarem-juntas\/","title":{"rendered":"Roger Waters mostra que arte e pol\u00edtica devem sim andarem juntas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Um teatro m\u00e1gico a c\u00e9u aberto. Assim pode ser definido o espet\u00e1culo que o ingl\u00eas <strong>Roger Waters<\/strong> trouxe \u00e0 BH. Aos 75 anos, o fundador e ex-integrante do<strong> Pink Floyd<\/strong>\u00a0apresentou ao p\u00fablico um show repleto de luzes, efeitos cenogr\u00e1ficos, ilus\u00f5es de \u00f3tica; um setlist repleto de cl\u00e1ssicos e bal\u00f5es gigantes voando por cima da plateia no Mineir\u00e3o. A j\u00e1 conhecida veia pol\u00edtica de Waters, tamb\u00e9m deu as caras no show. Mensagens contra a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, em favor dos Direitos Humanos e contra o que, o pr\u00f3prio Waters chama de neofascismo, estiveram presentes no tel\u00e3o e nos discursos do cantor.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">O show teve in\u00edcio pontualmente \u00e0s 21:00h. Durante os 20 primeiros minutos, o p\u00fablico apenas contemplou no tel\u00e3o (ali\u00e1s, um mega tel\u00e3o), a imagem de uma menina sentada na areia da praia. Logo em seguida, Waters e sua incr\u00edvel banda agitaram a plateia e soltou logo de cara um cl\u00e1ssico: <strong>\u201cBreathe\u201d<\/strong>. Emendando com \u201cBreathe\u201d, veio um fenomenal solo de baixo, seguido por <strong>\u201cOne of These Days\u201d<\/strong>.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">O brilho do show se completava com a mistura da ilumina\u00e7\u00e3o e do tel\u00e3o ao fundo, que se fundiam perfeitamente com a m\u00fasica. Os mais desavisados podem ter se assustado quando os rel\u00f3gios despertaram; era hora do cl\u00e1ssico\u00a0<\/span><strong style=\"color: #000000\">\u201cTime\u201d<\/strong><span style=\"color: #000000\">.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_21745\" aria-describedby=\"caption-attachment-21745\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-21745 size-large\" src=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.33-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.33-1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.33-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.33-1-131x175.jpeg 131w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.33-1.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-21745\" class=\"wp-caption-text\">Tela exibida momentos antes de Waters subir no palco. Foto: Guilherme Dias<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Em\u00a0<\/span><strong style=\"color: #000000\">\u201cThe Great Gig in the Sky\u201d<\/strong><span style=\"color: #000000\">, o destaque ficou por conta das cantoras\u00a0<\/span><strong style=\"color: #000000\">Jess Wolfe e Holly Laessig<\/strong><span style=\"color: #000000\">, que deixaram os baking vocals e arrasaram assumindo os vocais principais.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">Na sequ\u00eancia, quando surge um rob\u00f4 rastejando no v\u00eddeo, os f\u00e3s sabiam que<strong> \u201cWelcome to The Machine\u201d<\/strong> seria tocada. Aqui, \u00e9 necess\u00e1rio citar qualidade da banda que acompanha Waters, n\u00e3o somente nesta m\u00fasica, mas em todo o show. N\u00e3o ficam devendo em nada aos m\u00fasicos originais do Pink Floyd. Tamb\u00e9m h\u00e1 de se destacar os vocais do guitarrista <strong>Jonathan Wilson<\/strong>, que se assemelham bastante aos de <strong>David Gilmour.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Ap\u00f3s o desfile de grandes cl\u00e1ssicos do Pink Floyd, Waters apresentou tr\u00eas musicas do seu novo disco, o \u00f3timo <strong>\u201cIs This the Life We Really Want?\u201d<\/strong>. As m\u00fasicas<strong> \u201cD\u00e9j\u00e0 Vu\u201d, \u201cThe Last Refuge\u201d e \u201cPicture That\u201d<\/strong> deram uma acalmada no p\u00fablico, visto que poucos ali conheciam essas can\u00e7\u00f5es. P\u00f3s novidades, veio o momento mais emocionante do show. Os primeiros acordes tocados por Waters no viol\u00e3o anunciavam a vez da balada<strong> \u201cWish You Were Here\u201d<\/strong>, cantada a plenos pulm\u00f5es pela plateia. Para encerrar a primeira parte da apresenta\u00e7\u00e3o, Waters e sua banda tocaram aquele que talvez seja o maior sucesso do Pink Floyd, o hit <strong>\u201cAnother Brick In The Wall\u201d<\/strong>, partes 2 e 3. Nessa hora tivemos o momento mais ic\u00f4nico do show. Crian\u00e7as entraram no palco com macac\u00f5es laranjas e encapuzadas, fazendo uma linha de frente para p\u00fablico. Os pequenos prisioneiros ent\u00e3o se revelam, mostrando camisetas escritas <strong>RESIST (Resistir)<\/strong> e o p\u00fablico sendo trazido para cantar o refr\u00e3o junto com elas. Neste momento ressoaram gritos de <strong>\u201cEleN\u00e3o\u201d<\/strong> por todo o est\u00e1dio, intercalando com algumas vaias.