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James Taylor: Álbum “Sweet Baby James” celebra 50 anos reforçando o talento do “cantor” na música mundial

Segundo disco foi o responsável pelo estouro das músicas “Country Road”, “Oh Susannah”, “Fire And Rain” e “Sweet Baby James” nas rádios

 

No final dos anos de 1960 a atenção da midia mundial ainda estava voltada para o fim dos The Beatles, que inevitavelmente se aproximava, e da nova era do Folk e Rock que surgia logo depois do “Woodstock”. Joan Baez, Carlos Santana e Joe Cocker foram alguns dos artistas que ganharam projeção, mas além deles, outros cantores (mesmo não tocando no Festival), conseguiram estourar, como, foi o caso de James Taylor. Com apenas 22 anos de idade o artista que foi apadrinhado por Paul McCartney, na época, lançou “Sweet Baby James (1970)”, seu segundo álbum. O disco vendeu muito bem dando a James Taylor o certificado “Multi Platina” por três vezes. Além disso, colocou o cantor no hall dos grandes nomes da música mundial.

 

A começar pela marcante faixa “Sweet Baby James”, James Taylor já mostra que suas influências estão ainda mais enraizadas na esfera do Folk e do Blues. A música é ótima e reforça o estilo marcante do artista. “Há um jovem cowboy, ele vive no intervalo. Seu cavalo e seu gado são seus únicos companheiros. Ele trabalha na sela e ele dorme nos canyons, à espera de verão, seus pastos de mudar. E como a lua nasce, ele se senta ao seu fogo, pensando em mulheres e copos de cerveja. E fechando os olhos como os cachorrinhos se aposentar, ele canta uma música que é suave, mas é claro. Como se talvez alguém pudesse ouvir”

 

Com “Lo And Behold” James Taylor segue com seu violão e voz que incrivelmente é a mesma após cinco décadas de música. Mais uma faixa que mostra a força musical do artista. “Solitário de dia, vazio e frio, só para dizer eis que. No fundo da noite, nos meus sonhos, visão gloriosa que esta alma viu. Há um poço na colina, você simplesmente não pode matar por Jesus, há um poço na colina, deixa estar. Não construa nenhum templo pagão onde o Senhor tenha colocado a mão, agora, tem um poço na colina, deixa estar. Todo mundo está falando sobre a história do evangelho, alguns devem afundar e alguns devem se levantar”.

 

Já em “Sunny Skies” ele traz toda a sua tranquilidade. A música é muito relaxante e o violão de James Taylor nos conduz a um profundo descanso. Puramente violão e voz. “Céus ensolarados dorme de manhã Ele não sabe quando subir. Ele fecha os olhos cansados no dia. Olhe para ele bocejando, jogando suas horas de manhã fora. Ele sabe como aliviar lentamente. Tudo está bem no final. E você ficará feliz em saber. Que Sunny Skies não tem um amigo. O céu ensolarado chora à noite. Não importa muito porque. Eu acho que ele só tem que chorar de vez em quando Todo mundo está saindo”.

 

Na faixa “Steamroller” o cantor traz todo o seu Blues, um violão muito bem dedilhado e um vocal mais forte e bem conduzido pelos pianos e órgãos. É uma das faixas mais Blues do disco. “Bem, eu sou um rolo compressor, baby. Eu estou prestes a passar por cima de você. Eu sou um rolo compressor, baby. Eu estou prestes a passar por cima de você. Eu vou injetar na sua alma um doce rock n’ roll. E vou atirar em você cheio de ritmo e blues. Bem, eu sou uma betoneira. Uma urna barulhenta de batidas ardentes. Sim, eu sou uma betoneira para você, baby”.

 

Em “Country Road”, uma das minhas faixas prediletas do cantor e do álbum, James Taylor traz uma viagem musical para o ouvinte, uma espécie de “Band On The Run” do Wings (de Paul McCartney). A letra é bem reflexiva. “Pegar a rodovia não vai me emprestar o seu nome. Sua forma e minha maneira parecem ser a mesma. Não entendi Mamma. Ela quer saber onde eu estive. Eu teria de ser uma espécie de natural born Aethusa. Querer passar que forma novamente. Mas sinto poderia ele. Em uma estrada do país. Vela em casa a Jesus não é boa de meninas e meninos. Eu sou tudo em pedaços, você pode ter sua própria escolha. Mas pode ouvir uma banda heavenly cheia de anjos. E eles estão a chegar ao conjunto-me livre”.

