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Backstreet Boys volta ao cenário com “DNA” álbum que reforça a essência do quinteto e sela os 26 anos de carreira

Novo trabalho traz os hits “Don’t Go Breaking My Heart”, “Nobody Else”, “Breathe”, “New Love”, “Is It Just Me”, “No Place”, “Just Like You Like It” e “Ok”

 

Completando 20 anos do lançamento do álbum “Millennium (1999)”, um dos mais vendidos do Backstreet Boys, o quinteto mostra que não perdeu o caminho das pedras. Prova disso está em “DNA (2019)”, 10° e novo trabalho que do próprio nome já mostra que eles estão enraizados em sua essencia musical. Com a mesma formação original com AJ McLean, Howie Dorough, Brian Littrell, Nick Carter e Kevin Richardson, o grupo que completou 26 anos de carreira volta ao cenário trazendo excelentes composições e a certeza de que “o show deve continuar”, ou como já dizia Freddie Mercury no Queen: “The Show Must Go On”.

 

Claro que os tempos são outros e o impacto musical do grupo já não é o mesmo na mídia. No entanto, o amadurecimento “dos eternos Backstreet Boys” reflete nas canções de “DNA (2019)” que agrada os fãs que conheceram a Boyband nos anos de 1990. Mas existe espaço para os novos admiradores do quinteto, que diga a música “Don’t Go Breaking My Heart” que é bem chamativa. “Eu tenho emoções mistas. Eufinalmente encontrei um rio que poderia me levar para o oceano? Porque eu só conheço o tipo de amor que te deixa machucado e quebrado”.

 

Em seguida eles chegam com “Nobody Else”, canção que se não fosse nova, pareceria ter sido tirada do álbum “Black And Blue (2000)”. “Apenas memorizando linhas no seu rosto. Eu fiz um mapa, cada foto e os detalhes nos quadros. E só ontem à noite nós derramamos vinho tinto, como ele manchou o chão. E embora eu saiba que nada realmente permanece o mesmo, não. Oh, se eu pudesse parar as mãos daquele relógio”.

 

Com “Breathe” o quinteto traz todo o estilo vocal já imprimido em “Millennium (1999)”. “As rosas que você me deixou. Estão ficando cinza. Seu casaco na cadeira. E sinto falta do cheiro do seu cabelo. O relógio na parede. Me lembra dos melhores momentos. Quando entravamos no parque. E sussurrávamos no escuro. E nós riamos e chorávamos. E eu nunca percebi. Que onde quer que você esteja está em casa”.

 

“New Love” é aquele tipo de canção que ppr um instante parece ter sido retirada do álbum “Backstreet Boys (1996)” ou “Backstreet’s Back (1997)”. Vocais em pura sintonia. “Oh sim. Oh, oh sim. Oh, oh, oh sim. Quem é você, a polícia do sexo? Meu sexo não tem regras. Tenho um milhão de opções ao meu lado, sim. Deixe-me fazer o que eu faço. E eu chamo isso de novo amor, novo amor, novo amor. E eu chamo isso de novo amor, novo amor, novo amor”.

 

A música “Passionate” (uma das minhas preferidas de DNA) traz todo o swing do grupo misturados a batidas dance e guitarras. Algo meio Bruno Mars e muito bem ornamentado. “Eu sou o tipo de pessoa que se deixa levar. Foi assim desde que saí do ventre. Um pouco obsessivo, que tem tudo para mim, sim, sim, e Deus sabe que eu não gosto de perder”.

 

Já em “Is It Just Me” o quinteto traz mais uma ótima letra com vocais que valem a pena serem analisados. “Usado para aquecer no chuveiro, para ele por horas. Agora você está sempre com pressa. Eu poderia ser paranóico, mas eu juro, está no ar. Você está se apaixonando? Quanto mais eu penso sobre como éramos, mais eu tenho certeza. Claro que não era o que era, sim. Nós costumávamos ser, costumava ser melhor (costumava ser melhor). Nós costumávamos falar sobre envelhecer, agora eu não sei”.

