{"id":12470,"date":"2018-01-12T08:00:51","date_gmt":"2018-01-12T10:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/culturalizabh.com.br\/?p=12470"},"modified":"2018-01-11T17:11:42","modified_gmt":"2018-01-11T19:11:42","slug":"luiz-camera-acao-aquela-boa-e-velha-roda-gigante-de-emocao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturalizabh.com.br\/index.php\/2018\/01\/12\/luiz-camera-acao-aquela-boa-e-velha-roda-gigante-de-emocao\/","title":{"rendered":"Luiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o: Aquela boa e velha roda-gigante de emo\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Filme:<\/strong>\u00a0Roda Gigante\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>G\u00eanero:<\/strong>\u00a0Drama<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Diretor: <\/strong>Woody Allen<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Trailer:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I9f_IYnf2vE?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Quem me conhece sabe que eu amo os filmes do Woody Allen. Sou daqueles f\u00e3s que compram box de DVDs, leem qualquer not\u00edcia sobre as novas produ\u00e7\u00f5es e esperam fielmente pelo longa anual que o diretor e roteirista sempre lan\u00e7a. Posso enumerar aqueles que mais gosto, como \u201cManhatan\u201d (1979), \u201cMatch Point: Ponto Final\u201d (2005), \u201cVicky Cristina Barcelona\u201d (2008) e \u201cMeia-Noite em Paris\u201d (2011). Tem os cl\u00e1ssicos que n\u00e3o podem ficar de fora: \u201cNoivo Neur\u00f3tico, Noiva Nervosa\u201d (1977), \u201cZelig\u201d, (1983), \u201cA Rosa P\u00farpura do Cairo\u201d (1985), \u201cA Era do R\u00e1dio\u201d (1987) e \u201cTudo o que Voc\u00ea Sempre Quis Saber Sobre Sexo mas Tinha Medo de Perguntar\u201d (1972); e aqueles \u00faltimos, que foram arrebatadores e que ganharam meu cora\u00e7\u00e3o: \u201cTudo Pode Dar Certo\u201d (2009), \u201cBlue Jasmine\u201d (2013) e at\u00e9 o do ano passado, \u201cCaf\u00e9 Society\u201d, entraram pra minha lista.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Mas essa programa\u00e7\u00e3o certinha de um filme por ano \u00e9 arriscada, pois a gente sempre espera um filma\u00e7o do diretor, e ele nem sempre vem. Foi assim com alguns derradeiros, como \u201cO Sonho de Cassandra\u201d (2007), \u201cVoc\u00ea Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos\u201d (2010) e \u201cPara Roma com Amor\u201d (2012). N\u00e3o posso dizer que eu n\u00e3o gostei deles. Isso n\u00e3o seria verdade. Quando voc\u00ea curte o estilo do diretor, j\u00e1 era: voc\u00ea se enxerga nele, busca suas refer\u00eancias, suas manias, sua forma de fazer cinema que tanto te encanta. S\u00e3o aquelas musiquinhas anos 20 ador\u00e1veis, um jazz perfeito como a melhor e constante trilha sonora; os \u00f3timos e intermin\u00e1veis di\u00e1logos; a presen\u00e7a frequente da narra\u00e7\u00e3o, uma intensa conversa com o espectador; os cen\u00e1rios encantadores pelas ruas de Nova York e, mais recentemente, pelas europeias; as muitas refer\u00eancias liter\u00e1rias; a personagem feminina marcante, muito bem desenhada por suas musas do cinema; e, \u00e9 claro, aquele protagonista melodram\u00e1tico, rabugento, hipersens\u00edvel e neur\u00f3tico, que eu amo \u2013 seja ele alter ego do cineasta ou n\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Pronto, cheguei ao ponto que eu queria chegar, pois estou descrevendo justamente \u201cRoda Gigante\u201d, filme que est\u00e1 em cartaz nos cinemas. No longa que se passa em Coney Island, praia localizada no bairro do Brooklyn, em Nova York, a atriz fracassada e agora gar\u00e7onete Ginny (Kate Winslet) \u00e9 casada com o operador de carrossel Humpty (James Belushi) e cuida do problem\u00e1tico filho do primeiro casamento. Ela acaba se apaixonando pelo salva-vidas Mickey (Justin Timberlake), o narrador da hist\u00f3ria, e sua vida come\u00e7a a ter mais sentido. Mas quando sua enteada, Carolina (Juno Temple), tamb\u00e9m cai de amores pelo bonit\u00e3o, as duas come\u00e7am uma forte concorr\u00eancia, e a neurose vira papel principal. Voc\u00ea j\u00e1 pode imaginar que a ranzinza e entediada da hist\u00f3ria \u00e9 a personagem de Kate Winslet, mas o que voc\u00ea n\u00e3o imagina \u00e9 o tanto que ela d\u00e1 um show de interpreta\u00e7\u00e3o em cena.\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">Sob a bel\u00edssima e precisa fotografia de Vittorio Storaro, que trabalhou com Allen em \u201cCaf\u00e9 Society\u201d e traz um abundante jogo de luzes \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a atriz, que j\u00e1 levou o Oscar por \u201cO Leitor\u201d, se veste completamente da aborrecida e obstinada personagem e pode se juntar \u00e0s cinco atrizes (Diane Keaton, Dianne Wiest, Mira Sorvino, Pen\u00e9lope Cruz e Cate Blanchett) que j\u00e1 conquistaram a estatueta pelo trabalho em filmes de Allen. Seria lindo se Kate fosse pelo menos indicada, pois ela \u00e9 a melhor atra\u00e7\u00e3o do longa. Em seus altos e baixos, como uma roda-gigante, Kate brilha, literalmente, com o privil\u00e9gio de mon\u00f3logos muito bem enquadrados pela luz boa de Storaro e por planos-sequ\u00eancia que a deixam em mais evid\u00eancia. No final, voc\u00ea se diverte e sofre muito com suas intensidades, e v\u00ea perfeitamente o melanc\u00f3lico e birrento Woody Allen por ali.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">O roteiro tamb\u00e9m \u00e9 \u00f3timo, bem amarrado, e voc\u00ea acaba se divertindo com os tons de humor que Allen d\u00e1 entre o taciturno rumo conclusivo da personagem. Entre o idealismo e a realidade, entre os sonhos e pesadelos de cada personagem, o diretor d\u00e1 aquela boa pincelada numa trama carregada de trai\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o ardente de ver\u00e3o. Definitivamente, n\u00e3o \u00e9 o melhor filme dele, n\u00e3o. Mas \u00e9 uma respeit\u00e1vel roda-gigante de emo\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: left\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #000000\"><strong>\u201cLuiz, C\u00e2mera, A\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 publicada neste espa\u00e7o toda sexta-feira!<\/strong><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filme:\u00a0Roda Gigante\u00a0 G\u00eanero:\u00a0Drama Diretor: Woody Allen Trailer: \u00a0 &nbsp; Quem me conhece sabe que eu amo os filmes do Woody Allen. Sou daqueles f\u00e3s que compram box de DVDs, leem qualquer not\u00edcia sobre as novas produ\u00e7\u00f5es e esperam fielmente pelo longa anual que o diretor e roteirista sempre lan\u00e7a. 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