 

Com “Oh Susannah” James Taylor ecoa uma das músicas mais conhecidas do mundo. A canção inclusive teve uma versão portuguesa com o cantor Bob Nelson. “Bem eu venho com meu banjo Alabama no meu joelho, e eu estou rumo a Louisiana, meu verdadeiro amor para ver. É choveu toda a noite o dia que eu saí, o tempo estava seco. O sol estava tão quente que eu me congelou, Suzanne, você não ir e chorar. Eu disse, oh, Susannah, agora, não chore por mim, como eu venho do Alabama com este banjo no meu joelho”.

 

Chegando na faixa “Fire And Rain” o violão e o baixo se encontram magistralmente com o som da bateria. Pianos também fazem parte da composição que também é uma das suas mais conhecidas e que faz uma alusão a banda “The Original Fly Machine” ao qual ele fez parte. “Na manhã de ontem me avisaram que você se foi. Suzanne, os planos que eles fizeram deram um fim em você. Eu andei por aí de manhã e escrevi essa canção. Só não consigo me lembrar pra quem eu enviaria. Eu tenho visto fogo e chuva. Tenho visto dias ensolarados que eu pensei que nunca acabariam. Tenho passado horas solitário quando não consigo encontrar um amigo. Mas eu sempre pensei que eu veria você de novo. Você não olharia por mim, Jesus. Você tem que me ajudar a suportar. Você tinha que me ver outro dia”.

 

“Blossom” também é aquela faixa que deixa claro o estilo o inconfundível de James Taylor que sabe muito bem agradar no refrão. A música não fez parte de seu primeiro EP e se tornou uma aposta certeira. “Flor, o sorriso de um pouco de luz a minha maneira, Ultimamente tenho estado solitário. Flor, Tem sido um dia longo, parece que meus sonhos congelaram. Dissolveu meus cuidados. Mande a luz do sol nos meus caminhos sempre que eu chamar teu nome. Sei o que você quer dizer para mim, garota, é tudo a mesma coisa. Flor, há qualquer estrada vazia para trás, sente-se ao meu lado. Blossom, há um doce sonho na minha mente, há uma canção dentro de mim. Tomar essas cadeias de distância”.

 

Em “Anywhere Like Heaven” James Taylor segue o mesmo ritmo e vai para “Oh Baby, Don’t You Loose Your Lip on Me”, que é uma música bem Bues. Para fechar o disco ele traz “Suite for 20g”. Na canção James Taylor é claramente acompanhado por mais um vocal. 

 

 

Avaliação

 

 

O disco “Sweet Baby James (1970)” foi o primeiro vinil que comprei, há quase 15 anos. Na época o som digital estava começando a surgir através do formato MP3, no entanto, como eu tinha tocador de vinil, aproveitei para começar de fato a minha coleção. Já conhecia algumas músicas de James Taylor, mas não sabia da força desse álbum. Logo me entreguei ao som do disco que de Folk e Blues tem de sobra. Dele indico as faixas “Sweet Baby James”, “Country Road”, “Oh Susannah”, “Fire And Rain”, “Blossom” e “Suite For 20 g”, que são incríveis. Avalio com cinco estrelas (máxima), pois por ser o segundo disco do artista ele se destacou por emplacar mais de três música nas rádios. Vale lembrar que James Taylor conseguiu atingir o sucesso com poucos recursos e com um disco que não trazia guitarras e baterias pesadas, mas violões leves e letras que ultrapassavam a teoria do “paz e amor”. Disponível em vinil, CD, Deezer e Spotify. Até a próxima Crítica Musical.

 

 

Até a próxima Crítica Musical.

Crítica Musical é publicada neste espaço toda quinta-feira 

Felipe de Jesus
Felipe de Jesus
Jornalista, Teólogo, Sociólogo, Letras (Literatura). Tem Mestrado em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação, Doutorado em Ciências Sociais e atualmente cursa Direito e Ciências Econômicas: Economia. Apaixonado por música, colabora com rádios e portais falando sempre sobre álbuns, coberturas de shows e etc. Tem como hobbie comprar CDs e também vinis. "Minha paixão pela música brasileira me faz quase um pesquisador. Um amor que vem da adolescência". É apoiador, Jornalista | Colunista e Editor no CulturalizaBH.

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