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Rolê Fotográfico: Museu Histórico Abílio Barreto

Tudo bom, pessoal? Esse que vos fala trouxe mais uma coluna espetacular do Rolê Fotográfico com mais uma atração turística da nossa tão amada Belo Horizonte. E no rolê deste mês traz um lugar que, provavelmente, você já deve ter ido com uma excursão de escola no final do ensino fundamental. Se não tiver conhecido ainda, pelo amor de Deus, vá! Pois esse é um lugar especial que conta a história da nossa cidade, seus antecedentes, seu nascimento e suas raízes. Nossa visita de hoje é no Museu Histórico Abílio Barreto.

 

O Curral del Rey e a Fazenda do Leitão

 

Largo da Matriz de Boa Viagem em 1894. Dá pra imaginar que isso seria Belo Horizonte? | Fonte: http://curraldelrei.blogspot.com.br/2010/04/blog-post.html

 

Já é de conhecimento de todos que antes de Belo Horizonte nascer, em 1897, existia naquela região o Curral del Rey que era uma cidadezinha bem pequena com seus 8 mil habitantes mais ou menos. João Leite da Silva Ortiz que foi o primeiro a chegar ali e que fundou o arraial faleceu em 1730 e nem imaginaria que ali, naquele terreno iria nascer uma das maiores cidades do Brasil, umas das 40 metrópoles do planeta.

 

O ponto principal do pacato arraial era a Matriz da Nossa Senhora de Boa Viagem. A igreja fica mais ou menos no mesmo local onde está a igreja atual na rua Sergipe. Depois da proclamação da república em 1889, a construção de uma nova capital de Minas Gerais foi ganhando mais força e vários estudos foram feitos para a escolha do terreno, o resto é história.

 

Em 1883, um morador do curral, José Cândido Lúcio da Silveira construiu uma sede para sua fazenda. Um casarão de pau a pique, no estilo colonial, e ficava nas colinas, distante da Matriz de Boa Viagem, bem ao lado do córrego do Leitão. Assim nasceu a fazenda do Leitão. Um grande terreno onde hoje é a Cidade Jardim. Um ano depois da construção da casa, se deu início a construção da Cidade de Minas, a nova capital do estado.

 

A casa da fazenda do Leitão numa foto de 1940. Nessa época ainda não havia muita coisa na cidade jardim | Fonte: http://bhnostalgia.blogspot.com.br

 

Nasce o museu

 

BH nasceu, bela e maravilhosa, foi crescendo a cada década que se passava. Muitos casarões antigos eram demolidos para a construção de arranha-céus, e, na década de 40, a capital já era de fato uma cidade grande. O casarão da fazenda do Leitão resistia firme em meio a todo esse crescimento, e provavelmente naquela altura já era o único remanescente do antigo Curral del Rey. O então prefeito Juscelino Kubitschek teve a ideia de implantar um museu para preservar a história de BH, para isso pediu a ajuda de Abílio Barreto que era historiador e era responsável pelo arquivo municipal. Ele teve a missão de reunir um acervo com todo tipo de material relacionado à época da construção da cidade.

 

Abílio Barreto, desde 1935 já fazia um trabalho de organização e arquivamento dos arquivos e materiais sobre Belo Horizonte e o antigo arraial. Em 1941, Abílio já havia reunido duas grandes seções de peças e documentos, uma sobre a cidade, a outra sobre antes de sua fundação. Dois anos depois, mais precisamente em 18 de fevereiro de 1943 foi inaugurado o Museu Histórico de Belo Horizonte. O novo museu ganhou um grande acervo que já tinha sido organizado e foi ganhando mais com o passar do tempo. Em 1951, o casarão foi tombado pelo patrimônio histórico e artístico nacional e passando por várias reformas desde 1964. O MHAB foi fundado em um ano muito importante para a nossa cidade, pois um grande conjunto arquitetônico era construído: a Pampulha.

 

Museu histórico Abílio Barreto

 

134 anos depois, o casarão é uma das maiores joias da cidade | Foto: Diego Martins

 

Em 1967, com a morte de Abílio, o museu passou a ter o seu nome, em homenagem por ter sido o idealizador e seu primeiro diretor. Os anos se passaram, até que 1993 ocorreu uma revitalização institucional com uma proposta de uma abordagem museológica mais dinâmica. Em 1998 foi construído o moderno prédio para que fosse a nova sede afim de preservar o casarão deixando-o mais livre para a visitação. De 2005 em diante, o MHAB criou uma nova concepção em sua estrutura adquirindo mais espaços para levar aos belo-horizontinos uma visão mais ampla da nossa história. A Associação Amigos do Museu Abílio Barreto, entidade sem fins lucrativos foi fundada em 1994 para trabalhar em parceria com o MHAB para proporcionar uma participação mais ativa da comunidade nas atividades do museu, viabilizando programas e projetos culturais com captação de recursos financeiros.

 

O MHAB é parada turística obrigatória para quem gosta de história e saber sobre os primórdios e a fundação de Belo Horizonte. O acervo conta com aproximadamente 80 mil peças, todas referentes à BH, desde sua fundação, formação e desenvolvimento. Se trata de um rico material cartográfico, fotográfico (♥♥♥), bibliográfico e tridimensional. O museu promove várias ações culturais e educativas para que a experiência com o público se torne única e diversificada. Além de exposições de curta, média e longa duração, ocorrem também apresentações teatrais, circenses e brincadeiras levando uma interação maior com crianças e adultos. O MHAB também conta com uma biblioteca para pesquisa de informações sobre a fundação, história e cotidiano de Belo Horizonte. É um lugar ótimo para levar as crianças e ensiná-las desde cedo sobre o lugar que eles vivem, tendo uma interação com o passado e assim formar uma base sólida para o futuro.

 

Agora aquelas fotos marotas do rolê, feitas por mim e minha querida câmera. Eu espero que tenham gostado de mais um texto e seria muito legal receber comentários para que possamos sempre melhorar e culturalizar cada vez mais. Primeiro BH, depois o mundo!!!

 

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Fontes:

http://belohorizonte.mg.gov.br/atrativos/museus/museu-historico-abilio-barreto

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=fundacaocultura&tax=6781&lang=pt_BR&pg=5520&taxp=0&

 

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Diego Martins
Diego Martins
26 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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