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Durante o intervalo, foram exibidas v\u00e1rias mensagens de cunho pol\u00edtico no tel\u00e3o. Novamente, foram ouvidos gritos contra e a favor do candidato \u00e0 presid\u00eancia <strong>Jair Bolsonaro<\/strong> (PSL).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_21744\" aria-describedby=\"caption-attachment-21744\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-21744 size-large\" src=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.32-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.32-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.32-225x300.jpeg 225w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.32-131x175.jpeg 131w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.32.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-21744\" class=\"wp-caption-text\">Nome de Jair Bolsonaro coberto durante mensagem no tel\u00e3o. Foto: Guilherme Dias<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">A segunda parte do show iniciou-se com sirenes tocando. De tr\u00e1s do palco se ergueram colunas, representando chamin\u00e9s industriais e um porco infl\u00e1vel, recriando a capa do disco <strong>\u201cAnimals\u201d<\/strong>. Representando o disco no setlist, primeiro veio<strong> \u201cDogs\u201d<\/strong>, que conta com um dos mais lindos solos de guitarra da hist\u00f3ria do rock. No decorrer da execu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, Waters levanta uma placa com os dizeres<strong> \u201cOs porcos comandam o mundo\u201d<\/strong> e depois completa com <strong>\u201cFodam-se os porcos\u201d<\/strong>. <strong>\u201cPigs\u201d<\/strong> come\u00e7a ent\u00e3o, com v\u00e1rias imagens caricatas do presidente americano Donald Trump, a quem Waters chama de \u201cporco\u201d. Nesse momento, um bal\u00e3o gigante em forma de su\u00edno passeia pelo est\u00e1dio. Em seguida, veio uma sequ\u00eancia de musicas do <strong>\u201cDark Side of The Moon\u201d<\/strong>. Ao som das caixas registradoras, <strong>\u201cMoney\u201d<\/strong> se iniciou e foi emendada com <strong>\u201cUs and Them\u201d<\/strong>, musica que d\u00e1 nome a essa turn\u00ea e conta com um bel\u00edssimo solo de saxofone.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_21748\" aria-describedby=\"caption-attachment-21748\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-21748 size-large\" src=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.35-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.35-1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.35-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.35-1-131x175.jpeg 131w, https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/WhatsApp-Image-2018-10-23-at-09.17.35-1.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-21748\" class=\"wp-caption-text\">Pir\u00e2mide feita de luz. Foto: Guilherme Dias<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Novamente Waters apresenta uma m\u00fasica de seu \u00faltimo disco, a bela<strong> \u201cSmell The Roses\u201d<\/strong>, musica que claramente faz criticas a torturas, encenadas por Roger dependurado em uma corrente. Para encerrar, foram escolhidas as m\u00fasicas<strong> \u201cBrain Damage\u201d e \u201cEclipse\u201d<\/strong>, que tiveram como maior atrativo, um espetacular jogo de espelhos, formando uma pir\u00e2mide 3D em cima daqueles que estavam na pista premium. Para o bis, Roger Waters e sua banda escolheram duas m\u00fasicas. A primeira foi<strong> \u201cTwo Suns in the Sunset\u201d<\/strong>, uma raridade no setlist de Waters. E para fechar de vez o show, a deslumbrante<strong> \u201cComfortably Numb\u201d<\/strong>. Ao longo do solo final, Roger desceu do palco e foi at\u00e9 a grade que o separava do p\u00fablico. L\u00e1 ele agradeceu e saudou os seus f\u00e3s, que guardar\u00e3o para sempre na mem\u00f3ria este incr\u00edvel espet\u00e1culo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um teatro m\u00e1gico a c\u00e9u aberto. Assim pode ser definido o espet\u00e1culo que o ingl\u00eas Roger Waters trouxe \u00e0 BH. 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