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Avril Lavigne mostra em “Head Above Water” que as dores podem se tornar  excelentes inspirações musicais

Novo álbum deixa o estilo rebelde de lado
com letras menos joviais e mais maduras

 

A voz continua limpa e afinada, no entanto, “Head Above Water (2019)” novo álbum de Avril Lavigne se distancia bastante dos seus primeiros trabalhos lançados na primeira década dos anos 2000. Com uma certa melancolia, mas maturidade aquém, a cantora volta ao cenário musical depois de quase seis anos dando a certeza de que se existe um remédio para curar certas dores, ele se chama música! Retratando exatamente o seu ‘desafogamento’ dos problemas pessoais, como a luta contra a doença de Lyme e o divórcio, a cantora que está com 34 anos traz 12 novas ótimas composições em “Head About Water”, ou como diz o próprio nome do novo álbum: “Cabeça Acima da Água”.

 

Em “Head Above Water”, primeira canção do álbum, Avril Lavigne consegue agradar o ouvinte do início ao fim pela sonoridade e claro, pelo refrão. Em “Birdie” ela consegue manter o ouvinte conectado sem que ele pense em mudar de faixa. A canção também é um hit do novo trabalho e uma excelente composição. Pianos e batidas dão o tom. O refrão é impactante, fora a voz de Avril que está incrível. Na música “I Fell In Love Whit Devil”, Avril deixa claro que as influências do início da carreira ainda permeam nas composições. Se não fosse uma nova canção caberia muito bem no álbum “Under My Skin (2004)”. A música também vem sendo tocada nas rádios em exaustão. “Tell Me Its Over” é mais uma mostra que a cantora não perdeu o feeling do bom hit. A música é romântica e mais lenta, com estilo “meio Jazzista” e traz aquele tipo de refrão “chiclete”. É ótima!

 

Em “Dumb Blonde” música ao qual Avril traz a parceria com Nick Minaj, tive a leve impressão de que era um hit guardado da época do álbum “The Best Damn Thing (2008)”. É bem hip hop e talvez seja a canção menos expressiva do disco, mas, inevitavelmente é um hit. Mais uma vez o refrão e a pegada musical de Nick Minaj dão a liga para a canção. Em “It Was In Me”, a cantora acerta mais vez. A música também é mais lenta e também tem um refrão ótimo. Com certeza mais um sucesso do disco. Dando sequencia ela traz “Souvenir”, mais uma música que merece destaque pelo vocal da cantora que impressiona pela afinidade. Com “Crush”, mais um sucesso romântico, a cantora mantém a linha sonora do álbum.

 

Com “Goddess” o violão toma a cena. A música também traz um refrão “chiclete”. Aliás, neste álbum ela soube como usar isso em favor do bom resultado do disco. Em “Bigger Wow” as batidas nos levam as canções mais “doces” que eram comuns nas paradas musicais do ano de 2007 e 2008. Assim ela segue em “Love Me Insane” e fecha muito bem com a canção “Warrior” que também entra para o ranking das canções que valem a pena figurar nas rádios nacionais. Mais uma vez ela acerta no refrão e claro, no vocal que está ainda melhor. Se a voz é a ferramenta do cantor, Avril Lavigne soube conservar a sua muito bem!

 

Avaliação

Foi com a música “Complicated” do album “Let Go (2002)” que conheci Avril Lavigne. Por ser um hit tocado exaustivamente nas rádios, achei que a cantora não iria muito para frente. Todavia, ela soube manter os seus fãs com álbuns posteriores bem produzidos sem fugir do seu estilo musical. Com “Head Above Water (2019)”, a cantora traz com toda certeza uma carga de maturidade adquirida com o passar dos anos. A capa do álbum com tons escuros e uma Avril Lavigne “nua” atrás de um violão talvez traga a ideia de um ressurgimento através das águas e para mim, foi isso mesmo! Pelas canções percebo isso, tanto que indico, “Head Above Over”, “Birdie”, “I Fell In Love Whit Devil”, “Tell Me Its Over” “Its Was Me”, “Souvenir”, “Crush”, “Goddess”, “Bigger Wow” e “Warrior”. Avalio com cinco estrelas (máxima), pois ela soube magistralmente voltar muito bem mostrando que “às vezes os problemas pessoais” podem se tornar  excelentes inspirações. Vale a pena ouvir “Head Above Water (2019)”, já disponível no formato físico e nas plataformas digitais.

 

Fotos: Avril Lavigne
Até a próxima Crítica Musical.
A coluna é publicada neste espaço toda semana.

Felipe de Jesus
Felipe de Jesus
- Editor e Administrador do portal do CulturalizaBH | - Jornalista/Colunista: Crítica Musical _______________________________________________________________________ Jornalista, Teólogo, Sociólogo, Letras (Literatura) e Bel. em Economia. Tem Mestrado em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação, Doutorado em Ciências Sociais e atualmente cursa Direito. Apaixonado por música, colabora com rádios e portais falando sempre sobre álbuns, coberturas de shows e etc. Tem como hobbie comprar CDs e também vinis. "Minha paixão pela música brasileira me faz quase um pesquisador. Um amor que vem da adolescência" (Felipe de Jesus). _______________________________________________________________________ [ Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista ]

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