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Rolê Fotográfico: Mercado Central

Olá pessoal!

 

À partir de hoje, sempre na última semana de cada mês, será publicado aqui no Culturaliza BH minha coluna Rolê Fotográfico, onde levaremos aos nossos leitores a história, fotos e curiosidades sobre as várias atrações turísticas que Belo Horizonte oferece a todos que vivem aqui e que chegam só para fazer uma visita.

 

As fotografias, exceto da fachada e as fotos históricas, são de minha autoria. Fotografar os pontos turísticos e o cotidiano da cidade são uma das coisas que adoro fazer. É uma forma diferente de viver a cidade, não só registrando os pontos turísticos, mas também captando expressões e cenas da vida urbana. Esse tipo de fotografia passa um olhar diferente para o espectador, mostrando como enxergar os detalhes e o estilo de vida de cada um. E o nosso primeiro texto vai falar sobre um dos lugares mais queridos e frequentados pelo belo-horizontino: o Mercado Central.

 

Placa da entrada. Aqui Belo Horizonte se encontra. | Alex Araújo/G1 MG

 

O Mercado Central é uma das maiores atrações turísticas de Belo Horizonte e abriga, atualmente, bares e restaurantes, feiras de frutas e legumes, lanchonetes, açougues, lojas de lembranças, lojas de suplementos, lojas de embalagens,  lojas de animais, além produtos típicos da cultura mineira, como queijos, doces, cachaças e produtos de artesanato.

 

Antes do nosso Mercado existir, o terreno da Av. Augusto de Lima (antiga Rua Paraopeba), entre as ruas Santa Catarina e Curitiba, abrigava o primeiro campo do América, onde do outro lado da Rua Paraopeba existia o do Atlético, antes de ser construído o Minascentro. Com a mudança do América para o campo da Alameda, aquele terreno estava livre para ser utilizado para qualquer finalidade.

 

Com o terreno livre, o então prefeito da cidade, Cristiano Machado resolveu empreender unindo os feirantes da Praças da Estação e da Praça da Rodoviária e usar o terreno para ser um centro de distribuição de alimentos e produtos, o primeiro da capital que estava com apenas 31 anos, na época, e com 47 mil habitantes.

 

No dia 7 de setembro de 1929, o Mercado Municipal era inaugurado. Um terreno de 14.000m² dividido em 22 lotes. O grande mercado funcionava intensamente, com um enorme fluxo de carroças abastecendo os feirantes. O funcionamento continuou da mesma forma se tornando um lugar tradicional para todos os moradores da área central de BH, para comprar alimento ou produtos dos mais diversos tipos.

 

Mercado Municipal, década de 40

 

Em 1964, o então prefeito Jorge Carone, alegou que a prefeitura não conseguiria manter a feira, sendo assim, houve risco do encerramento de suas atividades, após 35 anos de sua fundação. Foi assim que os feirantes e o antigo prefeito de BH, Cristiano Machado, se uniram e criaram uma cooperativa para comprar o terreno do mercado. Depois disso, foi feito o planejamento para construir um enorme galpão no terreno, isso num prazo de cinco anos, caso contrário o terreno seria devolvido para a prefeitura.

 

Cena cotidiana no Mercado. Década de 50

 

Para construir o galpão, foram contratadas quatro construtoras, cada uma para erguer o galpão em um lado do terreno. Faltavam 15 dias para o final do prazo e o galpão ainda não estava terminado. Foi então que os irmãos Osvaldo, Milton e Vicente de Araújo, fundadores do banco Mercantil do Brasil, que, além de terem uma ótima relação com o administrador geral do Mercado, Olímpio Marteleto, acreditavam no seu grande valor e importância para a cidade, decidiram financiar o final da obra. Com isso, o mercado não foi para as mãos da prefeitura e seus feirantes puderam continuar suas atividades. Algumas lojas sendo passadas de geração em geração.

 

O Mercado Central é hoje um lugar onde se respira tradição, contemporaneidade e a forte identidade mineira. Lá, possui tudo de bom e do melhor. O melhor queijo, frutas selecionadas, os doces mais saborosos, os melhores temperos e ervas, a cachaça vindo direto da roça e as melhores carnes. Alguns feirantes até hoje possuem seus clientes fiéis, que ainda compram para pagar no mês seguinte, anotando nos tradicionais caderninhos. O lugar é famoso também por seus bares, onde é fácil encontrar aquela boa cerveja gelada, a tradicional porção de fígado acebolado com jiló, queijos deliciosos, onde em poucos lugares são encontrados. Além de tudo, muitos formandos marcam presença para comemorar o final do curso, OS turistas comparecem para desfrutar da rica cultura e tradição que Minas Gerais carrega. Ao todo, milhares de pessoas vão ao Mercado Central por dia,  seja para beber, encontrar os amigos, fazer feira, comprar lembranças. 

 

E como é! Um pedaço de toda Minas Gerais dentro da capital. | Foto: Diego Martins

 

Espero que tenham gostado do texto. Abaixo estão algumas fotos que eu fiz mostrando um pouco do que o Mercado Central traz para todos os seus visitantes.

 

PS: se você for no mercado central e não ficar perdido lá dentro, é porque não andou lá direito.

 

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Fontes: http://mercadocentral.com.br/

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/compras/feiras-e-mercados/mercado-central-parada-obrigatoria-no-centro-da-capital-mineira

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Central_de_Belo_Horizonte

 

A coluna Rolê Fotográfico é postada na última semana de cada mês!

Envie seu e-mail para o colunista e fotógrafo: diegomartins@culturalizabh.com.br

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Diego Martins
Diego Martins
26 anos, Atleticano, formado em Design Gráfico pelo UniBH e em fotografia pela Escola Metrópole. É apaixonado por futebol, história, arte, mesa de bar com uma boa conversa e tem a fotografia como sua mais nova paixão. Quando não está fotografando, adora ver filmes, seja em casa ou no cinema. Não trocaria Belo Horizonte por lugar nenhum do mundo.

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