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Rolê Fotográfico: Feira da Afonso Pena

Oi pessoas maravilhosas! Estamos fechando mais um mês e, como sempre, trazemos para vocês aquela coluna bacana, com fotos mais bacanas ainda, além de contar sobre mais um lugar ou atração especial da nossa tão amada Belo Horizonte, que em dezembro a nossa capital completará 120 anos de vida. Esse rolê fotográfico vai falar de um grande polo comercial da cidade, e além disso é uma grande atração turística da cidade há quase 50 anos. Aquele rolê perfeito pra quem é de humanas (ou para quem não é também) e que gosta de comprar umas miçangas e umas bolsas e acessórios artesanais. Vamos contar a história da Feira de artesanato da Afonso Pena, a Feira Hippie.

 

Os anos 60, juventude e o início da feira

 

Década de 60. O mundo passava por várias transformações, tanto positivas quanto negativas. Na política, a Guerra Fria começou a ganhar força quando as tropas americanas desembarcaram no Vietnã. A corrida espacial se tornou rotineira, com o homem na lua sendo seu ápice. No Brasil, aconteceu o golpe militar, marcando um grande retrocesso democrático. Na sociedade, o racismo passou a ser combatido de forma mais massiva, nomes como Martin Luther King e Malcolm X se tornaram uma grande resistência em favor dos direitos civis dos negros na sociedade, resistência ainda maior com o movimento dos Panteras Negras. Na arte, o movimento minimalista, a pop art e o modernismo. Na música, os Beatles, Pink Floyd, Jimi Hendrix, o Festival de Woodstock e a Bossa Nova dando lugar a Tropicália. Alguns movimentos de contracultura estavam nascendo, os hippies foram o principal deles.

 

Os jovens estavam conquistando mais voz nessa época, a arte estava se popularizando e não era mais aquela coisa elitizada de outros tempos. Belo Horizonte nos anos 60 já estava em lugar de destaque na cultura e na arte. Um dos mais famosos na época era o clube da esquina. Existiam na cidade alguns famosos redutos de artistas e intelectuais, o Malleta, os cafés rua da Bahia, a Savassi e o bairro Santa Tereza. A Praça da Liberdade também se tornou mais uma opção para um point da galera de humanas. Por volta da metade de 1969, artistas plásticos, críticos e hippies em geral começaram a se encontrar na Liba (Praça da Liberdade), e a ideia era organizar debates sobre os movimentos atuais e os que estavam surgindo, dar oportunidade para as novas gerações de artistas, criar uma exposição cultural ao ar livre, e é claro, vender sua arte .

 

Feira hippie ainda na praça da liberdade, anos 70 | Fonte: ascomacpbh

 

O encontro era semanal, e, com a grande concentração de artesãos expondo e vendendo seus trabalhos, se tornou conhecido como a Feira Hippie, e passou a ser uma das primeiras e grandes atrações na Praça da Liberdade. A Feira foi a pioneira no país, que até então não havia uma concentração de artistas reunidos fora de uma galeria de arte. Com sua fama e crescimento, a prefeitura regulamentou a feira com um decreto oficial em 1972. Até essa data, havia cerca de 500 expositores.

 

 

 

A maior da América Latina

 

Domingo é dia de feira! | Foto: Agência Nitro

 

Com a feira oficializada e regularizada, sua visibilidade foi se tornando maior com os anos. Seu número de expositores foram crescendo, assim como os visitantes que iam para comprar ou apreciar os trabalhos. Domingo a praça ficava lotada, e isso acabou prejudicando seu entorno, a Feira Hippie tinha que se mudar. Em 1991 ela foi transferida para avenida Afonso Pena onde ainda se encontra, na extensão de todo o parque municipal nos cruzamentos das ruas da Bahia e Guajajaras. A mudança contribuiu para o aumento de expositores, alguns vinham do interior para vender seus trabalhos, produtos vindos do sul do estado e do vale do Jequitinhonha.

 

Sessão de bijuterias. Tendas vermelho listrado | Foto: Diego Martins

 

A feira se tornou a maior exposição de artesanato da América latina. Os trabalhos começam no final da madrugada e início da manhã com a montagem das barracas. Todos os domingos ela recebe cerca de 70 mil visitantes, na época do natal esse número sobe para 90 mil. Gerando 11 mil empregos diretos e 20 mil indiretos em diversos segmentos. São mais de 2 mil expositores que são divididos por 12 setores que são separados de acordo com as cores das tendas das barracas (lista abaixo). Hoje a Feira da Afonso Pena é patrimônio cultural e turístico de Belo Horizonte, trazendo não só opções de compras, mas de entretenimento, cultura e culinária. Uma atração dos domingos para toda a família, juntamente com o parque municipal. As atividades da feira começam oficialmente às 8h e vai até às 14h. Devido as compras de natal, seu horário foi prolongado para às 15h.

 

Lista de segmentos da feira à partir da Rua da Bahia

A – Mobiliário, flores e arranjos, cestaria (bege liso)
B – Decoração (vermelho liso)
C – Tapeçaria, cama, mesa e banho (cinza liso)
D – Vestuário adulto (amarelo listrado)
E – Vestuário infantil (azul liso)
F – Brinquedos (azul listrado)
G – Arranjos e complementos (amarelo liso)
H – Bijuterias (vermelho listrado)
I – Bolsas, cintos e acessórios (verde liso)
J – Calçados (marrom liso)
X, Y, Z – Alimentação (verde listrado)
P, S – Artes plásticas e escultura (não possui barraca)

 

Agora a parte que eu mais gosto, o das fotos, hehehe. Espero que tenham gostado desse rolê. Deixe seu comentário dizendo se curtiu a coluna, se você vai na feira comprar muita brusinha, miçanga, quadro pra colocar na parede da sala ou aquele brinquedo de madeira que vai presentear seu sobrinho. Mês que vem é aniversário de Belo Horizonte e nosso rolê vai ser diferente.

 

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Fontes:

feirahippie.com

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=17496&chPlc=17496&termos=feira%20de%20artesanato%20da%20afonso%20pena

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=29344&chPlc=29344

http://mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/feira-de-arte-e-artesanato-da-avenida-afonso-pena

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/compras/feiras-e-mercados/domingo-e-dia-de-ir-feira-em-belo-horizonte

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/local/atrativo-turistico/artistico-cultural/feira-da-afonso-pena-feira-hippie

 

 

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Diego Martins
Diego Martins
26 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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