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Rolê Fotográfico: Museu de Artes e Ofícios

E aí, pessoal!

 

Este que vos fala se encontra mais uma vez escrevendo o segundo texto do Rolê Fotográfico, no Culturaliza BH. Aqui levaremos aos nossos leitores a história, fotos e curiosidades sobre as várias atrações turísticas que Belo Horizonte oferece a todos que vivem aqui e para os que chegam na nossa cidade só para fazer uma visita.

 

E nesta coluna maravilhosa, vamos falar de um dos lugares mais importantes da história de Belo Horizonte. Um marco na construção da nova capital e um dos principais pontos de referência do centro da cidade, que é a antiga estação central do Brasil, hoje o museu de Artes de Ofícios.

 

A Estação e a Praça

 

Antes de falar do museu, precisamos falar da história do prédio e o local onde abriga o museu. A Praça da Estação/Praça Rui Barbosa é a parte mais baixa da área central de BH. Existe uma história – que não se sabe se é verídica – que na época da construção da nova capital, e segundo o plano do mapa da mesma, foi decidido que o “portão” de entrada de Belo Horizonte seria na parte mais baixa da malha urbana, as edificações religiosas (igrejas da Boa Viagem e Lourdes) num plano médio e a praça da Liberdade, o então centro político num ponto mais alto daquela área. Uma vez que o país se respirava novos ares na política com o país se tornando uma república.

 

Em 1895, dois anos antes da fundação de BH, foi inaugurado um edifício para a estação Central do Brasil. Sua torre ganhou o primeiro relógio público da cidade. Todos os materiais necessários para a construção da nova capital chegava de trem de vários pontos do país, sendo a Serraria Souza Pinto o armazém para abrigar esses materiais. A Central do Brasil era o portão de entrada de tudo, tanto dos materiais para a construção da cidade quanto de várias pessoas que buscavam uma nova vida naquele lugar que poderia ser promissor.

 

A primeira estação central da nova capital | Acervo histórico de João Emilio Gerodetti e Carlos Cornejo – Google Books

 

Em 1920, BH já havia começado seu desenfreado crescimento. Nesse ano, o antigo prédio foi demolido dando lugar ao prédio com estilo eclético (o amarelo que conhecemos hoje) feito pelo arquiteto Luiz Olivieri e que foi inaugurado em 1922.

 

O novo antigo prédio. Foto da década de 1930 | Fonte desconhecida

 

Logo em frente ao novo prédio, a praça Rui Barbosa (nome recebido em 1923) começou a ser urbanizada no estilo inglês, em 1904. Com a inauguração do novo prédio da estação ferroviária, a praça foi ganhando um conjunto arquitetônico. Além da Casa do Conde, inaugurado em 1896, o conjunto seria formado pelo prédio da Companhia Industrial (hoje, o Cine 104) com data de 1906, pela Serraria Souza Pinto inaugurado em 1912, o viaduto da Floresta em 1924, o viaduto Santa Tereza inaugurado em 1929 e o Monumento à Terra Mineira, do escultor italiano Giulio Starace, em 1930.

 

O novíssimo viaduto Santa Tereza. Foto também da década de 1930 | Fonte: http://www.curraldelrey.com

 

A praça da Estação é carregada de história. Passou por várias reformas urbanas e paisagísticas desde a década de 60 e hoje mantendo sua fachada original e a construção do metrô em 1986. Ela já foi palco de milhares de eventos como greves de operários, as manifestações das Diretas Já, o Arraial de Belô, diversos shows, reuniões dos mais diversos estilos culturais, o carnaval e a praia da estação.

 

O Museu

 

2016. Perfeitamente restaurado. Museu de Artes e Ofícios em pleno funcionamento | Foto: Diego Martins

 

Com a união do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, CBTU e o Ministério da Cultura, um museu começou a ser planejado para ser abrigado no prédio da estação central e receber uma enorme coleção feita por Angela Gutierrez com milhares de peças representando o trabalho pré-industrial no país nos séculos XVIII e XIX. O processo de obras, restauração do prédio e construção do museu começaram em 2001, tendo sua inauguração em 2005.

 

O Museu de Artes e Ofícios se encontra em um importante ponto no centro de BH, e por lá, passam milhares de pessoas por dia, além de representar um enorme patrimônio cultural para a cidade. Conta com um acervo de objetos, peças, roupas, dos mais variados tipos de trabalhos que existiam e ainda existe na sociedade. Lá, o trabalhador e cidadão se encontra com suas raízes, presencia a evolução do trabalhador e da tecnologia. Podemos saber sobre o trabalho dos tropeiros, ferreiros, ourives, fiandeiras, fazendeiros, vendedores, carpinteiros e garimpeiros. Encontramos, também, todos os objetos que usavam para desempenhar suas funções. Alambiques, carros de boi e as máquinas de tear também se encontram no museu.

 

Vale a pena fazer uma visita ao Museu de Artes e Ofícios. Conhecimento histórico e cultural que pode ser adquirido gratuitamente. O funcionamento é de terça a domingo, de 09h00 às 17h00, possui guarda-volumes, cafeteria, biblioteca, e quando eu fui para fotografar ainda rolou uma música ao vivo!

 

Espero que tenham curtido o texto e as fotos. Até o próximo rolê fotográfico! 😉

 

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Fontes: http://www.mao.org.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Rui_Barbosa_(Belo_Horizonte)

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/local/atrativo-turistico/artistico-cultural/museu-de-artes-e-oficios

 

A coluna Rolê Fotográfico é postada na última semana de cada mês!

Envie seu e-mail para o colunista e fotógrafo: diegomartins@culturalizabh.com.br

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Diego Martins
Diego Martins
26 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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