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Rolê Fotográfico: Museu de Arte da Pampulha

Oiii! Tudo bem com você? Estou de volta com aquele rolê “daora”, mostrando mais uma atração turística maravilhosa, da nossa BH. Não me aguentei de ansiedade e resolvi falar sobre o meu lugar predileto da Pampulha. Um lugar incrivelmente tranquilo, lindo, perfeito para fazer boas fotos (inclusive, já fiz outras vezes, para trabalhos do meu curso de fotografia e para passar o tempo). Esse lugar é o Museu de Arte da Pampulha.

 

O Palácio de Cristal

 

É importante ressaltar o desejo do prefeito de Belo Horizonte, na época, Juscelino Kubitscheck, de que a Pampulha se tornasse um dos mais belos bairros da cidade e que fosse uma atração para toda sua população. Uma casa de dança, uma igreja diferente de todas as outras, um iate clube, um golfe clube, um casino e um hotel (este não foi construído). Tudo que um bairro nobre poderia ter. E o primeiro projeto deste conjunto foi o do casino (não havia nenhum na cidade), para receber as classes altas de BH. Então, ele seria o primeiro a ser construído.

 

 

E a construção foi ousada, até mais do que outras edificações do complexo, devido ao luxo do público que iria receber, pela imponência de estar num campo mais elevado da orla e também pelo tamanho e simplicidade. A imprensa da época apelidou o prédio de “Palácio de Cristal” devido à quantidade de vidros que o prédio possui, refletindo a luz do sol. Internamente, o espaço do cassino é amplo para abrigar as mesas de jogos, bares, salão de dança e ainda sobrar espaço para que as pessoas pudessem transitar. A rampa e as paredes espelhadas era um toque luxuoso na sua parte interna.

 

“Fiz este projeto em uma noite, não tive outra alternativa. Mas quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas.” – Oscar Niemeyer

 

Construção do casino. Foto de 1940 | Acervo MHAB

 

Depois de inaugurado, em 1943, o cassino ficou famoso rapidamente, pois se tratava de uma opção de lazer inédita na cidade. Jogadores de outras cidades, estados e até de fora do Brasil visitavam o casino para aproveitar uma noite de glamour na Pampulha. Havia apresentações de cantores e músicos famosos para entreter o público e depois que as atividades no cassino terminavam, a diversão seguia na Casa do Baile, que era um lugar mais popular e que encerrava o expediente mais tarde. Mas essa diversão durou pouco, pois três anos depois, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra proibiu todo tipo de jogos de azar no país. Era o final de uma pequena fase que o Palácio de Cristal viveu nos primeiros anos de vida. Depois da proibição, o cassino funcionou como um espaço de apresentações culturais e recepções até se tornar um museu.

 

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Uma nova casa para a arte contemporânea

 

No 60º aniversário de Belo Horizonte, o cassino foi oficialmente inaugurado como Museu de Arte, e seu acervo começou a ser formado com obras vindas do MASP e nos anos 60, o museu recebia eventos nacionais de arte contemporânea. Desde então, o museu passou por pequenas reformas e alterações em sua estrutura e no paisagismo de Roberto Burle Marx. O MAP atualmente conta com cerca de 2 mil peças artísticas de vários artistas renomados, como: Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Inimá de Paula e Guignard. Porém, devido o seu projeto inicial para ser um cassino, a estrutura possui muitos vidros, que causa uma grande incidência do sol, podendo haver depreciação; por isso, o MAP tem uma agenda específica e rigorosa para a exposição do seu acervo. Com isso, o museu recebe periodicamente pequenas exposições de arte contemporânea com pouco tempo de duração.

 

O museu oferece visitas orientadas e mesmo sem obras itinerantes, recebe muitas visitações, pois sua parte interna é uma obra prima a parte. Há também um auditório onde são realizados eventos artísticos e reuniões de artistas. Abaixo do auditório, há um pequeno café. Do lado de fora, o visitante pode caminhar por todo o entorno do museu, reparando em cada traço e detalhe, além de contemplar a vista da Pampulha.

 

Enfim, o Museu de Arte é uma ótima opção para a família, seja para um agradável piquenique, ou para fazer fotos dos bebês ou das gestantes, para respirar ar puro e contemplar a energia do lugar.

 

Horário de funcionamento: de terça a domingo, de 9h às 18h30.

 

Veja agora uma sessão de fotos minhas desse belo lugar. Espero que tenha gostado de mais um rolê na Pampulha. Vou andar mais um pouco pela orla da lagoa e, mês que vem, eu volto com mais um ponto turístico de grande importância para nossa cidade. 😉

 

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Fontes

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicao15556/museu-de-arte-da-pampulha-belo-horizonte-mg

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/local/atrativos-turisticos/culturais-lazer/museu-de-arte-da-pampulha

http://redeglobo.globo.com/globominas/terrademinas/noticia/2016/08/museu-de-arte-da-pampulha-guarda-acervo-com-mais-de-2-mil-obras.html

http://www.museuvirtualbrasil.com.br/museu_pampulha/modules/news3/article.php?storyid=15

 

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Diego Martins
Diego Martins
28 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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