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Uma viagem apocalíptica com Zé Ramalho

Após escrever sobre o show do Alceu Valença e a Orquestra de Ouro Preto , destacando a importância da Música Popular Brasileira em nossas vidas. Desta vez, na sexta-feira 13/04, tive o prazer de poder desfrutar de um maravilhoso espetáculo do 41º dos cem maiores artistas da música brasileira segundo a revista Rolling Stone, o grande Zé Ramalho da Paraíba!

 

 

Olha o homem aí! | Foto: Diego Martins

 

 

Digno de uma voz potente, mesmo aos 68 anos, Zé Ramalho ainda segue firme e inteiro nos palcos e em sua turnê, comemorando seus 40 anos de carreira, voltou a BH para mais um show no Km de Vantagens Hall, um ano depois de sua última visita na capital. Um público diversificado de estilos e idades aguardavam ansiosamente o início do show. Mais próximo do palco haviam cadeirantes e deficientes visuais, a terceira idade marcou presença e também o público jovem, mostrando que a música está sempre se renovando.

 

 

Cadeirantes e deficientes visuais na primeira fila. | Foto: Diego Martins

 

 

Com mais ou menos meia hora de atraso, Zé subiu ao palco saudando o público e apresentando sua Banda Z e sem delongas iniciou o show cantando “O que é o que é” do Gonzaguinha. Depois continuou com músicas clássicas de sua carreira, ‘Kryptonia” (que viagem de música!), “Beira-Mar” (a minha predileta), “Táxi Lunar”, “A Terceira Lâmina” e “Eternas Ondas” originalmente lançada pelo Fagner, mas que também ficou famosa cantada por ele.

 

 

“Sou primogênito do teu avô primeiro curandeiro” | Foto: Diego Martins

 

 

Zé Ramalho seguiu com “Banquete dos Signos” e “Sinais”, um dos sucessos recentes. Também cantou duas canções em homenagem ao seu antigo amigo Raul Seixas com “Gita” e “Medo da Chuva”. Depois entraram os hinos “Vila do Sossego”, “Avôhai”, “Chão de Giz” e “Garoto de Aluguel”, levando o público à loucura e numa grande nostalgia.

 

 

Zé Ramalho e a Banda Z | Foto: Diego Martins

 

 

Muita gente se levantou para dançar com o forró contagiante da canção “Frevo Mulher” e depois foi a vez do público cantar junto o clássico “Admirável Gado Novo” marcando o final do show. Mas todo grande show merece um bis, e para fechar, Zé Ramalho cantou “A Vida do Viajante” de Luiz Gonzaga e “Sinônimos”, enchendo todos de emoção. Assim terminou uma grande noite. Um espetáculo digno da MPB e que Belo Horizonte seja presenteada mais uma vez o mais breve possível.

 

 

O Km de Vantagens Hall estava lotado e permaneceu a todo vapor durante o show. | Foto: Diego Martins
Diego Martins
Diego Martins
28 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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