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Rolê Fotográfico: Praça do Papa

E aí, tudo bem com você? Aqui estou para mais um rolê sagrado, e, depois de alguns meses falando das principais opções turísticas do Circuito Liberdade, senti a necessidade de subir para registrar e escrever um dos meus lugares prediletos da cidade. Se trata de um dos pontos mais altos da capital e que reflete bem o motivo de nossa cidade ter o nome de Belo Horizonte. Vou falar sobre a querida Praça do Papa.

 

Bairro Mangabeiras

 

Os anos 60 e 70 aconteceram várias obras de ampliação de terrenos em BH e uma delas foi a criação do Bairro Mangabeiras e com isso, o prolongamento da Avenida Afonso Pena. Foram construídas as praças Milton Campos, da Bandeira e mais tarde foi inaugurado o Parque Mangabeiras, onde já era um terreno de preservação decretado desde 1966. Todas essas obras marcaram um período intenso na cidade, pois Belo Horizonte havia crescido de forma muito acelerada e faltava estrutura suficiente para a população.

 

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A visita ilustre

 

O Papa João Paulo II foi o pontífice que mais viajou – 129 países diferentes – para levar sua mensagem. Ele visitou o Brasil oficialmente em três oportunidades, sendo a primeira delas em 1980 passando por 12 cidades incluindo Belo Horizonte. O local escolhido para o discurso do Papa foi a praça Israel pinheiro, um lugar alto e que havia pouquíssimas habitações naquela época, a única que se destacava era o Palácio Mangabeiras que foi construído para ser a residencia oficial do governador. Milhares de pessoas se espremeram na extensão da praça para testemunhar o momento. O Papa celebrou uma missa campal para a multidão, contemplou a vista, e, maravilhado, saudou a todos os belo-horizontinos.

 

Vocês podem olhar as montanhas atrás e dizer belo horizonte. Vocês podem olhar a cidade à frente e dizer belo horizonte. Mas, sobretudo, quando se olhar para vocês, se deve dizer: Que Belo Horizonte!” – Papa João Paulo II

 

 

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Praça, mirante, cartão postal

 

Tanto a frase como o dia ficaram marcados na história da cidade. A prefeitura, juntamente com o governo do estado e a Cúria Metropolitana decidiram construir um ambiente, não só eternizar o local onde o Papa esteve, mas para ser um espaço público para o lazer e eventos populares. Em 1982 a praça de fato foi inaugurada, o povo ‘mudou’ o seu nome, e desde então ela é do Papa. Um ano depois a nova praça recebeu o Monumento à Paz, a famosa escultura do artista plástico Ricardo Carvão. A obra é composta por três chapas de aço de 24 metros de altura formando dois triângulos, um apontando para o céu representando a fé em Deus e outra apontando para o chão representando a benção de Deus, a parte que divide as duas peças representam a paz celestial e equilíbrio entre a fé e a bênção, e ao seu lado uma cruz representando a cristandade.

 

Praça ‘careca’ de árvores nos anos 80. Seria bem difícil aguentar o calor. | Foto: autor desconhecido

 

Desde sua inauguração a fachada não sofreu alterações. Com o tempo, a praça ganhou “vizinhos” que iriam compor o circuito turístico do bairro, como o Mirante e o Parque Mangabeiras, o Parque da Serra do Curral e a Rua do Amendoim. A Praça do Papa nunca deixou de ser a maior atração do bairro e é um dos principais pontos turísticos e cartões postais de BH, sempre recebendo eventos, famílias e turistas do Brasil e de outros países. É o lugar perfeito para andar de bike, passeios de casal, fotografar, levar as crianças ou só celebrar o horizonte. Ver o pôr do sol na Praça do Papa, pelo menos uma vez, é algo essencial na vida de qualquer morador de Belo Horizonte. Agora segue as fotos da praça segundo o meu olhar. Espero que tenha gostado do texto. Até o próximo rolê! 🙂

 

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Fontes:

Praça do Papa

Pólis Arquitetura

Viagens do Papa João Paulo II

Diego Martins
Diego Martins
28 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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