Colunas Culturaliza Rolê Fotográfico

Rolê Fotográfico: Museu das Minas e do Metal

Olá, Como vai? Já estamos na metade do mês e, como o tempo tá voando, não é?! Como de costume, venho com mais um rolê bacana e, dessa vez, mostrando como nossa Praça da Liberdade tem uma enorme riqueza cultural e turística que engrandece a nossa Belo Horizonte. Em junho, falei sobre o Museu Minas Gerais Vale que fala sobre todas as peculiaridades culturais e históricas do estado, e neste mês, vou falar do museu ao lado, o Museu das Minas e do Metal.

 

 

 

O Prédio Rosa

 

Cada prédio que se encontra na Liba possui uma história. Foram as primeiras grandes construções da nova capital, trazendo referências dos estilos arquitetônicos da época. O objetivo era mostrar que ali não seria somente a sede geral do estado, a praça é uma atração turística desde sua inauguração. O conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade se confunde com a história de BH, pois ambos foram inaugurados juntos, assim como cada elemento a compõe. Cada prédio já abrigou uma ou duas secretarias e o prédio rosa que vamos falar é um deles.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

O estilo – assim como dos outros prédios – era o eclético com vários toques neoclassicistas e de art noveau em seus salões, pilastras de mármore e pedra sabão. Tão luxuoso quanto os outros, o prédio inicialmente funcionou como sede da Secretaria do Interior. Em 1930 passou a sediar a Secretaria de Educação e nos anos seguintes, passou por diversas modificações até tomar a forma do monumento que é hoje e em 1977 o prédio histórico foi tombado pelo IEPHA. Para a implantação do museu, numa parceria do grupo EBX e o governo do estado, o espaço passou por um meticuloso trabalho de restauração, buscando manter suas características originais da época, depois de um longo período de reforma e restauração, o Museu das Minas e do Metal foi aberto ao público em 2010, quatro anos depois a Gerdau assumiu a  manutenção do museu.

 

 

 

O Museu

 

O MM Gerdau foi construído com o esmero de quem lapida uma pedra e a transforma em algo precioso, tendo sido concebido para destacar a marcante relação da história e das expressões culturais do Estado de Minas Gerais com a riqueza de suas minas e recursos naturais. Também nasceu para celebrar a identidade do Estado e do seu povo, uma vez que traduz a formação e o desenvolvimento de uma região, revelando duas das principais atividades econômicas de Minas Gerais: a mineração e a metalurgia. A proposta é colocar a mineração e a metalurgia em perspectiva histórica e desvendar o papel do metal na vida humana, ilustrando sua diversidade, características, processos produtivos e sua inserção no imaginário coletivo. Os metais são os elementos de maior diversidade no universo químico: entender o metal, os minerais e os seus componentes significa entender o motor fundamental, não somente da industrialização e do desenvolvimento de uma sociedade, mas também da vida. Além disso, descobrir a riqueza do nosso solo e a diversidade dos minerais é um convite a um passeio especial pelas Minas Gerais, literalmente no que se refere ao significado do nome do nosso estado.

 

 

Assim que você entra no museu, já é impactado pela beleza de sua fachada interna. A escadaria de ferro trazida da Alemanha e as pedras de mármore dão um toque especial logo no hall de entrada, ao lado podemos encontrar um totem interativo que conta a história do prédio rosa, de Belo Horizonte e da nossa querida Liba. Ainda no térreo (Piso Liberdade) há um espaço bem amplo onde começa a visita no museu, começando pelo Ateliê Criativo, o Espaço Gerdau, a Matéria Prima que conta de onde viemos e como somos feitos. Há um espaço de convivência e é claro, um café.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

No piso Minas, começamos nosso passeio e a viagem nas minas das pedras preciosas. Podemos ver um lindo diamante logo na entrada, o Chão de Estrelas mostrando pedras mais brilhantes no escuro. Temos peças interativas como o Ábaco, o Bebê Brasileiro e o Livro das Leis com vídeos e áudios. Temos um lindo salão nobre onde se nota cada detalhe da luxuosidade do prédio. Tem também as salas que falam sobre famosos elementos da mineração como o Calcário, Zinco, Ouro, Grafita e Nióbio. No Inventário Mineral o expectador pode conhecer vários elementos da mineralogia, parte desse acervo era de Djalma Guimarães, um pesquisador consagrado das geociências e um dos pioneiros da geoquímica no Brasil, inclusive há uma sala que presta uma homenagem a ele.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

O segundo andar, o Piso Metal traz a importância do metal para a humanidade. Todo o andar é interativo, onde o visitante desfruta de uma ótima experiência e um mergulho em conhecimento. Na atração Janelas para o Mundo destaca o uso do metal na sociedade, sua importância e seus avanços, e mostra o seu uso na robótica, na nanotecnologia e na telecomunicação. O Vale Quanto Pesa é com certeza uma das maiores atrações do museu, nela o visitante fica na frente de uma tela onde ele é escaneado, e daí conforme o peso e o tipo de pessoa, traz as informações da quantidade de substâncias minerais presentes no corpo. Na Mesa dos Átomos, o visitante pode brincar com os elementos da tabela periódica. E por falar em tabela periódica, na atração de mesmo nome existem vários tubos metálicos projetando os elementos químicos e um vídeo de Dmitri Mendeleev contando sua sobre sua vida e como ele criou a famosa tabela.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Eu não vou falar de todas as obras. O museu é grande e tem muita coisa para ver e interagir, e eu quero fazer com que você, leitor(a), seja instigado(a) a visitá-lo. Museus são grandes fontes de conhecimento e sua grandiosa missão é sempre levar história e cultura para o público. O Museu Gerdau das Minas e do Metal funciona de 12h às 18h de terça a domingo, nas quintas-feiras de 12h às 22h e nas últimas terças-feiras do mês abrindo no mesmo horário, porém fechando às 17h. A entrada é gratuita. 🙂

 

Espero que tenha gostado. Detalhe para as fotos que estão meio escuras devido às atrações do museu. Até o próximo rolê.

 

 

Fontes:

MM Gerdau

Circuito Liberdade

Diego Martins
Diego Martins
28 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *