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Izza e seu Cosmópolis, vivendo e expressando a vida nas metrópoles

Raísa Campos, ou melhor, Izza. É de um jeito intimista que a cantora natural de Fortaleza (CE) e belo-horizontina de coração e vivência apresenta seu primeiro trabalho solo, “Cosmópolis”, além de seu trabalho já conhecido e consagrado com a banda Oxente Uai. O EP traz uma mensagem que qualquer pessoa que convive ou já conviveu em grandes cidades pode se identificar.

 

Com um título bem unificado, quando “Polis” representa os grandes centros urbanos e “Cosmos” representa um universo particular, a cantora, juntamente com os músicos Matheus Luceno e Gilmar Iria, apresenta um trabalho que reflete os momentos corridos vivenciados por muitos a cada dia. Momentos esses que, por muitas vezes, são interessantes, como a própria experiência de Izza, ao ver o tão falado belo horizonte da capital mineira: “Tenho uma memória muito particular de um encantamento com essa imagem, principalmente nos primeiros anos que cheguei aqui. Essa imagem eu não tinha em Fortaleza – por ser plano, não há como avistar o horizonte, a cidade ao longe. Quando cheguei em BH tive um sentimento de enamoramento por essa paisagem noturna da cidade: parecia que o céu tinha descido pro chão.”

 

Foi no encontro com Matheus Lucena, guitarrista que compreendeu de cara a atmosfera do trabalho, que começamos juntos a esboçar os primeiros arranjos. Convidamos Gilmar Iria, meu parceiro de longas datas, a mergulhar nesta proposta conosco, dando um ar de experimentação e contemporaneidade a proposta. Quando assustei, estávamos lançando o EP Cosmópolis! Foi tudo muito rápido, muito fluido! O encontro musical, a identificação sonora, a experimentação e a amizade são temperos essenciais desse trabalho.

 

– Izza sobre o encontro com os músicos que auxiliaram na produção de “Cosmópolis”.

 

Clipe da faixa “A Cidade”:

 

 

Com dois trabalhos paralelos, a moça nordestina de minas afirma que os dois possuem linguagens diferentes. Como sua vivência é toda em Belo Horizonte, as músicas do novo álbum são todas escritas de acordo com momentos vividos ou observados por ela, já as composições para o Oxente Uai, são relacionadas à sua raiz, com pensamentos e diálogos com artistas consagrados da região, como Luiz Gonzaga e Dominguinhos.

 

Se o Oxente fala de onde vim, a Izza fala pra onde fui, onde estou, o que me tornei. Essa relação de estar em um grande centro urbano, o conflito e o sentimento de não pertencimento que a cidade provoca, o encantar-se pelo caos, tudo isso está na minha música.

 

E é com esse cotidiano cantado e essa fase mais fértil de sua vida, com ela mesma classifica, que Izza sobe ao palco do Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil para lançar seu EP, pelo projeto “Música Itinerante”. O repertório contará com as faixas do lançamento, além de suas outras composições. Seus parceiros na produção do trabalho também serão seus parceiros de palco, Matheus Lucena, na guitarra, e Gilmar Iria, no acordeom e viola.

 

 

Ao ser perguntada sobre o estado de seu coração nesses momentos que antecedem o lançamento, Izza é bem expressiva, por que será, né? “Nossa, em um turbilhão! É sem dúvidas o momento mais peculiar da minha trajetória, por tratar-se de um trabalho tão pessoal. Minha carreira se dividirá em antes e depois desse lançamento, pois este é um marco profundo em meu percurso artístico.”

 

Show de lançamento –  EP “Cosmópolis”, de Izza, no projeto Música Itinerante

 

Quando: 12 de agosto – sábado

Horas: 20h

Onde: Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315)

Quanto: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Vendas na bilheteria do teatro e no site: www.compreingressos.com

Classificação: livre

Duração: 80 minutos

Informações: (31) 2626-1251

 

*Foto de destaque: Paula Libéria

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Charles Douglas
Charles Douglas
Virginiano, metropolitano de Ibirité, mas com a vida construída em BH, jornalista recém formado e apaixonado pelos rolês culturais da capital mineira. Está perdido no mundo da internet desde quando as comunidades do Orkut eram o Culturaliza de hoje. Quando não está com a catuaba nas mãos, pelas ruas de Belo Horizonte, está assistindo SBT ou desenhos no Netflix.

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