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Os detetives do Prédio Azul | Flávia Lins e Silva

 

Os detetives do Prédio Azul é uma série de sucesso do canal Gloob há mais de sete anos.  Uma queridinha das crianças, por trazer histórias de aventura urbana, com muito humor e uma pitada clássica de fantasia.

 

Dos vários produtos inspirados na franquia, como filmes e brinquedos, nasceu em 2013 o primeiro livro, escrito pela produtora Flavia Lins e Silva, “Os detetives do prédio azul – Primeiros casos”. O livro integra uma série que já conta com mais 3 volumes:  DPA: Os mistérios de Milla (2014) e DPA: Aventuras culinárias (2016);

 

Outros livros com histórias não sequenciais, escrita por diversos autores: DPA: As aventuras do Detetive TOM (2015); DPA: As aventuras do Detetive Capim (2016); As desventuras da bruxa Leocádia (2016); DPA: As aventuras da Detetive Mila (2016);

 

A escritora carioca Flavia Lins e Silva é a responsável pela criação da série do Gloob e a publicação de três livros da série DPA. Contudo, Flávia já é uma escritora de sucesso, tendo publicado mais de 20 obras entre literatura infantil e infanto-juvenil. Destaque para a série da personagem Pilar. Conheça aqui.

 

 

A propósito, o livro Detetives do Prédio Azul faz parte de uma seleta lista de obras que fizeram o caminho inverso de filmes e séries que viraram livro, e não o contrário. Veja aqui 10 filmes que viraram livro. 

 

 

Os detetives do prédio azul – Primeiros casos

 

O livro conta a história inicial do DPA, com a chegada do menino Capim (Cícero) ao prédio azul. Capim é filho do novo porteiro, Severino, que aceitou o emprego sem saber quanto ganhava, nem o que faria no local. Os dois estavam desesperados por um lugar para morar, pois a casa onde viviam havia desabado após fortes chuvas.

 

No prédio azul, Capim conhece seus novos melhores amigos e companheiros de investigação, Tom e Mila, e a principal vilã, a síndica Dona Leocádia, uma mulher excêntrica, escandalosa, chata, maquiavélica e mentirosa (rs), já que as principais investigações dos detetives se dão a partir de sumiços e situações forjadas por ela.

 

“Um bom detetive tem que andar de olhos bem abertos e de ouvidos bem atentos. Eu e meus parceiros somos assim: não tememos os tiranos e resolvemos todos os mistérios, sem desistir jamais!”. (pág.83)

 

Tom e Mila são detetives natos, bem aparelhados com capas, lupas, anotação das pistas e outros apetrechos típicos de detetives mesmo, com direito até o clubinho secreto dentro prédio azul. 

 

O primeiro livro dá o pontapé inicial na história dos detetives, contando como se conheceram, e apresentando os primeiros casos dos “incríveis, os imbatíveis, os insuperáveis… detetives do Prédio Azul!”. São eles: O caso do anel brilhante; O cão suspeito; O sumiço do celular; O robô do Prédio Azul.

 

As histórias dos detetives são cativantes, e de fato instigam o leitor a desvendar os mistérios junto com eles, aprender ensinamentos importantes e pertinentes à classificação indicativa da obra, como o reforço de valores como honestidade, amizade e perdão.

 

É uma leitura rápida, tranquila, com linguagem simples e direta. É uma história pronta para entreter, abrir caminhos para novos leitores e incentivar a leitura. 

 

Os detetives do prédio azul – Primeiros casos é uma publicação da Editora Zahar no selo Pequena Zahar. Essa e outras edições estão disponíveis para empréstimo na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.

 

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Esta coluna é publicada invariavelmente as segundas, porque às vezes o livro é bem grande (rs)

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Elis Rouse
Elis Rouse
Sou Elis, não sou Regina; sou do interior e amo a capital; sou jornalista, mas não trabalho em jornal; amo ler, sonho escrever; dicas vou dar, dicas quero receber; experiências vamos trocar; literatura brasileira vamos amar!

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