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“FAKE” – Felipe Barenco

Como eu já desabafei aqui recentemente tenho recebido muitas dicas de livros brasileiros, principalmente de escritores da nova geração para ler e claro indicar aqui no Culturaliza. Alguns eu já conhecia, outros nunca tinha ouvido falar. Por isso, quando meu amigo lindo S2 Gilmar disse que eu tinha que ler este livro, que ele era maaaaravilhoso e chocante, eu me perguntei: Que livro é esse? Que escritor é esse que não está no meu SKOOB? Depois que comecei a ler o questionamento foi: Por que demorei tanto para ler “FAKE”?  E quando terminei: PQP tenho que indicar…

 

“FAKE” é o primeiro livro do escritor Felipe Barenco, conhecido na internet pelos perfis de humor.  Barenco já participou de produções globais como “Tapas e Beijos” e atualmente, segundo seu site, trabalha na produção do “Domingão do Faustão”. Sobre escrever “FAKE”, Barenco diz que o escreveu o livro que sempre quis ter lido quando era novo, mas que ninguém escreveu. Ele lutou para ver sua obra publicada e criou o próprio selo para lançar o seu livro. Graças a Deus ele conseguiu porque “FAKE” é tão bem escrito e atual que veio na hora certa. É desses livros que invadem os seus pensamentos e te fazem refletir muito depois de terminar a leitura.  Ler este livro é uma questão de utilidade pública e deveria entrar na lista de leitura obrigatória nas escolas e na vida de qualquer pessoa.

 

 

“FAKE” é um romance gay, ambientado no Rio de Janeiro, que conta a história do Téo, um jovem de classe média que acaba de passar no vestibular para cursar Direito em uma universidade pública. Téo é espirituoso, inteligente e consciente da sua realidade. Em um dia de reflexão no parque ele conhece Davi, que está na Cidade Maravilhosa tentando ser ator. É o começo de uma paixão que depois, claro, vira romance. Téo é homossexual, mas apenas seu melhor amigo Thiago e a sua amiga virtual Fernanda sabem e a tia Eleonora que desconfia. Contar para os pais é um tabu e sua vida vira de cabeça para baixo quando ele toma essa decisão. Téo tem que lidar com as consequências de assumir a homossexualidade e se manter na faculdade ao mesmo tempo em que descobre que Davi é portador do vírus HIV.

 

Quero destacar a participação dos personagens secundários, eles são do tipo reais, identificáveis no nosso dia a dia, comem feijão com arroz, fazem bolo, traem e são traídos, pegam ônibus, lavam carro, economizam e participam muito da vida do Téo. Aliás, as interações entre eles rendem as muitas frases de efeito que o livro tem e as melhores tiradas do Téo. E é cada frase, que me fez rir, dar print e também refletir bastante. Gosto muito das referências da literatura nacional, da internet, dos programas de TV e das músicas brasileiras. Amei os diálogos curtos, a estrutura do livro dividido em tópicos com apenas cinco partes (capítulos) e a reprodução de mensagens de textos. Felipe Barenco vai construindo ao longo do livro uma relação de cumplicidade e fidelidade entre o Téo e o leitor que vai além do livro. É fácil identificar no nosso dia a dia amigos, parentes, amigos de amigos que passaram ou passam pelos mesmos dramas vividos pelo Téo.

 

 

Na tentativa de descobrir quem é o “FAKE” da trama, eu me envolvi de verdade com a história do Téo, que poderia facilmente ser a minha ou a de qualquer leitor. A capa é simples e tem um significado oculto que você só descobre no finalzinho do livro. É o desenho de um camaleão que foi entregue ao Téo por um dos personagens mais importantes da trama que no momento estaria se “camuflando” para que o Téo não descobrisse os seus sentimentos.  “FAKE” é sobre amar e se entregar, é sobre vencer os obstáculos da vida. É sobre ser quem você e perdoar quem realmente te ama. 

 

Obs.:  Adorei o mistério da capa e quero muito comprar esse livro! #Vem2edicao

 

Motivos para ler “FAKE”, do escritor Felipe Barenco:

  • É engraçado;
  • Atual;
  • Tem reviravolta;
  • Drama;
  • Superação.

Esta coluna é publicada aqui, todas as segundas!

Envie seu e-mail para a colunista: elisrouse@culturalizabh.com.br

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Elis Rouse
Elis Rouse
Sou Elis, não sou Regina; sou do interior e amo a capital; sou jornalista, mas não trabalho em jornal; amo ler, sonho escrever; dicas vou dar, dicas quero receber; experiências vamos trocar; literatura brasileira vamos amar!

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