{"id":15797,"date":"2018-05-04T12:34:35","date_gmt":"2018-05-04T15:34:35","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=15797"},"modified":"2018-05-04T12:34:35","modified_gmt":"2018-05-04T15:34:35","slug":"luiz-camera-acao-sem-limites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2018\/05\/04\/luiz-camera-acao-sem-limites\/","title":{"rendered":"Luiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o: Sem Limites"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Filme:<\/strong>\u00a0Sem Limites\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><strong>G\u00eanero:<\/strong>\u00a0Suspense<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Diretor: <\/strong>Neil Burger<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Trailer:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JMU_ksS3fq4?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div><\/p>\n<h2 style=\"text-align: left\">\u00a0<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><em><strong>Fuja da droga egoc\u00eantrica<\/strong><\/em><\/span><\/h2>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\n<div><span style=\"color: #000000\">Assisti ao filme \u201cSem Limites\u201d, com Bradley Cooper como protagonista, de supet\u00e3o e de bobeira na Netflix. \u00c9 bom, de vez em quando, pegar um filme assim, do qual nunca se ouviu falar ou nem se sabe nada sobre o roteiro, para se surpreender, ou n\u00e3o, com a hist\u00f3ria. No roteiro, Edward Morra (Cooper) vive um escritor fracassado, que j\u00e1 perdeu a noiva e est\u00e1 quase perdendo o contrato com uma editora de Nova York pela falta de inspira\u00e7\u00e3o. Num certo dia, ele reencontra seu ex-cunhado na rua, e o cara passa para ele uma droga nova, superpotente, capaz de fazer o c\u00e9rebro trabalhar com o potencial total, e n\u00e3o s\u00f3 com os 20% habituais do ser humano. Ele reluta inicialmente, mas se entrega \u00e0 droga NZT e se transforma em um g\u00eanio: escreve seu livro em poucas horas, consegue o emprego dos sonhos, faz c\u00e1lculos que nunca havia feito na vida e, por isso, ganha rapidamente carreira e dinheiro.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">Mas, se existisse um remedinho desse na Terra, voc\u00ea j\u00e1 esperaria por um efeito colateral daqueles mais cabulosos, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Dito e feito. Pelo poder massacrador, o comprimidinho \u00e9 altamente viciante e, al\u00e9m da necessidade de estar sob a onda o tempo todo para \u201crender\u201d 100%, o sujeito viciado vai acabar sofrendo uma deteriora\u00e7\u00e3o de seu corpo com o tempo, algo como a morte galopante ao seu encontro.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">E, se voc\u00ea tivesse ca\u00eddo nessa cilada, o que faria? O personagem de Cooper foi extremamente ego\u00edsta. Ap\u00f3s seu ex-cunhado ter sido assassinado, pegou todas as p\u00edlulas para si e, desde ent\u00e3o, se preocupou apenas com o pr\u00f3prio crescimento \u2013 a partir da\u00ed, o filme se desenrola, dando in\u00edcio a uma ca\u00e7a sem fim pelo agora dono de todas as pastilhas. Mas, sendo insistente e voltando \u00e0 quest\u00e3o do in\u00edcio do par\u00e1grafo, voc\u00ea teria a mesma atitude egoc\u00eantrica de Edward ou usaria essa magnitude em forma de comprimido para ajudar em pesquisas como, por exemplo, pela cura do c\u00e2ncer?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00c9 muito f\u00e1cil falar, \u201csentar em cima do rabinho\u201d e querer salvar o mundo como que num passe de m\u00e1gica, mas, se as pessoas parassem de olhar para seus respectivos umbigos, esse mesmo mundo seria salvo sem nenhum esfor\u00e7o, sem nenhuma droga superpotente, apenas com promo\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de sorrisos ou sorteios gratuitos de gentilezas. Se voc\u00ea, al\u00e9m de pensar em si mesmo, claro, fizesse algo a mais pelo outro de forma natural no seu dia a dia, duvido de verdade que, ao final desses longos dias, voc\u00ea n\u00e3o teria um sentimento interior como o daquele que j\u00e1 experimentou algum tipo de droga. Voc\u00ea \u00e9 independente, pode usar esse tal sentimento de liberdade e euforia para criar, para inovar, para ser feliz contigo e com as pessoas que o rodeiam. N\u00e3o possu\u00edmos essa droga revolucion\u00e1ria do futuro, mas temos, sim, o poder de mudar o mundo. T\u00e1 bom, n\u00e3o \u00e9 a cura do c\u00e2ncer, mas pense como o m\u00ednimo que seja j\u00e1 \u00e9 o bastante para melhorar sua conviv\u00eancia.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000\">Certo dia, andando pelas ruas de Barbacena, no interior de Minas, reparei em m\u00e3e e filha que vinham felizes pela cal\u00e7ada curando o calor de outono com picol\u00e9s. A pequena de uns 4 aninhos diz para a m\u00e3e: \u201cVamos tirar esse papel do picol\u00e9, mam\u00e3e?\u201d. A m\u00e3e apenas acena que sim com a cabe\u00e7a e joga, com firmeza e cara de pau, a embalagem na cal\u00e7ada. A filha olha aquela cena, aprende que aquilo \u00e9 o certo e faz o mesmo. A minha vontade foi de ir at\u00e9 elas, pegar o lixo e dizer \u00e0 m\u00e3e: \u201cEi, madame, deixou cair isso aqui!\u201d. Mas n\u00e3o o fiz. Apenas peguei os pap\u00e9is no ch\u00e3o e joguei na lixeira, que estava bem perto. N\u00e3o se vende educa\u00e7\u00e3o em c\u00e1psulas e n\u00e3o d\u00e1 para injetar boas maneiras \u00e0 for\u00e7a com seringas por a\u00ed. S\u00e3o essas pessoas viciadas que devem fazer reabilita\u00e7\u00e3o. O mundo n\u00e3o precisa desse tipo de droga.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #000000\"><strong>\u201cLuiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 publicada neste espa\u00e7o toda sexta-feira<\/strong><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filme:\u00a0Sem Limites\u00a0 G\u00eanero:\u00a0Suspense Diretor: Neil Burger Trailer: \u00a0 \u00a0 Fuja da droga egoc\u00eantrica \u00a0 Assisti ao filme \u201cSem Limites\u201d, com Bradley Cooper como protagonista, de supet\u00e3o e de bobeira na Netflix. \u00c9 bom, de vez em quando, pegar um filme assim, do qual nunca se ouviu falar ou nem se sabe nada sobre o roteiro, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":48,"featured_media":15799,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,137,499,496],"tags":[737,3601,563],"class_list":["post-15797","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema","category-colunas","category-luiz-camera-acao","category-resenhas-cinema","tag-luiz-camera-acao","tag-sem-limites","tag-suspense"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/semlimites2.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p864jz-46N","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/48"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15797"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15801,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15797\/revisions\/15801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}