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Show de Djavan em BH traz diversão e nostalgia para o público mineiro

O cantor e compositor Djavan surgiu no cenário da música brasileira na década de 70. Seu primeiro álbum, “A Voz, o Violão, a Música de Djavan”, foi lançado mais precisamente em 1976, transformando o artista em um dos maiores representantes da MPB no País.

 

Com pouco mais de 40 anos de carreira, e 23 discos lançados, Djavan volta aos palcos com a turnê do seu 24º álbum, Vesúsio (Luanda Records/Sony Music), lançado em novembro do ano passado.

 

A turnê, que começou a rodar o Brasil em março, chegou à capital mineira no último sábado (6), no KM de Vantagens Hall, em uma apresentação única em BH, e reuniu diversos fãs de sua música. 

 

O show

 

Com um atraso de pouco mais de 20 minutos, Djavan subiu ao palco sendo ovacionado pelo público e mostrou todo seu carisma ao reverenciar Belo Horizonte e prometer diversão até o final do show, algo que ele cumpriu majestosamente.

 

Com o hit “Eu Te Devoro”, o cantor alagoano levou a plateia à completa animação com apenas dez minutos de apresentação. Seguiu o show com as músicas “Topázio”, “Quero-Quero” e “Nuvem negra”, canção que ele frisou não cantar há 20 anos.

 

Cheio de gingado e simpatia, Djavan mostrou estar em plena forma no auge dos seus 70 anos. Entre rodopios e animação, ele incentivou o público, mais uma vez, a entoar letras de “Acelerou”.

 

Em um momento mais tranquilo da noite, Djavan se juntou ao seu violão e contou orgulhosamente sobre como é apaixonado pela natureza e sobre como a mãe o influenciou a ser assim.

 

Apresentou “Orquídea”, uma das músicas mais marcantes de seu novo álbum, e fez questão de contar que o samba, inclusive, é resultado de sua paixão pela planta. Em sua casa, na região da Barra da Tijuca (RJ), ele montou um orquidário que possui mais de 300 espécies e faz questão de cuidar tudo de perto.

 

“Vesúvio”, a canção-título de seu novo álbum, ganhou um painel específico com ondas douradas durante a apresentação. Em seguida, o cantor trouxe o clássico “Um Dia Frio”, aquela canção que praticamente todo brasileiro deve (ou deveria) conhecer a letra. E, claro, o público foi ao delírio mais uma vez.

 

 

Foto: Herlane Meira

 

O auge do show do Djavan, uma apresentação que já estava deliciosa de assistir, ficou por conta de “Se”. O cantor convidou todos a se levantarem e cantarem junto o clássico de 1992. Uma parte da plateia se aproximou do palco e ele fez questão de pegar na mão de quase todos.

 

Antes do final do show, o cantor, aproveitou para apresentar a banda: Felipe Alves (bateria), Arthur de Palla (baixo), Paulo Calasans (piano), Renato Fonseca (teclados) e João Castilho (guitarra).

 

Para o bis, Djavan voltou ao som da plateia entoando “Oceano”, e decidiu atender, junto à banda, o pedido, para então encerrar uma noite memorável.

 

Detalhes

 

Com 12 faixas inéditas, e uma faixa bônus, o disco Vesúvio possui uma sonoridade “mais pop” e fala de amor, natureza, mas também traz canções mais políticas, compostas por Djavan, entre junho e agosto, sob o impacto do cenário polarizado no Brasil nos últimos meses, como “Solitude” e “Viver é Dever”. Seis das canções inéditas foram apresentadas no show, além de músicas antigas.

 

A capa do novo álbum faz uma analogia ao vulcão Vesúvio (localizado em Nápoles, Itália) e o dourado e o preto remetem à lava viva e à lava seca. O show traz as mesmas tonalidades. A referência ao vulcão vem por meio de uma onda dourada, de forma bem sutil.

 

Capa do álbum “Vesúvio”

 

 

A turnê “Vesúvio” tem shows agendados até o final do ano, incluindo performances fora do Brasil. Djavan e sua banda se apresentarão ainda esse ano na Argentina e no Chile, além de ter data marcada para sobrevoar o oceano Atlântico e pousar em algumas cidades europeias.

 

 

Resenha e fotos por Herlane Meira

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