 

“Chances” é aquela canção que colocamos a parte no álbum. Toques de guitarra bem definidos. “E se eu nunca tivesse esbarrado você?. E se você nunca tivesse sorrido pra mim? E se eu também não tivesse notado você? E você nunca tivesse aparecido onde eu estava? O que uma garota como você está fazendo em um lugar desses. Numa noite tranquila? Quais são as chances? O que um cara como eu está fazendo em um lugar desses? Eu poderia ter simplesmente passado, quem teria pensado?”

 

Dando sequência eles chegam em “No Place”, mais uma bela canção. No clipe da música, familiares e filhos dos integrantes mostram a mudança de vida e o total amadurecimento do quinteto. “Eu estive em Paris. Fiz meu caminho até Roma. Assisti o pôr do sol em uma praia do México. Mas eu não poderia me importar menos. Porque eu estava sozinho. E não há como tocar seu corpo pelo telefone. Eu estive por todo o mundo, fiz tudo o que pode ser feito”.

 

A canção “Chateau”, talvez a mais forte so álbum, traz realmente a essência única do grupo. Caberia muito bem no álbum “Millennium (1999)” ou mesmo em “Never Gone (2005)”. “Eu te vi na esquina. Você parece feliz, mais feliz do que eu. Seu cabelo é um pouco mais. Eu sou louco, é mais loiro do que era. Quando você saiu da minha casa? Eu não disse nada, não. É engraçado como um ano pode encher sua cabeça com deveria, teria, poderia ter sido”.

 

Em “The Way It Was” eles mantêm o vocal “intacto” e chegam em “Just Like You Like”, mais uma grande composição. A letra é ótima. “Transformar essa música para baixo. Nós vamos levá-lo bom e lento. Eu vou tocar para você, assim como você gosta. Oh, nós somos duas sombras no escuro. Nada entre nós, mas uma faísca. Eu acenderei esta noite como você gosta. Garota, é tudo para você, tudo que eu faço. Você acabou de definir o sulco. Vou deitar, forte e suave. Nós temos a noite toda. Então, me diga o que você quer”.

Para fechar “DNA (2019)”, eles apresentam para os fãs mais uma ótima canção. “OK” foi a faixa escolhida. Vocais em pura consonância. “Julho, faz apenas um mês desde que te conheci. Eu tenho que dizer que foi o meu favorito junho. E eu sabia daquela noite que eu estaria bem. Se eu soubesse que um dia encontraria. Alguém como você, eu levaria de volta todas aquelas noites que eu perdi. Procurando o caminho certo na porta errada. Nós nos encaixamos, você me faz melhor. Seja o que for preciso, estou aqui para sempre”.

 

Avaliação

 

Conheci o Backstreet Boys no ano de 1997 com a música “Everybody”, que foi um estouro mundial. Não minto que na época não me senti muito atraído pelo estilo, até que eles lançaram o álbum “Millennium (1999)” e minha ideia mudou sobre o grupo. Com “DNA (2019)” vejo que o sonho juvenil ultrapassou as barreiras e eles conseguiram o que de fato queriam, se manter na música por muitos anos. Entre as faixas que indico deixo: “Don’t Go Breaking My Heart”, “Nobody Else”, “Breathe”, “New Love”, “Is It Just Me”, “No Place”, “Just Like You Like It” e “Ok”. Avalio com quatro estrelas (média), pois mesmo sendo um excelente trabalho, vejo que eles se prenderam de verdade ao DNA, ou seja, não trazem nada de novo em relação aos álbuns anteriores. Mas isso não exime a qualidade de “DNA (2019)” que está entre os melhores do Backstreet Boys. Até a próxima Crítica Musical.

 

 

Até a próxima Crítica Musical.

Crítica Musical é publicada neste espaço toda quinta-feira 

Felipe de Jesus
Felipe de Jesus
- Editor e Administrador do portal do CulturalizaBH | - Jornalista/Colunista: Crítica Musical _______________________________________________________________________ Jornalista, Teólogo, Sociólogo, Letras (Literatura) e Bel. em Economia. Tem Mestrado em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação, Doutorado em Ciências Sociais e atualmente cursa Direito. Apaixonado por música, colabora com rádios e portais falando sempre sobre álbuns, coberturas de shows e etc. Tem como hobbie comprar CDs e também vinis. "Minha paixão pela música brasileira me faz quase um pesquisador. Um amor que vem da adolescência" (Felipe de Jesus). _______________________________________________________________________ [ Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista ]

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