{"id":12931,"date":"2018-01-29T21:34:23","date_gmt":"2018-01-29T23:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=12931"},"modified":"2018-01-30T22:30:03","modified_gmt":"2018-01-31T00:30:03","slug":"luiz-camera-acao-times-up-pelos-inspiradores-rascunhos-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2018\/01\/29\/luiz-camera-acao-times-up-pelos-inspiradores-rascunhos-da-historia\/","title":{"rendered":"Luiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o: Time\u2019s up! Pelos inspiradores rascunhos da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Filme: <\/strong>The Post: A Guerra Secreta<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>G\u00eanero:<\/strong> Drama,\u00a0suspense<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Diretor:\u00a0<\/strong>Steven Spielberg<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Trailer:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5UskCQ_PBOQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Uma das grandes decep\u00e7\u00f5es do Oscar, com apenas duas indica\u00e7\u00f5es na edi\u00e7\u00e3o deste ano, o filme \u201cThe Post: A Guerra Secreta\u201d pode trazer muito mais do que contrariedades ao espectador. Dirigido por Steven Spielberg, o filme, em cartaz nos cinemas, retrata os bastidores da cobertura da Guerra do Vietn\u00e3 pelo \u201cWashington Post\u201d e o impacto da decis\u00e3o tomada por sua editora, Kay Graham (Meryl Streep, indicada como melhor atriz pela 21\u00aa vez), de divulgar documentos ultrassecretos do governo norte-americano sobre o conflito. No centro de \u201cThe Post\u201d, tamb\u00e9m indicado como melhor filme, est\u00e1 o dilema entre noticiar o que \u00e9 do interesse p\u00fablico, ideal personificado na figura do editor Bem Bradlee (Tom Hanks), e preservar a sa\u00fade financeira do jornal, amea\u00e7ada pela contraofensiva que o ent\u00e3o presidente Richard Nixon lan\u00e7aria contra a publica\u00e7\u00e3o. O momento tamb\u00e9m era particularmente delicado para essa movimenta\u00e7\u00e3o: o \u201cPost\u201d estava no meio de um processo de abertura de capital, que traria mais liquidez para suas atividades.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Dito isso, voc\u00ea pode tentar fugir dos desapontamentos do longa e focar a s\u00e9rie de encantos que ele proporciona. A come\u00e7ar pelo roteiro hist\u00f3rico, algo que faz parte da narrativa norte-americana e mundial e que \u00e9 muito bom ver sendo escancarada desse jeito. Outro ponto positivo s\u00e3o os bastidores da imprensa, t\u00e3o bem retratados e ligados \u00e0 mem\u00f3ria de um povo. E a atua\u00e7\u00e3o de alguns atores, como Tom Hanks e Meryl Streep, \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o a parte. Inclusive, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a performance da atriz, un\u00e2nime entre cem a cada cem espectadores, que vale destaque. O papel que ela representa \u00e9 ainda maior, e, em tempos de guerra ao ass\u00e9dio e luta por direitos iguais, talvez por isso ela tenha sido indicada \u00e0 principal premia\u00e7\u00e3o do cinema mundial mais uma vez.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">A publisher Kay Graham, que herdou a empresa de comunica\u00e7\u00e3o do pai e assumiu o controle do importante jornal ap\u00f3s o marido falecer, teve que lutar, na d\u00e9cada de 70, por um espa\u00e7o transitado apenas por homens que trajavam ternos e muita arrog\u00e2ncia. \u201cUma mulher no poder \u00e9 como ver um c\u00e3o andar com a pata traseira\u201d. Essa frase dita no filme veio como um soco no meu est\u00f4mago. Imagine, ent\u00e3o, a ira que pode ser provocada e estimulada quando uma mulher escuta isso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Tudo bem, estamos falando das d\u00e9cadas de 60 e 70. Vamos relevar, ou tentar fazer isso. Em uma sess\u00e3o comentada com Cl\u00f3vis Rossi, colunista da \u201cFolha de S.Paulo\u201d, na semana passada, o jornalista discutiu, entre tantos outros temas do filme, o papel das mulheres nas reda\u00e7\u00f5es. Rossi lembrou que, ao trabalhar no jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d, em 1965, n\u00e3o havia nenhuma mulher. \u201cA primeira que entrou virou musa, e n\u00e3o necessariamente por ser bonita, mas por ser a \u00fanica\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">No cen\u00e1rio obscuro e atrasado daquele tempo, at\u00e9 que dava pra tentar entender. Mas, hoje em dia, n\u00e3o h\u00e1 o que relevar, n\u00e3o h\u00e1 o que entender. \u201cHoje, a situa\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9 completamente diferente. E o jornalismo ganhou muito com isso\u201d, completou Rossi, no debate. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o jornalismo que saiu ganhando, n\u00e3o. Em todas as esferas da sociedade, a presen\u00e7a da mulher \u00e9 indispens\u00e1vel, imprescind\u00edvel e primordial. N\u00e3o h\u00e1 nem o que discutir, os tardios conservadores \u00e9 que s\u00e3o obrigados a aceitar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Em uma cena crucial do longa, quando a personagem de Meryl Streep tem que decidir em publicar ou n\u00e3o a pol\u00eamica reportagem, uns cinco ou seis homens em p\u00e9 a encurralam nitidamente enquanto ela est\u00e1 sentada, toda pensativa, amedrontada e desesperada. Representando n\u00e3o s\u00f3 o papel da editora, mas o de todas as mulheres do mundo, de todas as \u00e9pocas, de toda a hist\u00f3ria, a personagem reverte aquele quadro com uma decis\u00e3o certeira, corajosa, arrebatadora. Poucos homens teriam aquela bravura. Uma valentia que representa muito e combate tudo que \u00e9 antiquado e arcaico. Se as not\u00edcias s\u00e3o os rascunhos da hist\u00f3ria, essa grande mulher delineou o que \u00e9 respeito e fez um esbo\u00e7o hist\u00f3rico do que \u00e9 valor e aceita\u00e7\u00e3o. Time\u2019s up!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #000000\"><strong>\u201cLuiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 publicada neste espa\u00e7o toda sexta-feira!<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filme: The Post: A Guerra Secreta G\u00eanero: Drama,\u00a0suspense Diretor:\u00a0Steven Spielberg Trailer: \u00a0 Uma das grandes decep\u00e7\u00f5es do Oscar, com apenas duas indica\u00e7\u00f5es na edi\u00e7\u00e3o deste ano, o filme \u201cThe Post: A Guerra Secreta\u201d pode trazer muito mais do que contrariedades ao espectador. 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