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Rolê Fotográfico: arquitetura de BH

E aí, tudo bem com você? Coluninha saindo depois daquele feriadão de natal e espero que você, leitor tenha passado um ótimo finalzinho de ano. Como já é do conhecimento de todos, dezembro é o mês de aniversário de Belo Horizonte – e ainda sem entender o motivo de não ter feriado nesse dia – e o Rolê é especial. E aqui vou falar um pouco de uma característica bem marcante e charmosa da nossa cidade, que, apesar da modernidade que foi alavancada nesses 121 anos, algumas coisas estão intactas e ainda enchem nossos olhos por onde passamos. Vou falar da nossa rica, bela e charmosa arquitetura!

 

 

 

Desde sua fundação, Belo Horizonte sempre foi caracterizada por ser uma cidade do futuro, por ser planejada e por ser diferente das outras capitais mais antigas. O desejo de afastar do perfil colonial de Ouro Preto e mirar o futuro e a República que tinha nascido fez com que BH se tornasse uma cidade bucólica e planejada para o século XX. Tanto que, na sua construção, ergueram-se vários prédios modernos e ricos em traços e detalhes, com estilos artísticos variados, com referências do Art Noveau e Neoclássicas.

 

A história da arquitetura em Belo Horizonte passa por fases bem diferentes com nítidas mudanças. Assim como a cidade, a arquitetura foi se reinventando, mas sem perder o perfil tradicional do passado e é por isso que não é novidade se deparar com um prédio muito novo e um antigo ao seu lado. BH é uma cidade eclética, e podemos ver isso pela diferença de estilos nos dois principais conjuntos arquitetônicos da cidade: a Praça da Liberdade no estilo eclético e a Pampulha com estilo modernista. Além dos dois anteriores, podemos citar: o Art Noveau, o Neoclássico, Neogótico, Art Déco e o Pós Moderno. Nesse Rolê Fotográfico vou falar de três estilos que, para mim, são os principais estilos que formam a identidade de Belo Horizonte. Cada um deles representa o início, crescimento e modernização da cidade e estão presentes em edificações famosas de BH. Esses estilos são: o Eclético, o Art Déco e o Modernista.

 

 

Eclético

 

O Eclético é um estilo possui características com referências do Barroco, Neoclássico, Gótico e Clássico. Ganhou força depois da revolução industrial e no Brasil representou o futuro da reurbanização das grandes cidades, principalmente para deixar de lado o período colonial. O Eclético representa o início de Belo Horizonte, pois sua construção aconteceu no seu auge e muitas edificações que foram construídas nesse estilo. É fácil saber identificar um prédio nesse estilo. A fachada é decorada com linhas, possui vários ornamentos, detalhes quadrados e retangulares, pilastras, cores diferentes nas paredes e nos detalhes das portas e janelas.

 

Exemplos de estilo Eclético em BH – todos os prédios antigos da Praça da Liberdade, o Automóvel Clube, Serraria Souza Pinto, Palácio da Justiça, Conservatório de Música, Minascentro, Palacete Dantas e Igreja São José.

 

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Art Déco

 

Eu simplesmente amo Art Déco e adoro ver que Belo Horizonte tem uma rica arquitetura nesse estilo, e até já falei sobre ele aqui. Não só estilo, mas um movimento artístico famoso que ganhou muita força à partir dos anos 20. Era puramente decorativo e visto como elegante, funcional, ultra moderno, futurístico, sempre remetendo à luxuosidade. O Art Déco usa e abusa das formas geométricas, de cores fortes e traços marcantes, que estava presente na arquitetura, na arte, nos carros e em objetos de decoração. O estilo marcou o crescimento e consolidação de Belo Horizonte não só como cidade grande, mas uma cidade luxuosa e futurística que passou a ser notada em todo o país.

 

Exemplos de Art Déco em BH – Palácio Cristo Rei, Cine Theatro Brasil, Minas Tênis Clube, Cine Pathé, PBH, Colégio Santo Agostinho, Santa Casa, Viaduto Santa Tereza, Edifício Acaiaca e os desenhos da Praça Raul Soares.

 

 

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Modernista

 

Eu também adoro esse estilo. Se trata de um movimento artístico que permaneceu em alta durante 50 anos e é referência até hoje. Com grande influência da Bauhaus e estilos de vanguarda, a arquitetura moderna é um estilo revolucionário, que se opõe a qualquer traço conservador. Segundo Le Corbusier, a arquitetura moderna se resumia a 5 características: Fachada livre, janelas em fita, pilotis, terraço jardim e planta livre. Desses cinco pontos, nasceram lindos prédios e casas, com traços leves, ambientes claros. Janelas do chão ao teto substituíam paredes, rampas ao invés de escadas e curvas e retas em harmonia para formar uma beleza estética única.

 

Em Belo Horizonte tem uma enorme quantidade de edificações modernistas. Hélio Ferreira Pinto e Raphael Hardy são nomes importantes na arquitetura moderna. Porém, é impossível falar de modernismo em BH sem falar de Oscar Niemeyer. Nossa cidade foi seu primeiro grande palco para mostrar sua arte. Foi aqui que seus traços e curvas ganharam destaque, o seu cartão de visitas para o mundo. Depois da Pampulha, várias outras obras modernistas ganharam destaque e o estilo deu a Belo Horizonte um novo e moderno perfil.

 

Exemplos modernistas em BH: conjunto arquitetônico da Pampulha, Edifício JK, Conjunto IAPI, Palácio das Artes, Faculdade de Direito da UFMG, Condomínio Solar, Edifício Mape, Edifício Niemeyer, Edifício Maletta, Reitoria da UFMG, Banco Mineiro da Produção, Biblioteca Pública, Edifício Panorama e Edifício Montezuma.

 

 

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Belo Horizonte é uma cidade repleta de história e beleza. Está cheio de lugares legais para conhecer e registrar, pois arquitetura também é arte. Espero que tenha gostado do texto e das fotos. Te desejo um 2019 maravilhoso! 😉

 

Fontes:

ArqBH

Discutindo Arquitetura

Info Escola

Viva Decora

 

Diego Martins
Diego Martins
27 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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